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Eduardo Macedo

PROJÉTEIS HOLLOW POINT

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PROJÉTEIS HOLLOW POINT

O colega Eduardo Martins Espinosa me pediu para escrever sobre os projéteis tipo hollow point, ou ponta ôca.

Antes de qualquer coisa é preciso esclarecer que quando falamos de balística terminal, temos que separar a caça da defesa pessoal.

Na caça, os projéteis devem ter velocidade, formato e características mecânicas que permitam boa capacidade penetração para passar por peles espessas e duras e também grossas camadas de gordura e alcançar órgãos vitais, geralmente a longo alcance.

Por isso, não se usa projéteis de ponta ôca para tal atividade, pois esse tipo de projétil não tem capacidade de penetração nessas condições, e a solução para isso foi encontrada com o desenvolvimento de projéteis com ponta em polímero de alta resistência e dureza, que permite a penetração do projétil em superfícies duras e de alta densidade e, ao encontrar resistência, a ponta de polímero é forçada contra a cavidade do projétil onde se aloja e acaba produzindo maior expansão como ocorre com as pontas ôcas.

Essa solução foi copiada por alguns fabricantes de chumbinhos para armas de pressão e o resultado a curto alcance é bastante satisfatório, se consideradas certas condições, visto que as armas de pressão se comportam muito diferente das armas de fogo, com alcances e energia distintos, por isso, esses chumbinhos não são adequados para tiros a longo alcance, pois o CB baixo causa muita perda de velocidade e com isso as características balísticas eficientes a curto alcance, se perdem acima de 25 ou 30 metros.

Isso posto, falemos dos projéteis de ponta ôca. Esses projéteis foram desenvolvidos para tiros a curto alcance, visando confrontos de policiais com bandidos em zonas urbanas. A maioria desses confrontos se dão a distâncias muito curtas, entre 3 e 5 metros onde o objetivo é a incapacitação do oponente que geralmente está armado e revidará se o projétil que o atingir não o parar imediatamente.

Projéteis ogivais tem maior capacidade de penetração e não causam danos suficientes nos tecidos para anular o oponente instantâneamente, a menos que este seja atingido na cabeça, o que é muito mais difícil em condição de estresse, por isso nos treinamentos se visa a regiāo central da silhueta.

Nesse caso, o projétil de ponta ôca é mais eficiente, pois pode se expandir até 3 vezes o seu diâmetro, causando muito mais danos ao tecido biológico e concentrando toda a energia no alvo atingido. Mas, por ter CB muito mais baixo do que o projétil ogival, não tem a mesma eficiência a longo alcance, o que é irrelevante para o seu tipo de utilização, geralmente em armas curtas para defesa.

Precisamos observar que os alvos, nesse caso, são seres humanos e naturalmente, humanos não tem a pele tão dura quanto um javali, por exemplo. Isso é importante mencionar, visto que testes de balística geralmente são feitos com gelatina balística, que simula tecidos biológicos como carne e não 'couraças' de animais selvagens, o que explica a utilização de armas de grosso calibre para abate de animais de grande porte, pois, tanto a energia quanto a cavidade permanente são maiores com calibres maiores.

Mas, também no mundo das armas de pressão existem os chumbinhos de ponta ôca, e nesse caso, precisamos nos atentar para alguns detalhes.

Da mesma forma que os chumbinhos com ponta de polímero, que acabam sendo uma variaçāo da ponta ôca, os chumbinhos de ponta ôca tem como objetivo a expansão.

Ocorre que no caso do chumbinho com ponta de polímero, a capacidade de penetração é maior e a expansão se dá pelo arrasto ao acertar o alvo e também pela ponta que ao enfrentar resistência do alvo, se comprime para dentro do chumbinho, forçando ainda mais a sua expansão.

O chumbinho de ponta ôca é desenhado para se expandir somente em função do arrasto ao atingir o alvo.

Contudo, em ambos os casos deve-se considerar que para que ocorra a expansão é preciso uma energia mínima no impacto. Essa energia depende da velocidade do chumbinho no momento que atinge o alvo e essa velocidade só é suficiente para fazer o chumbinho se expandir, em alcances curtos, visto que o CB desses chumbinhos é mais baixo.

A determinação do alcance efetivo para esses chumbinhos depende também, e com maior relevância do que outros tipos de chumbinhos, da energia produzida pela arma de pressão que o dispara, pois, a energia no impacto precisa ser suficiente para superar a resistência do chumbo em função da sua dureza, considerando que o alvo não seja um objeto rígido, visto que com pouca energia, não há expansão e/ou compressão do chumbinho.

Atire para acertar!

FONTE e Autorização FÓRUM CA: Nelson L. De Faria

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