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Pincipi

Pistola AR+ S400 do mercadolivre para peças

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Tem uma loja oficial dum site de leilões que está vendendo várias armas de pressão da marca AR+ como não funcionando, para retirada de peças:

telaML.thumb.jpg.a9f505e74e5749feea5e677c29f6a762.jpg

Não sei se pode mencionar aqui então, não mencionei. Esta em especial tem bastante unidades e arrisquei comprar uma 4,5mm por curiosidade, veio com nota fiscal, embalagem de papelão e isopor, segue detalhes:

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Etiqueta de preço original R$ 599,00. Embalagem desgastada e com cheiro de velha.

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Vem os dados do CNPJ do importador e do CII.

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Tem também o que se pode chamar de manual de uso.

Na parte de identificação da arma, não tem a marca AR+, tem apenas:

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E

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Internamente, gravado na lateral do cilindro está o número de série:

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O mecanismo interno é muito parecido ou idêntico a Beeman P17:

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Aliás, comparando lado a lado com uma AR+ S9, que é igual a uma Beeman P17:

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Ela lembra muito uma Zoraki HP01 mais magrinha.

O cano tem um detalhe:

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Uma peça que se rosqueia no plástico:

RoscaCano.jpg.a204813a7ba8e3e7f6365564731c0cc2.jpg

Pelo que entendi serve para regular a distância de ajuste entre o cano e a saída de ar, conforme o diagrama abaixo:

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Tarefa que parece ser difícil, se apertar muito o cano não encaixa e a arma não fecha, se deixar muito frouxo ou separado do cano a pressão do ar escapa para os lados, tem que achar a medida justa, exata, um pouco diferente disto significa que o cano ou vai beliscar a borracha de vedação ou vai deixar o ar vazar por ai, este deve ser um motivo dela não ter pressão, a rosca veio meio solta, deve ter soltado no transporte e qualquer impacto na embalagem desloca o cano que é preso apenas por uma chapinha de metal com dois parafusos.

Usando a relação de peças da Beeman 2004 2006 que consta no site da Rossi, deu para notar por comparação que a peça 21, pino fixação do tubo de compressão possui de um lado uma ranhura, ou seja, deve sair e entrar apenas da direita para à esquerda do ponto de vista do atirador:

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Também seguindo a relação de peças da Rossi, temos o conjunto de O-rings:

Orings.thumb.jpg.1a53310dc5cce7333df425e4eb2f4488.jpg

O 25, vedante do cano, de cor marron, de borracha mais dura que as demais e apresentando sinais claros de deterioração.

O 5, vedação inferior válvula.

O 4, colar mola válvula, de metal, coloquei aqui apenas como curiosidade para comparação pois é uma das peças que prendem o 5.

O 1, anel de vedação válvula, que encaixa no eixo válvula pneumática (2).

Os 26, anel de vedação pistão, são dois no mesmo pistão, já com marcas de deterioração ou beliscão do furinho do pistão:

furinho.jpg.4f227ec6004d4637817d458f8fc3f209.jpg

Estes anéis apresentam uma característica de defeito de fabricação ou de má qualidade, tem umas rebarbas, olhando com atenção dá para entender melhor com o diagrama abaixo:

reb.jpg.cdb0bcb678d4edf95db7a25cf6b64b91.jpg

Este é um esquema do corte lateral do anel, note que parecem com duas metades que se juntaram de forma desigual, sobrando um pouco para cima e um pouco para baixo, pode ser que este seja o problema causador da arma estar sendo vendida abaixo do valor de mercado, como também pode não ser, vai que tenha algum outro problema.

Também notei muita limalha de ferro misturada ao lubrificante, parece que o fabricante não teve o cuidado de limpar a arma e do jeito que montou jogou a graxa.

Com ela desmontada soprei com força no cilindro e o ar passa com dificuldade no furinho:

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Tipo assim, eu simulei o ar comprimido na câmara passando para a válvula, como no diagrama abaixo:

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Em comparação com a Beeman, na qual o ar passa com muito mais facilidade, eu passei a tirar conclusões:

1- Pode ser que seja assim mesmo, que tenha uma limitação na passagem do ar de modo a fornecer a pressão continua por mais algum tempo, o suficiente para o chumbo sair do cano.

2- Pode não ser assim, pode ter sido um erro de projeto que faz com que a pressão fique tão fraca que não consiga empurrar o chumbinho.

Comparando as dimensões do furinho com a saída do cano, deu para perceber que são bem diferentes, enquanto que na Beeman estas dimensões são quase iguais.

Resolvi me divertir e juntei algumas ferramentas:

ferramen.thumb.jpg.2e0621755320830f20f38fcc7353409f.jpg

Um jogo de soquetes e um jogo de limas, coloquei a ponta da lima nos furos:

compara1.thumb.jpg.66d021786e86d0f2154841acbc972e66.jpg

No furo de saída a lima entrou com folga, enquanto que no furinho do cilindro só entrou um pouquinho. Realmente o diâmetro dos furos é bem diferente, juntei as ferramentas e montei assim:

compara2.thumb.jpg.857ba89c9f361b4eefcce3dbaace2299.jpg

Comecei usando a força da mão apenas, girando bem devagar, como o metal era bem resistente, passei a usar uma parafusadeira elétrica, girando para um lado e para o outro, de forma alternada, evitando forçar ou dar tranco, protegi o interior do cilindro com fita crepe na esperança de não arranhar e cerca de três horas depois a ponta apareceu do outro lado:

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Mais meia hora e cheguei perto da parede:

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Pronto, consegui alargar o furinho sem causar danos, ficou assim:

depois.jpg.62dbdbc1436afb54e14e32d17bb7e511.jpg

Agora é só comparar como ficaram os tiros antes e os tiros depois, ver se houve alguma melhora ou piora no rendimento.

Ops! Xiii Marquinho! Que vacilo! Ainda não fiz nenhum disparo, a arma não funcionava quando comprei, estou ficando velho, acho que vou ter que comprar outra para fazer a comparação, se ainda houver estoque.

Depois posto mais novidades.

Editado por Pincipi
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Amigo muito bom estou com uma aki parada a muito tempo pois veio com defeito iqual essa sua nao tem forca quando monta a sua posta o resultado ai 

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15 horas atrás, Jonas bitencourt disse:

Amigo muito bom estou com uma aki parada a muito tempo pois veio com defeito iqual essa sua nao tem forca quando monta a sua posta o resultado ai 

Montei e não observei mudança significativa, parece até que a pressão passou do fraco para o imperceptível.

Acho que comecei mal indo direto para a desmontagem e intervenção alargando o furinho, as coisas não deveriam ser assim, é como um relacionamento, começa pela amizade e namoro, passa pelo noivado para se firmar no casamento e só depois vir a separação, eu já fui direto para a tentativa de homicídio depois que o casamento não deu certo (se é que já não a matei).

Vou seguir um plano, estudo ou planejamento antes de realizar a próxima intervenção:

1- Fases de funcionamento, detalhar o que acontece em cada uma. (amizade)

2- Relação das peças envolvidas, detalhar as peças envolvidas em cada fase. (namoro)

3- Identificação dos possíveis pontos de vazamento de ar, detalhar cada uma das possibilidades. (noivado)

4- Plano de intervenção/manutenção na sequência do mais simples para o mais complexo, detalhar as possíveis regulagens e depois as possíveis intervenções ou troca de peças. (casamento)

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Boa tarde !

Pelo menos o post está animado com suas analogias:jig::kfu::geek::mad::sick::animier:

O caminho parece ser esse mesmo, verifica, conserta, verifica, conserta...( se é que vai dar :stuart::respect:)

Brincadeiras à parte...toda informação acerca de reparação e/ou manutenção é sempre bem vinda. Boa empreitada e se puder, continue postando.

Abraço

 

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37 minutos atrás, Edgar Minarello disse:

Boa tarde !

Pelo menos o post está animado com suas analogias:jig::kfu::geek::mad::sick::animier:

O caminho parece ser esse mesmo, verifica, conserta, verifica, conserta...( se é que vai dar :stuart::respect:)

Brincadeiras à parte...toda informação acerca de reparação e/ou manutenção é sempre bem vinda. Boa empreitada e se puder, continue postando.

Abraço

 

Obrigado pelo incentivo, deu um gás extra, vou continuar a postar embora ache que vai ficar bem longo, então, continuando com a próxima parte, a primeira fase, número 1:

1- Fases de funcionamento, detalhar o que acontece em cada uma.

O ponto inicial (Momento zero) é com a arma fechada e em seguida acionado o gatilho uma única vez, neste momento surgem três opções normais de se acontecer:

a) o gatilho está travado, talvez não se movimenta porque a tecla de trava está na posição de travar o disparo.

b) o gatilho se movimenta livre e solto, sem resistência, talvez porque houve um disparo anterior e a pistola ainda não foi armada.

c) o gatilho se movimenta com um pouco de resistência e o mecanismo de disparo é acionado, ocorrendo o disparo, justamente porque já estava armada.

Caso alguma outra coisa diferente das anteriores aconteceu, podemos afirmar que existe algum problema não relacionado a vazamento, deve ser algo com relação ao mecanismo do gatilho, como neste caso estamos trabalhando com a ideia de vazamento, vamos ignorar esta hipótese e considerar o mecanismo do gatilho como bom e sem necessidade de intervenção.

Só para desencargo, repetir todo o processo, só que desta vez, acionando o gatilho mais de uma vez em sequência para ver se aparece um comportamento diferente do previsto, do tipo a trava do gatilho ceder e permitir o disparo ou o gatilho se travar por completo. Muito improvável é a pistola disparar um chumbinho por vez, de forma semi-automática, a cada acionar de gatilho, neste caso não é a S400 que conhecemos, deve ser uma outra pistola travestida.

Seguindo a lógica da sequência (Momento um) é acionar o cão para liberar o ferrolho, aqui temos duas opções:

a) O ferrolho não abre, ou porque a trava está presa ou porque o ferrolho está travado ou por motivo desconhecido.

b) o ferrolho abre um pouco e permite que seja basculado para a posição de aberto até o fim do curso.

Também neste momento pode ocorrer algo diferente como abrir parcialmente e travar ou depois de basculado voltar a mesma posição sem travar. Para desencargo repetir o processo de bascular e fechar mais de uma vez, sem realizar o disparo, tomando o cuidado especial para não permitir que a pistola belisque a mão ou os dedos, anotando os resultados, agora podemos classificar como (Momento um A) com as seguintes alternativas:

a) ao acionar o cão, o ferrolho se abre até a metade do curso por força da ação dos gases comprimidos no interior do cilindro, indicio de pressão retesada.

b) ao acionar o cão, o ferrolho se abre igual como se já houvesse ocorrido o disparo, indicio de falta de pressão.

C)ao acionar o cão, o ferrolho se abre igual como se já houvesse ocorrido o disparo e logo em seguida a um simples toque se levanta for força da pressão.

Aqui fica meio confuso, parece que misturou o um A com o dois mas, considere o próximo momento como (momento dois), com o ferrolho basculado até o fim e realizada a manobra de fechar, podemos considerar as seguintes opções:

a) não fecha, ou porque fica travado ou porque não consegue, encontra muita resistência.

b) fecha mediante força razoável.

c) fecha sem necessidade de força.

d) fecha com pouca força e faz barulho de sopro no final do curso, como se o ar estivesse escapando.

Não temos  o momento três porque o próximo momento na sequência é o acionamento do gatilho que é exatamente o momento zero, já mencionado antes, fechando assim o ciclo. O que cabe observar é uma variante do momento dois, momento em que a pressão está retida no cilindro, que consiste em esperar algum tempo, sem realizar nada, à fim de observar se ocorre algum vazamento perceptível de ar, ou se a pressão cai com o passar do tempo, neste caso tem que fazer as comparações marcando os intervalos de tempo.

Ufa! Que amizade difícil foi essa, só quero ver como vai ser no namoro.

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Amigos das 4 pistolas que tenho aki da s400 todas estao funcionando e do nada para de funcionar ! Desmonto a parte do gatilho eas molas monto tudo denovo e volta a funcionar normal ate uns 30 disparo e para denovo

 

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Nem uma das minha vasa ar! Mas reparei que a valvula do acionador nao suporta muita pressao. Tem que deixar o pistao na regulagem original, o defeito pelo menos aki na minha parece ser no acionador de gatilho que fica escapando

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9 minutos atrás, Jonas bitencourt disse:

Amigos das 4 pistolas que tenho aki da s400 todas estao funcionando e do nada para de funcionar ! Desmonto a parte do gatilho eas molas monto tudo denovo e volta a funcionar normal ate uns 30 disparo e para denovo

 

 

2 minutos atrás, Jonas bitencourt disse:

Nem uma das minha vasa ar! Mas reparei que a valvula do acionador nao suporta muita pressao. Tem que deixar o pistao na regulagem original, o defeito pelo menos aki na minha parece ser no acionador de gatilho que fica escapando

Obrigado, estas são informações muito importantes a serem levadas em conta. Se eu conseguir fazer com que a minha dispare vou me atentar nos testes para estas questões.

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Antes de iniciar a fase 2 (namoro), algumas considerações devem ser feitas, cada caso é um caso, cada pistola é uma pistola e se a minha tinha este ou aquele defeito, não significa que a sua com um sintoma igual tenha como solução a mesma empregada na minha.

No caso da minha, eu já consegui fazer amizade e ela me disse que não pode ter filhos, ter filhos nesta analogia seria efetuar disparos, se os filhos serão perfeitos ou não (acertar na mosca) já é outra história e tal fato não depende apenas da arma, tem uma série de fatores como munição, atirador e ambiente que não serão a principio abordadas neste tópico.

O fato de não poder ter filhos pode ter causa tanto no atirador como na arma ou na munição, pode ser que a arma não tenha problema algum e o defeito pode estar na munição inadequada que fica presa no cano ou na forma como o atirador manuseia a arma, como por exemplo, esquecer-se de colocar a trava do gatilho na posição de fogo, ai neste caso não adianta forçar o gatilho que a pistola vai insistir em dizer não, não quero e não vai atirar mesmo, a maioria das mulheres é assim, tem que saber como lidar com elas, do contrário não dá namoro, não sai nada.

Eu já tenho umas experiências anteriores com pistolas de cilindro, uma Zoraki HP01 e uma Crosman 1377C, ambas maravilhosas e com filhos perfeitos, sem necessidade alguma de intervenção além do simples ajuste de miras, entretanto com a Beeman P17 eu encontrei problemas variados e aprendi algumas coisas montando e desmontando diversas vezes, o que posso dizer a quem nunca se aventurou nesta parte de desmontagem e remontagem é que a primeira vez sempre é mais difícil e mesmo depois de ganhar experiência, nunca deixe de fotografar ou anotar bem a posição das peças, senão, vai ter que contratar um profissional para montar ela de novo.

Sinceramente, não sei dizer o que é mais fácil ou difícil, manter um relacionamento sadio com a esposa ou realizar uma manutenção completa na pistola de pressão. São duas coisas extremamente complexas, claro que considerando minha capacidade mediana, existem pessoas que se relacionam com grande facilidade e existem pessoas que montam e desmontam as pistolas de olhos fechados, isso vai da capacidade treino e dedicação de cada um.

Na próxima fase então, vou utilizar como comparação a pistola AR+ S9 à qual está à mão e se encontra em funcionamento normal, para que tenha um norte a ser seguido, já que tanto a S9 como a S400 são como cachorros sem pedigree, não tem manual com vista explodida disponível na internet , enquanto que a Beeman P17, igual ou idêntica à S9, tem muito material disponível como vídeos no YouTube e visão explodida no site da Rossi, tornando-se uma excelente base de comparação. Por comparação as três pistolas são muitíssimo semelhantes entre si, suas peças são quase idênticas.

Entrando na próxima fase:

2- Relação das peças envolvidas, detalhar as peças envolvidas em cada fase.

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No momento zero, estão envolvidas às peças relacionadas ao gatilho (peça 49) esta peça está ligada a um mecanismo (peças 42, 43, 44, 45, 47, 48, 49, 50) fixado entre as peças 41 e 39 através das peças 40 e 46, este mecanismo funciona ligado diretamente no conjunto da trava de gatilho (peças 32 a 38) por um lado e pelo outro lado se liga à válvula dentro do cilindro (peça 2),ligada a câmara de compressão de ar (peça 24).

Eu sei que é meio chato, como uma aula de anatomia em que o osso Beltrano se liga ao osso Cicrano, mas, é o único meio seguro de proporcionar a transmissão de um conhecimento que venha a obter resultados satisfatórios, sem percalços ou erros inesperados, já que deixa bem exposto aonde é que o atirador está se metendo e depois se der algo errado, venha à por a culpa em mim.

Ainda no acionamento da tecla a alternativa “a” em que o gatilho está travado, acionando o gatilho com a tecla na posição de trava, na S400 o gatilho se movimenta um pouquinho para frente e para trás, igualmente na S9 com apenas uma diferença básica, na S9 tem uma mola de retorno do gatilho, enquanto que na S400 parece que não tem esta mola, o gatilho fica livre.

Na alternativa “b”, com a tecla de trava sem estar acionada, o gatilho de ambas seguem o curso até o fim, mantendo a diferença do retorno do gatilho na S9, por ação de uma mola, enquanto que a S400 não retorna, fica livre. A conclusão lógica até aqui é que está faltando uma mola de retorno do gatilho na S400, a não ser que venha assim de fábrica.

Na alternativa “c” o disparo ocorre em ambas, pode-se ouvir nitidamente a pressão do ar saindo, entretanto o chumbinho não sai na S400. Medindo em decibéis, 23 na S400 e 31 na S9.

Após o disparo, na repetição de acionar o gatilho, nada de diferente, exceto a falta de mola de retorno.

Entrando no momento um, de acionar o cão para liberar o ferrolho, na S400 o movimento é suave e o carro se levanta uns quatro milímetros, já na S9 o mecanismo é mais duro, tem que fazer mais força e o carro se levanta apenas um milímetro, ambas deram a alternativa “b”, não há nada aparente que impeça a abertura do ferrolho conforme a alternativa “a”.

Importante observar que nesta parte da inspeção, ficou evidente um desvio do ferrolho, na área ao redor do cão, na S400, uma folga que permite o deslocamento lateral de dois milímetros para a esquerda ou dois milímetros para a direita, coisa que não acontece na S9, ela se mantém firme e estável, sem deslocamentos. Igualmente na mesma área, uma folga na S400 que permite deslocamento de um milímetro para cima. Estes são fatores que influem na precisão do disparo.

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Partindo agora para o momento um A, bascular fechar e abrir mais de uma vez, na S400 o mecanismo é duro e quando fecha não tem muita resistência e se percebe nitidamente o barulho de ar escapando, ao acionar o cão, o ferrolho se abre igual à antes, se encaixando na alternativa “b”.

Muito diferente na S9, quando se abre ela, próximo ao fim do curso de abertura, ouve-se o barulho de ar, só que desta vez acredito que o ar está entrando no cilindro, pelo furinho, na hora de fechar tem que se empregar muita força, até o ferrolho bloquear. Quando se aciona o cão, o ferrolho abre um milímetro e é preciso fazer força para ele abrir, sendo que logo em seguida ela dá um salto, se abre com força, até a metade do caminho, repetindo a operação, fica mais duro ainda de armar e de soltar, o ferrolho se abre mais ainda, quase até o fim, se encaixando evidentemente com a alternativa “a”.

Aqui na comparação, já fica evidente que a S400 tem um vazamento, só falta determinar aonde. Eu sei que já sabíamos que ela tinha vazamento, a diferença do método que estou utilizando é que provavelmente vai facilitar muito o trabalho de reparação e poupar tempo nos próximos porque já teremos um caminho definido de diagnóstico de causa e de erro.

Entrando no momento dois, para ambas não ocorreu à alternativa “a”.

A alternativa “b” se encaixou na S9.

A alternativa “c” não ocorreu para ambas.

A alternativa “d” deu certinho na S400.

Não fiz a parte de queda de pressão com o passar do tempo, acho que não é necessário agora, só deve ser feito depois que conseguir fazer com que a S400 realize disparos.

Resumo da situação até agora:

Trava do gatilho Ok para ambas. Sem necessidade de intervenção

Acionamento do gatilho Ok para ambas, não há indícios para defeito no funcionamento de mecânica do mecanismo, exceto a falta de uma mola de retorno do gatilho na S400 que deve ser averiguado se é normal ou se está faltando mesmo.

Há indícios de vazamento de ar na S400 que precisam ser averiguados mais profundamente (Que novidade!).

Já tenho um diagnóstico prévio realizado nesta fase, então posso prosseguir com a fase 3, note que até aqui as coisas pareciam complicadas mas, na realidade são fáceis, a coisa vai complicar mesmo é mais adiante.

Podemos partir para a terceira fase, vamos noivar.

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3- Identificação dos possíveis pontos de vazamento de ar, detalhar cada uma das possibilidades.

Nesta fase optei por observar os processos citados acima como um sistema e fazer ainda uma divisão em blocos para não se confundir  e realizar intervenções desnecessárias, é melhor fazer uma de cada vez e observar a mudança de comportamento, para só então tentar a próxima alternativa. É claro que pode parecer um pouco exagerado tanta movimentação em cima de um assunto que pode ser resolvido com um simples trocar de peças mas, é meu jeito de ser e não me conformo com erros ou derrotas.

Partindo do momento dois, depois de realizado o momento um, a peça 27, o pistão, se movimenta dentro da peça 24, câmara de compressão de ar ou cilindro para os mais íntimos, este movimento faz com que o ar se comprima no interior deste sistema e a tendência é do ar escapar por onde conseguir, na normalidade, nós queremos que o ar escape pela saída do cilindro que fica encostada no cano, entretanto, já vimos que as coisas não estão acontecendo assim e para compreender melhor, pelo menos didaticamente, vamos dividir em blocos, o primeiro bloco envolve as peças ao redor do pistão e o segundo bloco envolve as peças ao redor do eixo de válvula pneumática, peça 2 ou no apelido popular válvula.

Como exemplo tem uma visão explodida de uma predecessora, uma B3:

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Este tipo de visão nos manuais mais antigos é bem melhor de se entender do que os atuais.

Esta divisão em dois blocos envolve também a complexa operação de desmontar e remontar o armamento, aparentemente o primeiro bloco é relativamente fácil enquanto que o segundo bloco é um tanto complexo e trabalhoso.

Analisando o bloco um, entre o pistão e o cilindro tem um anel de borracha, peça 26, anel de vedação pistão, no caso da S400, são dois O-rings iguais, veja que até aqui não falamos sobre anéis que representam alianças, no noivado, os noivos trocam alianças e em nosso caso prático analisamos as possíveis causas de vazamento que podem ocorrer e se necessário trocamos os anéis.

Justo é ter um diagrama para melhor se entender o assunto, que fica assim numa visão em corte:

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A circunferência em roxo destaca os possíveis locais por onde o ar pode passar ou escapar, o objetivo do anel aqui é impedir que o ar escape e fique comprimido e retido no interior da câmara, no caso do noivado o objetivo do anel é simbolizar um compromisso, não serve para impedir que o noivo escape.

99,9% das pessoas acreditam que o vazamento ocorrido neste ponto, na junção entre o pistão e o cilindro, é causado pelo anel de vedação, eu particularmente também acredito que o ar pode vazar pela própria parede do cilindro ou do pistão, trata-se de um caso raro mas, não impossível de acontecer, por este motivo, vamos deter nossa atenção no anel, ou seja, o ar pode passar por cima dele, entre a parede do cilindro e o anel, como também pode escapar entre o anel e a parede do pistão, eventualmente pode atravessar a borracha do anel mas, também é algo difícil de acontecer e vamos ignorar estas hipóteses raras.

Continuando no raciocínio lógico, a parte de cima do anel, em contato com a parede do cilindro sofre uma espécie de estresse, por causa do movimento de vai e vem do pistão em relação ao cilindro, enquanto que a parte de baixo, em contato com a parede do pistão, não tem este movimento, a borracha fica fixa ali.

A diferença básica de um para o outro é justamente o movimento que é muito mais suscetível de causar danos ou deterioração. A probabilidade aqui de vazamento é sempre maior na parte de cima e menor na parte de baixo, não se excluindo que o ar pode passar através do anel, como por exemplo ele estar rompido.

Este conceito é apenas um conceito inicial, apenas para se ter uma boa ideia de onde o atirador está se metendo, mais adiante na próxima fase, será melhor debatido e esclarecido.

Vamos passar agora para a análise do segundo bloco, das peças ao redor da válvula (peça 2), ela também tem dois anéis que agem em conjunto, um impede a saída do ar pela parte de baixo, de um lado uma parte do anel fica fixa na parede do cilindro, a outra parte sofre o atrito do deslocamento da válvula, este O-ring, peça 5, fica entre as peças 6 e 4 e sofre uma pressão da mola, peça 3.

Aqui neste ponto eu considero um erro grosseiro de projeto, pois, do meu ponto de vista o anel deveria estar vedando diretamente entre o cilindro e a tampa da válvula, ou melhor, peças 24 e 6, igual se vê no caso da válvula da PR45, abaixo uma foto para exemplificar o que quero dizer:

ValvulaPR45.jpg.3da239222a5b29032b3a3a9157595505.jpg

Na forma da PR45 o aperto da borracha é fixo, então, só vai ter dois possíveis vazamentos, entre a borracha e a tampa ou entre a borracha e a válvula. De qualquer forma, não podemos reclamar, isto pode envolver assunto de patentes que encareceriam muito o preço da arma ao consumidor.

A justificativa de considerar um erro grosseiro é um terceiro fator que surge, o qual trata-se de uma variação na força de pressão ao sabor da mola, ou seja, se ela cansar, a borracha afrouxa e o ar escapa quando ela é insuficiente, pensando bem no assunto, está até que é uma explicação bem coerente com a descrição de outro usuário deste tópico, no sentido de após trinta disparos ela para de atirar, se bem que ele observou que o mecanismo de acionar a válvula é que está escapando.

Sobre o outro O-ring, peça 1, se encaixa na ponta da válvula, todo o conjunto fica dentro de uma câmara e o movimento da válvula acionada pelo gatilho é que permite que o ar comprimido na ação das peças do bloco um passe pelo bloco dois e finalmente empurre o chumbinho no encontro do cano, peça 16 com o cilindro, peça 24.

Esta parte de cima da válvula, tem aparentemente uma boa vedação, tanto na parte onde a borracha toca na válvula, como na parte em que toca no cilindro, fechando a passagem do ar, com uma boa possibilidades de vazamento devido à algum resíduo que se deposite ali. Uma observação que fiz foi ao desmontar e limpar o local com uma folha de papel higiênico empurrada por cotonete, foi ao olhar o mais perto que pude e perceber a presença de uma grande quantidade de limalhas de ferro, o leitor talvez se pergunte se não foi decorrente da operação de alargamento do furo, na realidade a limpeza foi feita antes e depois do furinho, comparando a sujeira de ambos os papéis que coletaram os resíduos, os dois tinham grande quantidade de limalhas a diferença estava apenas no cor da graxa de fábrica que é mais escura que a graxa de silicone utilizada depois, tal observação me faz acreditar que o fabricante não teve muito cuidado, também, não é de se esperar coisa melhor já que na China existe muito trabalho semi-escravo e infantil, justamente para baratear os custos.

Para finalizar a descrição do segundo bloco tem o detalhe da saída de ar que encosta no cano, entre elas tem o anel O-ring que impede o vazamento para os lados, notei que esta peça, a 25, tem uma coloração diferente das demais peças de borracha, além disso, também é mais dura, menos maleável, a grande sacada inicial é a forma de utilização da munição pelo atirador, caso ele ao introduzir o chumbinho, o faça de forma superficial, deixando uma parte dele para fora, fatalmente ao fechar a arma vai fazer com que a saia ou a rebarba do chumbinho entre em contato com a borracha de vedação e lê dê um beliscão ou em menor escala vá apenas roçando causando uma espécie de desbaste, boa hora de fazer outra analogia com o relacionamento, experimente beliscar sua esposa ou namorada para ver no que dá, então não vacile, se o leitor voltar lá atrás neste Post, na fotografia dos anéis, vai pode perceber o detalhe do anel a que me refiro, tem uma marca nele que pode ser muito bem devido ao cano estar muito próximo ou desalinhado, ou até mesmo pode ser um erro de projeto, bem como tenho que admitir a possibilidade de alguém ter efetuado disparos anteriormente e até mesmo a borracha está antiga e apodrecendo.

Misericórdia, pensei que nunca mais fosse acabar esta parte, desculpem se ficou muito longo, pelo menos acho que não deixei escapar nada.

Já me considero pronto para a próxima Fase, o casamento, geralmente os noivos se envolvem em despedidas de solteiros, coisa que não recomendo, o certo mesmo é o noivo fazer um curso preparatório para o seu relacionamento, ouvir conselhos dos casais que mantém um bom relacionamento mas, como foi dito anteriormente, cada um é cada um e fazem o que lhe bem entendem, eu preferi me preparar, fiz um planejamento e já tenho em mente tudo que vou fazer na minha longa lua de mel, acredito que já domino bem todo o básico da teoria do desmonta, repara, monta, testa, desmonta de novo, repara de novo e testa de novo, quantas vezes forem necessárias até fazer meus filhos, ou melhor, conseguir realizar os disparos.

Finalmente peço paciência a quem esteja acompanhando esta história on-line, afinal de contas, vou conhecer a intimidade de minha esposa, quero dizer, de minha S400 e não tenho pressa, vou bem devagarzinho explorar todas as partes internas, ir aonde muitos atiradores nunca foram e prometo que tomo nota de tudo nos mínimos detalhes.

Independente disto, qualquer dica a qualquer hora é bem vinda, sempre estou com um olho no peixe sendo fritado e com o outro olho no gato.

Sem querer desanimar, pelo visto até agora, parece que comprar ela não é um bom negócio, a não ser para colecionadores ou quem queira ela apenas para ficar olhando. Opinião sincera, pelo menos agora, mais tarde tudo pode mudar.

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Pra quem é mais antigo, Lembra as novelas Redenção, irmãos coragem, entre outras... haja capítulo....

Devagar se chega lá...Acompanhando 

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2 horas atrás, Edgar Minarello disse:

Pra quem é mais antigo, Lembra as novelas Redenção, irmãos coragem, entre outras... haja capítulo....

Devagar se chega lá...Acompanhando 

É isso, cliquei em "quem viu este tópico" e já tem 19 de audiência, só espero não estar desagradando.

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Bom dia !

Se a proposta é ir atrás do "+1", a linha de raciocínio está correta. Lamento, mas o que penso disso já expressei de longa data.

Entretanto, agora o fórum parece estar dando muito mais enfase nos "mais reputados" da semana, creio que de forma a incentivar novas postagens. Continuo com o parecer dado há tempos, até porque a situação não mudou, diria que piorou.

Desculpe se desvirtuei um pouco o tópico. A sua postagem acerca da pistola certamente irá ajudar. Se me permite; simplificar um pouco e enxugar o texto pode ser uma maneira interessante de abordagem.

Abraço

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3 horas atrás, Edgar Minarello disse:

Bom dia !

Se a proposta é ir atrás do "+1", a linha de raciocínio está correta. Lamento, mas o que penso disso já expressei de longa data.

Entretanto, agora o fórum parece estar dando muito mais enfase nos "mais reputados" da semana, creio que de forma a incentivar novas postagens. Continuo com o parecer dado há tempos, até porque a situação não mudou, diria que piorou.

Desculpe se desvirtuei um pouco o tópico. A sua postagem acerca da pistola certamente irá ajudar. Se me permite; simplificar um pouco e enxugar o texto pode ser uma maneira interessante de abordagem.

Abraço

Ok, entendi e concordo plenamente, apenas me permitam publicar a última mensagem que já estava pronta, e a partir dai vou procurar enxugar o texto, na realidade meu objetivo é registrar a experiência para minha própria consulta no futuro, de qualquer lugar como um arquivo nas nuvens, ao mesmo tempo deixando as informações disponíveis a outros interessados, para quem sabe alguém me auxiliar nos erros que cometi. O objetivo ainda é partilhar informações. O dia que +1 significar +dinheiro no bolso eu mudo o objetivo.

Obrigado pela dica, ela é muito construtiva e me ajuda a centrar nos interesses do Fórum.

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4- Plano de intervenção/manutenção na sequência do mais simples para o mais complexo, detalhar as possíveis regulagens e depois as possíveis intervenções ou troca de peças.

Pela ordem do planejamento, trabalhando com o bloco 1 é necessário o uso de ferramentas, pelo jeito não precisa de ferramentas especiais e caras, dá para trabalhar muito bem na base de improvisação, a desvantagem das ferramentas de improviso é que o local em que as ferramentas adaptadas vão tocar pode ficar com marcas típicas de batidas, amassados ou arranhões, tem gente que não se importa com isso e tem gente que não tolera, deixo isso à gosto e vontade do proprietário, vou procurar indicar os diferentes meios que conheço para chegar ao mesmo resultado final.

A relação de ferramentas fica então para cada uma das etapas do processo, à medida que formos avançando mostro o procedimento e as ferramentas indicadas.

Para iniciarmos o primeiro bloco, consideramos a nossa S400 sem munição, sem o chumbinho no cano e sem pressão no sistema, para isso certifique-se antes destravando e acionando o gatilho várias vezes, o leitor deve ter em mente que como num casamento, acidentes acontecem e podem estragar a brincadeira.

Ambiente de trabalho limpo, iluminado e organizado é muito melhor do que trabalhar na chuva no meio do mato à noite e sem iluminação, caso alguma peça caia, a probabilidade de perda no  primeiro ambiente é menor, bem como a possibilidade de erro ou acidente, se não me engano acidente fere o atirador, incidente fere a arma e no caso de muita falta de sorte ambos saem prejudicados, uma trajédia.

Com ajuda do Manual da Beeman P17 acione o cão abrindo ela:

cao.jpg.a96371d44eaf39aa084358b29af75e54.jpg

E deixando na posição de abertura máxima, ou no jargão popular em “posição de abate”, como na referência abaixo:

Abate.jpg.9d503b5bd9457acc41bff1a57cd82aa5.jpg

Procure na ponta mais fina do pistão um parafuso de cabeça do tipo conhecido com Halem, que é uma peça não constante no manual da P17 :

5a995547141f4_CabeaHalem.jpg.cc4a1dcd7b0f877c4688dd19d7f6e45d.jpg

Cabeça sextavada em português, importante salientar que nesta posição, a trava automática do gatilho foi acionada independente da vontade do atirador, ou seja, não é possível destravar enquanto estiver nesta posição, a não ser que haja algum defeito.

Localizado o parafuso, ficamos diante do primeiro cinto de castidade de nossa esposa e caso o pai dela tenha esquecido de lhe entregar a chave própria, no caso uma chave conhecida com Halem, também sextavada que se encaixa perfeitamente no vão do parafuso, a brincadeira não pode começar ou então podemos tentar outros meios, como adaptar ou fabricar uma ferramenta que resolva o problema.

Existem vários tamanhos desta chave, a que usei não tem indicação do número.

Eventualmente pode existir ferrugem que cause o travamento da rosca do parafuso, neste caso é bom usar algum óleo desengripante e esperar ele agir, outros casos de sabotagem podem ter ocorrido, como por exemplo, a rosca estava espanada e foi utilizada cola do tipo Super Bonder para fixar ou até mesmo pontos de solda, estas coisas feitas por amigos da onça são terríveis, mesmo assim, no caso da cola, água quente amolece e no caso da solda tem que dar um jeito de remover tipo raspando, o recomendado mesmo é procurar o profissional pois, as chances de agravar a situação são grandes.

Não tente empurrar o pino lateral, peça 29, na esperança de soltá-lo, mais adiante com ela desmontada verá porque não adianta tentar isso.

Até mesmo o uso da chave própria pode deixar marcas indesejáveis, quanto mais uma adaptação, o esquema é o seguinte:

Esquema6.jpg.5b2741b8153f29bbbdd3b48b2a118e30.jpg

Tem que dar um feito de colocar algo que se encaixe como no exemplo acima e tenha condições de suportar a rotação, uma chave de fenda pequena ou algum pedaço de metal podem quebrar o galho, lembrando que estas gambiarras causam inevitavelmente danos na cabeça do parafuso.

Anti- horário é o sentido de rotação para quem olha de frente, ou da posição do atirador, a chave deve se mover da esquerda para a direita, no caso de desapertar e sentido inverso para apertar de volta.

halen.thumb.jpg.78a64de755a10b8d5c48e76d54de1d56.jpg

Aconselho remover inteiramente o parafuso e tomar cuidado para não perder, tipo, por exemplo, colocar no isopor que vem na arma ou em uma bandeja.

A remontagem é o caminho inverso, na hora de apertar tenha em mente que o alumínio do eixo é mais fraco que o ferro do parafuso, então não aperte muito para não espanar a rosca.

Com o parafuso fora podemos providenciar a remoção do pino de fixação do pistão, não tem um lado certo para começar a sair, tanto faz pelo esquerdo ou pelo direito, eu particularmente observo os dois lados à procura de rebarbas no plástico, geralmente o lado que apresenta menos rebarbas é o lado em que o pino entrou primeiro e o outro lado, o que apresenta rebarbas é o que ele se assentou na posição final, mero detalhe de transtorno obsessivo compulsivo, acredito que se seguir o caminho inverso às marcas da intervenção no plástico serão menores, novamente cada um é cada um, se a arma está atirando com perfeição, pouco importa se está amassada, riscada ou enferrujada, afinal de contas, quase não aparece, só fica à vista quando se báscula, com ela fechada ninguém percebe.

Existem alguns vídeos no Youtube mostrando esta etapa da desmontagem, Procure assuntos de Beeman P17, basicamente as técnicas empregadas envolvem pinos e marteladas, é fácil e rápido, a desvantagem é que devem ficar marcas dos impactos, minha técnica particular se baseia em empurrar sobre apoio, tipo apoiar em uma madeira com um furo e empurrar com um pino plástico ou outro material que não ofereça dano, do tipo daquelas ferramentas de plástico que servem para desmontar telefones, no começo não é fácil, é bem difícil porque tem que combinar força com leves rotações de vai e vem do ferrolho, como se estivesse abrindo e fechando, a hora que começa a estalar é o sinal que o pino está se movimentando, sem dano algum.

Uma outra possibilidade de não marcar o pino com as marteladas é calçar com algum material que não estrague a oxidação, um pedacinho de pano é meia boca, ele se rasga, plásticos finos também esgarçam, embora, pode ir alternando o plástico a cada martelada, obtendo um resultado sem arranhões ou amassados.

Obtive um bom resultado usado um torno, a medida que apertava ele ia empurrando, de um lado calcei com uma madeira previamente furada para receber o pino e do outro coloquei uma daquelas pontas de parafusadeira, entre a ponta da parafusadeira e o pino coloquei um plástico, aquele que vem grudado no Salompas, uma fita para dores.

Se por algum motivo não conseguir soltar o pino, pode tentar soltar a peça 13, pino abertura, é uma alternativa que não posso lhe aconselhar porque não tentei ainda e não vou dar opinião sobre o que não conheço.

Tem algo a ser considerado que pode ser importante sobre a peça 19, que é o ferrolho, na área em que estamos atuando tem duas placas de metal que provavelmente estão ali para servirem de reforço e darem certa resistência ao polímero, acredito eu que para o normal funcionamento, entretanto acredito também que no caso da manutenção e desmontagem o conjunto não esteja preparado para resistir à algum esforço diferente do uso normal, como por exemplo as pancadas de martelo, então, seja gentil e comece martelando com pouca força e muito cuidado, não vá batendo forte já de cara, vá testando lentamente a resistência, se você ainda não se casou, lembre-se disso e não seja afobado, vai com calma! Arma empenada ou quebrada é igual à mulher traumatiza, seja gentil ou não vai conseguir ter filhos.

Outra observação importante, depois que se desmonta a S400 várias vezes, fica a cada vez mais fácil, ou porque o material perde resistência ou porque o aventureiro ganha experiência, na terceira desmontagem não precisei do torno, consegui empurrar com uma chavinha, fácil, com a força na medida certa e devidamente apoiado, muito semelhante à força empregada para dar o segundo pump numa Pistola Zoraki ou então, assim, uma força um pouco maior que o normal para se fechar a Beeman P17.

Chave.jpg.c22df50cceb0728575618bf5e2b665ad.jpg

Pena que não serve usar minha capacidade física como referência, cada pessoa tem a sua força e o que é difícil para mim é fácil para os outros, pelos menos aqui em casa sou eu que abro os potes herméticos, minha esposa tenta, tenta e não consegue.

Removido o pino, agora posso lhe mostrar o porquê não devia tentar remover sem tirar o parafuso antes:

Pino4.thumb.jpg.fe007afb2547ba8d8bce27ac428ed2f0.jpg

A fotografia mostra claramente um rebaixado no pino que não tem em outras armas parecidas, motivo também pelo qual aconselhei a remover o parafuso inteiro, pelo menos até ter uma noção de quanto deve ser desparafusado para que não ofereça resistência na saída do pino.

Nesta mesma foto ficou muito claro o princípio de ferrugem na área das roscas do parafuso, ou em suas ranhuras. Pretendo mais adiante abordar soluções e prevenções num capítulo à parte.

Achei importante para a didática, não prosseguir na sequência de desmontagem e abordar neste momento o caminho inverso, o da montagem, é bom que o leitor tenha uma noção mais clara agora para não se dar mal depois, montando errado ou não conseguindo montar, note que ao se remover o pino, os orifícios do pistão estão alinhados milimetricamente, quando remover e tentar colocar de volta, nem sempre vai conseguir o alinhamento perfeito que se encontrava na posição de quando removeu o pino, então, vá com jeitinho tentando ajustar, movimentando levemente o ferrolho à fim de obter a melhor posição, via de regra vai conseguir alinhar um dos orifícios e deixar o outro desalinhado, aproveite para começar a introduzir o pino no orifício alinhado e vá repetindo lentamente os movimentos até achar o alinhamento da outra ponta.

Este pino tem uma característica nas pontas, é meio como um chapéu chinês, daqueles que aparecem em fotos quando estão plantando arroz, o que dá a entender que uma simples martelada faz com que o conjunto se alinhe e se ajuste naturalmente, como o efeito da ponta do prego abrindo espaço na madeira, olha, vou te dar um conselho, sua arma você pode fazer o que quiser e depois arcar com as consequências mas, sua esposa namorada ou noiva deve ser tratada com o devido e merecido respeito, deixe de ser bruto e ignorante, seja educado e gentil, por exemplo, se neste exato momento em que está lendo este Post a sua companheira está ocupada realizando alguma tarefa na casa, pare de ler e vá lá ajudar ela, se estiver lavando louças ajude a secar, se estiver passando o aspirador ajude empurrando os móveis, enquanto estiver ajudando nas tarefas converse com ela e tenha um diálogo saudável,  no final das contas este tipo de relacionamento gera muitos filhos, assim como no caso da arma também vai gerar muitos tiros por um longo tempo sem necessidade de manutenção e como consequência deste tipo de comportamento o casal vive muito feliz, vai por mim, depois que terminar você volta a ler, isso se não estiver namorando...

Finalizando a colocação do pino, alguns detalhes podem ajudar, caso esteja difícil, você pode tentar girar o pino e obter uma melhor posição, uma alicate serve mas, ponha um pano ou alguma proteção para não arranhar, pode ser que o pino esteja empenado e só consiga entrar em uma posição específica. Tentar girar com os dedos sem uma proteção de luvas pode causar uma lesão ou corte indesejado, exceto se  o leitor for daqueles caras calejados a ponto de martelar um prego só batendo a mão, neste caso não precisa se preocupar.

Certifique-se de que o pino esteja centrado, em igual distância nas laterais, antes de travar o parafuso.

Continuando na sequência da didática, tendo agora o pistão liberado do ferrolho:

sempino.thumb.jpg.d484bbaa453d230b081092c9afee78b7.jpg

A remoção dele parece ser bem simples e fácil, basta puxar que ele sai, porém, na internet vi vídeos alertando para o problema causado quando a borracha passa pelo orifício de respiro, o furinho que fica na parte de cima do cilindro:

No detalhe o mais perto que consegui, dá para ver a borracha sendo beliscada:

furo.jpg.6fe697047049b90cb7704bbb6bac3c52.jpg

Para remover o pistão, no caso de não precisar mais do anel porque vai descartar, nem precisa se preocupar mas, se está realizando uma manutenção preventiva, ou simplesmente está se divertindo e pretende continuar a utilizar o anel, recomendo as dicas da internet, neste caso girar o cilindro enquanto puxa lentamente, com a mão ou com uma chave de fenda ou algum objeto dentro do lugar aonde o pino encaixa, até mesmo o próprio pino ajuda neste momento.

Esta informação é duvidosa para mim, não vejo diferença em passar a borracha pelo furo de lado ou de frente, dos dois jeitos ela vai ser beliscada.

Só que a vida não é tão fácil assim, pode ser que o pistão esteja duro ou parcialmente travado, talvez por ação de sujeira, de ferrugem avançada ou outra causa qualquer como um vácuo e até uma borracha ressecada ou colada, além disso este pistão em especial tem um grande diferencial em relação aos outros da mesma categoria, geralmente os outros são uma única peça usinada, ao contrário do cilindro da S400, o qual podemos chamar de conjunto do cilindro, formado pela junção de peças que poderiam ser chamadas de: pistão propriamente dito, eixo ou aste do pistão a qual se rosqueia nele e finalmente a porca que faz o travamento do conjunto, impedindo que se desenrosque, desconsiderando os anéis.

Lembrando que é esta a característica que lhe possibilita a regulagem à ser detalhada mais adiante.

Mais percalços podem ocorrer, como no caso da minha primeira desmontagem, em que a porca não estava travando o conjunto, então, neste caso vejo soluções para remover girando o conjunto; a primeira é travar utilizando uma chave de boca no tamanho adequado, um alicate serve embora, possa riscar a oxidação, a outra solução é girar no sentido de rosquear e não no sentido de desrosquear, senão a aste sai e o pistão ou embolo fica. Também dá para utilizar a chave de boca encaixada na porca girando o conjunto no mesmo sentido.

Veja só como estava o meu na segunda desmontagem:

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Depois de limpo, pude perceber outro detalhe, antes não haviam riscos no pistão e agora ele apresenta diversas marcas de riscos profundos na parte de cima, dá para sentir quando passa a unha, enquanto que, na parte de baixo, não tem nada. Isso pode ser normal ou um sinal de alguma espécie de desalinhamento, empenamento da aste ou cilindro, ou apenas algo que não sei determinar ainda.

Outra grande observação é que na montagem anterior, removi toda a graxa original e substitui por graxa de silicone, quase transparente, brinquei de abrir e fechar só algumas vezes, não passou de vinte vezes, mesmo assim ao desmontar pela segunda vez, notei que a graxa ficou escura e cheia de limalhas, é algo que preciso averiguar mais a fundo, minha primeira suspeita recai nos arranhões do pistão, aliado ao fato que o interior do cilindro já apresenta uma área de riscos, próximo ao furinho que não apresentava antes.

Quanto aos anéis, fica como o ditado popular, vão se os anéis mas, ficam se os dedos, depois de limpos a imagem do beliscão ficou mais clara, no resto nada mudou, continuam com as rebarbas iniciais.

belisca2.jpg.a7a5c8893d74da81d42c96bcaf3132b2.jpg

Ao ver este quadro, passei a sentir um misto de decepção, medo, incertezas e sentimento de derrota porém, por outro lado, arrependimento nenhum, a cada nova descoberta o desafio está ficando cada vez mais interessante e atraente, resolvi girar o pistão no seu próprio eixo e numa primeira impressão parece que a aste dele está desalinhada na ponta, conforme o diagrama abaixo:

eixo.jpg.b827052ac9da1e4b45291cb76268f000.jpg

A parte em verde representa que alinhamento normal, o que eu queria que estivesse acontecendo, a parte vermelha representa o desalinhamento, o que realmente está acontecendo.

Numa segunda avaliação, só que desta vez com a rosca de travamento solta, ficou evidente uma grande folga na rosca do pistão com a aste, folga esta que varia conforme a posição em que se dá a trava com a porca. Imediatamente veio à minha mente usar fita veda rosca, aquelas usadas para encanamentos, na esperança de diminuir a folga e centralizar o eixo, ocorre que só devo fazer uma alteração por vez para poder seguir o planejado e estou com duas opções: trocar as borrachas e centralizar o eixo. Tenho que fazer apenas uma por vez, anotar o resultado e só depois fazer à próxima.

Se escolher trocar as borrachas primeiro, pode ser que o conjunto desalinhado corte elas também, quanto a isso parece não haver problemas, eu me preparei antes e comprei um kit com 419 anéis  de borracha nitrílica de diversos tamanhos, no kit tem pelo menos dez unidades de cada tamanho, só espero não ter o azar de faltar justamente o tamanho que preciso.

bor.jpg.54416b321dc5d9f3e5424c9c804c5f25.jpg

Se escolher reduzir a folga do eixo primeiro e der certo, pode ser que não perca o primeiro jogo de borrachas, meu plano suporta até cinco trocas, mais que isso terei que comprar mais anéis.

A melhor coisa que devo fazer é ir dormir, descansar a mente e voltar amanhã renovado, para só então fazer umas medições com o paquímetro, analisar os resultados e tomar as decisões sobre os próximos passos. Pelo jeito será uma longa lua de mel.

Acontece que está difícil de dormir e resolvi colocar o pistão sem os anéis, à seco, com tudo limpo e sem lubrificação, o ajuste é quase perfeito, dá até para sentir a pressão quando desloca o eixo, tem uma certa resistência mesmo forçando, só movimenta quando o ar escapa, estilo veículo movido com colchão de ar, tanto empurrando quanto puxando, igual a se colocar dois vidros juntos, eles deslizam com pouca resistência, outro detalhe, girando o eixo dentro do cilindro deu para confirmar que está inclinado mesmo, tirei a prova retirando o eixo do pistão e rolando ele sobre uma superfície lisa, deu para notar que está retinho, não está torto, com mais esta observação tiro uma conclusão preliminar de que o problema é na rosca mesmo, agora sim tenho com o que sonhar: um carneirinho de fita veda rosca, dois carneirinho de arame de fio de cobre, três carneirinho de durepoxi, quatro carneirinho de papel laminado, cinco carneirinho de ...

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Visão do eixo torto:

cilin.thumb.jpg.1196c6de85a72af267e25dc4fba7b4bf.jpg

Coloquei fita veda rosca no eixo, primeiro duas voltas, não foi suficiente, depois removi e coloquei quatro voltas e o eixo ficou centrado.

Detalhe do parafuso, o lado que tem os sinais escritos é o lado que fica para fora:

Parafuso.jpg.80f5f101e10356b51870e5335ce90e33.jpg

Troquei as borrachas do cilindro:

aneis.thumb.jpg.5d474c2afef4f95e95988065e8bfbf61.jpg

O 26 é o original, os demais são do kit de marca Waft, citado acima, o R16 é grosso demais e não entra, o R13 é pequeno demais e não dá vedação, serviu o R14, mesmo sendo maior e mais fino, acabou se ajustando, estava assim:

velh.jpg.44c10557668c95d2ccf0ef72f13b8727.jpg

E ficou assim:

bor2.jpg.b945964a14f11953f91c9a742a1e5bdf.jpg

O primeiro bloco ficou pressurizado e assim que termina de fechar faz barulho de sopro, desconfiei que o ar estava saindo na junção entre o cano e o cilindro, coloquei detergente liquido e deu para ver a bolha de sabão se formar, não consegui capturar o momento:

rasgo.jpg.e89d9e585c33f01a06f9fe471abdc7d5.jpg

Então percebi que o cano rasgou a borracha de vedação.

Hora de entrar no segundo bloco, tudo leva à crer que o vazamento seja na válvula.

Sobre a regulagem do cilindro:

reg.jpg.474d397f21b243d119cbbd6d72cb5925.jpg

Tem uns furos no pistão, coloque algo dentro e gire, para um lado aperta e o cilindro afasta, para o outro lado desaperta e o cilindro se aproxima, caso desaperte muito, não consegue fechar a arma porque o cilindro chega no fim do curso. Terminado trave com a porca.

 

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Opa

Parabéns, muito detalhado e bastante ilustrativo.

Abs

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14 horas atrás, Aurélio disse:

Opa

Parabéns, muito detalhado e bastante ilustrativo.

Abs

Obrigado.

Esqueci da tabela da caixa dos anéis:

Waft.thumb.jpg.f9a6425848d4f7c4ec22eb8bd8b21c9d.jpg

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4.1 Analisando e reformulando a situação atual:

Intervenções realizadas;

a) Alargamento do furo de passagem de ar do primeiro bloco para o segundo bloco. Desnecessária, não sei se precisava e não sei determinar a diferença do antes e do depois.

b)Troca dos anéis do pistão. À partir daí o primeiro bloco ganhou pressão que não tinha antes.

c)Colocação de fita veda rosca no eixo do pistão. À partir daí o eixo alinhou e ficou sem folga, falta conferir o andamento do desgaste da parede do pistão.

Entendendo a situação:

Diagrama

esquema23.thumb.jpg.d2c80b6dacad8ebf39d3ca89b755b29a.jpg

Explicação

O primeiro bloco destacado em verde passou a ter pressão que não tinha antes porém, o segundo bloco em vermelho apresenta vazamento nítido e a questão do atrito, destacada em vermelho está para ser analisada mais à fundo.

Possibilidades do vazamento no segundo bloco:

4.1.a) acionamento indevido válvula, tentei acionar sem a placa da coronha para ver se ocorria mas, não deu certo, as peças se soltam sem a placa.

4.1.b) vazamento ocorre por excesso de pressão, tipo válvula de escape para proteger o sistema.

Tendo em mente os próximos passos passamos ao Inicio da desmontagem do segundo bloco:

Tanto faz com a arma fechada ou aberta o que é bem mais difícil, contanto que despressurizada, ou com o pistão previamente removido, o que é bem mais fácil, o acesso ao segundo bloco para manutenção da válvula se dá em várias etapas;

Primeiro com a retirada da peça 21, pino fixação tubo de compressão, que deve se movimentar da esquerda para a direita, pelo ponto de vista do atirador, tem uma foto dele no começo do post.

Segundo com a remoção da peça 39, empunhadura, que deve ser removida através do desparafusamento da peça 40, parafuso empunhadura, utilizando uma chave halem de um tamanho maior que a chave halem usada anteriormente no primeiro bloco, aqui fica mais difícil uma gambiarra com uma ferramenta preparada porque a pressão de aperto é muito grande e o parafuso está bem travado.

Não sei dizer qual se deve tirar primeiro, a placa ou o pino, em minha opinião, é melhor tirar primeiro o pino e depois a placa, já que se fizer diferente, as marteladas no pino poderão fazer com que as peças da mecânica do gatilho se soltem e saiam voando, se bem que o pino sai sem necessidade de marteladas, basta ter a pressão correta.

Recomendo não mexer no parafuso do outro lado da coronha porque ele está prendendo a peça 46, arruela empunhadura, e com ela solta a tendência é que as molas presas à ela se soltem e saiam voando.

A retirada da placa da coronha requer jeito, ela é bem encaixada em alguns pinos, deve ser afastada aos poucos e por igual sem torcer ou inclinar, por mais cuidado que se tenha a tendência é que as molas se soltem.

PlacaC.jpg.78bc7c52caa5daa7eb88c7a9d75dbced.jpg

Uma chave plástica daquelas de desmontar telefones celulares ajuda muito em não marcar o polímero.

Depois da retirada da placa, a próxima etapa é a retirada das molas, lembre-se de fotografar ou anotar as posições, um alicate de ponta ajuda muito, se não as retirar, não vai conseguir movimentar as peças 42 e 43 (engates) de forma a possibilitar a remoção da peça 7, porca eixo.

Para remover a porca eixo, pode remover os pinos que fixam as peças 42 e 43, retirando-as em seguida ou então, mantendo os pinos e fazendo movimentos nas peças de forma a possibilitar a remoção do anel elástico que fica na ponta do eixo e em seguida soltando a porca do eixo.

Os pinos são iguais, não tem perigo de inverter e não encaixar.

Atrás da peça 42 tem uma arruela, cuidado para não se esquecer dela.

DetalheArruela.jpg.f42bffdebb00d9e6c6433940a08fdbbc.jpg

O anel elástico requer muita atenção, ele é frágil e se for aberto em demasiado racha ou se quebra, perdendo a propriedade de ficar agarrado, eu não conheço a técnica própria para lidar com ele, não achei nada na internet para um anel tão pequeno com este, já no caso dos maiores tem um alicate especial.

AnelElast.jpg.33a7d51fb3af836272e6b5575e0e9583.jpg

Se bem que depois de tirar e colocar por algumas vezes, ganha-se intimidade e dá até para tirar e colocar apenas com a força das pontas dos dedos.

Eu pensei à respeito e criei meu próprio caminho o qual acho mais seguro, primeiro girar a porca de modo que ela se afaste do anel, então ele pode girar livremente e ser posicionado de modo a que possa ser empurrado com uma chave de fenda com pressão em suas duas pontas, também dá para puxar com a ponta das unhas, desde que estejam fortes e por fim, um alicate bem posicionado também resolve.

Conforme o caso, do tipo em que a manutenção não vai remover a mola ou o anel de vedação inferior da válvula, nem precisa tirar o anel elástico, como por exemplo vai apenas limpar ou inspecionar internamente ou trocar apenas o anel superior.

Observações que fiz com a S400 desmontada:

A ponta da válvula pode ser vista pelo buraco de saída.

O sistema trabalhando em isolado funciona perfeitamente, fazendo o máximo de força, não consigo ir até o fim do curso e não ocorre vazamento perceptível e segurando na posição de apertado, ao acionar a válvula, o ar é liberado. Falta entender porque que quando montado vaza.

O conjunto da peça 43 e 45 apresenta um leve empenamento para a lateral, parece que ou é assim mesmo ou então a peça está cedendo com a força do movimento, algo a ser observado novamente no futuro.

A remontagem segue o caminho inverso, etapa por etapa, fica uma observação na hora de encaixar a válvula de volta, tem que puxar bem ela de modo que a mola fique comprimida, do contrário, não consegue achar posição de encaixe que permita o rosqueamento.

Alguns percalços podem acontecer, como por exemplo, encaixar uma peça errada ou então a mola pular para fora:

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Tenha calma, volte e refaça os passos, aproveitando, na foto dá para observar também as marcas da ação da chave plástica de desmontar telefones que ficam no polímero, exatamente aonde ela encaixa e força a tampa a sair.

Tendo tudo remontado, realizei o primeiro teste sem chumbo, armou com pouca força para fechar e senti a pressão do disparo com o dedo encostado na saída do cano. Foi o primeiro sinal de que pode estar funcionado, então, coloquei o primeiro chumbinho e empurrei um pouco para dentro do cano até ele passar pela primeira resistência do começo do cano.

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Mais exatamente o raiamento, num esquema com o chumbo colocado normalmente fica assim:

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Já, do jeito que coloquei, forçando para dentro até sentir a primeira resistência ceder, fica assim:

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Desta segunda forma, eu acredito estar diminuindo a necessidade de força para o chumbinho vencer o trajaeto, ficando mais fácil seu deslocamento já que não vai receber o tranco do choque com o raiamento.

Não sei se soube me expressar bem mas, se tiver dúvida pergunte.

Realizado novo disparo e o chumbo não saiu, fez um barulho mais surdo, com o chumbinho ainda dentro do cano e sem observar se ele se deslocou ou não, passei ao ajuste da distância do cano, girei meia volta na direção de ficar mais próximo e no terceiro disparo também não saiu, sem realizar novo ajuste armei e disparei pela quarta vez e o chumbinho saiu, penetrando assim na madeira macia:

chumbo.jpg.088cf5071f774247d4719d2cc206d576.jpg

Meu primeiro tiro com ela, ufa! Demorou. o chato é que fiquei perdido em determinar qual foi a intervenção realizada que proporcionou isso, provavelmente foi a troca dos anéis do primeiro bloco mas, pode ser também que aconteceu alguma coisa na válvula que estava vazando e agora não vaza mais, de qualquer forma, partirei para novos testes.

Editado por Pincipi
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20 disparos depois. Sendo que cinco foram sem segurar a folga do cão e os demais segurando.

O pistão faz barulho de arranhar a cada vez que é armado.

Hora de inverter o anel rasgado. E lubrificar o pistão com vaselina liquida. Não faz mais barulho de raspar e o disparo não ocorreu, o chumbo não se movimentou no segundo disparo e só saiu no terceiro.

Zerado o contador, no sexto disparo o chumbo não saiu e o ar foi escapando em dois segundos, isto se repetiu por 3 vezes.

Pelo jeito entupiu o cano ou ocorreu o que um leitor comentou sobre ela parar de disparar depois de 30 vezes.

Removido o chumbo com uma vareta, sem esforço, saiu fácil. Recolocado o mesmo chumbo, saiu normalmente.  Vários disparos sem chumbo e a pressão parece não ter mudado, continua a se sentir forte na ponta do dedo tapando o cano.

Zerado o contador, nova seção, desta vez colocando o chumbo normalmente sem empurrar para dentro e sem se preocupar em apertar o ferrolho, usando normalmente, 20 disparos sem problemas, apenas sete penetraram na madeira, os demais só amassaram e não ficaram presos.

impactos.thumb.jpg.48c3e73ab539eef9157d990efe0ad5f9.jpg

Parada para análise dos dados:

a) Questão do atrito do pistão não avaliada, continua bem melado, acho melhor manter como está e continuar a observar, não faz mais barulho de raspar.

b) Disparos, parecem normais e o fato do chumbo ter ficado preso pode estar mais ligado a qualidade do mesmo e não a mal funcionamento da arma, chumbinho Diabolô Snyper, sem numeração de lote, adquirido novo a cerca de 4 anos em grande lote, já está mais escuro de quando comprei.

c) Alinhamento entre ferrolho e corpo da arma, questão a ser pensada como resolver para diminuir, provavelmente alargando o pino ferrolho, peça 18.

d) Estou mais interessado em verificar diferenças ao realizar o ajuste do pistão para mais próximo ou para mais longe.

Ainda não tenho condições de realizar disparos à distância.

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Sobre a regulagem do pistão, o ponto inicial é como veio de fábrica, o que parece ser o ponto máximo que a parede do pistão pode ficar afastada da parede da câmara, conforme o esquema fica assim na posição de arma aberta:

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Em vermelho a chave no furinho antes de dar a volta.

E fica assim na posição de arma fechada:

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Com o ar comprimido destacado em amarelo.

Trabalhando com meia volta desrosqueando, no sentido anti-horário, do ponto de vista do atirador, conforme o esquema:

esquemaseta.jpg.94b873cc4abe90e419a20159c4dfe376.jpg

1 Vez não fez diferença. (meia volta)

2 Vezes o chumbinho não saiu, mesmo armando e desarmando várias vezes. (uma volta)

Refazendo o caminho no sentido contrário, girando ao contrário, 1 vez,  o chumbinho saiu.

Retornando a posição anterior de meia volta o chumbinho saiu mas com uma volta completa o chumbinho não sai.

Conclusão: só dá para trabalhar na pressão máxima, ou retornando até meia volta, pelo menos no caso deste chumbinho, pode ser que com outros chumbinhos esta regulagem faça alguma diferença. Tudo leva a crer que do jeito que veio de fábrica ela consegue comprimir uma quantidade maior de ar e ao regular para menos, uma quantidade menor de ar é comprimida, gradualmente ao ponto de não conseguir empurrar o chumbinho.

Posso considerar este ponto encerrado por minha parte.

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Teste de estanqueidade, armar, municiar, fechar e esperar 10 minutos para acionar o gatilho, tudo ok, não há evidencias de micro vazamento porque o tiro sai normalmente igual aos outros.

Aproveitando, deixo uma comparação da peça 1, anel de vedação válvula:

R12.thumb.jpg.63d3551a8447a672f7ae7293d428c5a5.jpg

No kit Waft o anel R1 é pequeno demais e pode ser que não sirva, enquanto que o anel R2 é grande demais, chega a encaixar na válvula mas, impede que ela entre no corpo do cilindro.

O polímero dela fica mais brilhante com o passar de vaselina líquida:

Comsem.thumb.jpg.d6b4c42b70b303da2049d41c3fe356b1.jpg

Na metade de baixo com e na metade de cima sem, original como veio.

Comsem2.thumb.jpg.7f799a0b4eda9e7849602205b0c1f3b3.jpg

Dá um aspecto melhor, aparência de novo e não fica grudento ou escorregadio, basta passar um pouquinho e se for o caso remova o excesso com um pano.

Considerações finais, pelo tamanho era de se esperar mais potência, não como uma Zoraki ou pelo menos que fosse mais forte que a Beeman P17, a impressão que ficou é que é igual ou mais fraca. Não parece ser uma boa opção de uso, está mais para peça de coleção.

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Amigo as panes que minha s400 apresentava era a peça 42 que escapava vazando o ar na hora de armar.  Com uma lima fiz algumas modificacao e resolvel o poblema. A questao do pistao deixei perdo do furinho de entrada de ar asim ela fico bem mais pessada pra armar e nao disparo entao troquei a mola 48 por uma mais forte ai ela disparo super forte fico mais forte um pouco que a ar+s9 que tenho aki 

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Testei varios chumbos a maioria entope a arma os que nao tive poblema foi o vetor olimpico eo rifle esses sai com força da arma

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