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Eduardo Macedo

ENTENDENDO O GAS RAM (MOLA A GÁS)

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ENTENDENDO O GAS RAM (MOLA A GÁS)

Nesta página tem alguns textos sobre Molas a Gás, abordando aspectos técnicos diferentes, mas neste texto, procurarei esclarecer aspectos importantes para os atiradores entenderem melhor.

O Gas Ram foi projetado na Inglaterra em 1978, por Dave Theobald e a ideia ele tirou de uma suspensão de moto. Em 1982, Dave Theobald fundou a Theoben Engineering junto com Ben Taylor, portanto, não se trata de novidade.
Contudo, passados 40 anos, ainda há muitas informações controversas a respeito dessas Molas a Gás e, da mesma forma que "uma mentira repetida muitas vezes" acaba sendo tida como verdade, informações técnicas erradas acabam criando entendimentos errados e isso não é bom para os consumidores e também para os fabricantes, pois cria barreiras que impedem o desenvolvimento.

A principal característica que o público adota para se referir às Molas a Gás é a "Força".
Eu sei que a maioria não tem formação técnica e por isso é natural e compreensível que repitam o que ouvem e leem, mas para nós, técnicos que prezamos pela profissão e pelas informações corretas, os termos adequados são imprescindíveis.

Quanto à força das Molas a Gás, no Brasil se convencionou informar pela unidade 'kg' (Quilograma), que serve de certa forma como referência aos leigos, mas não cabe nos ambientes de Engenharia e Tecnologia, pois kg não é unidade de força. Portanto, a unidade mais adequada e que em grandeza difere pouco do kg é o daN (Decanewton).

Mas a adoção da unidade correta não é tudo para entender melhor as Molas a Gás, apesar de ser obrigatória para engenheiros e técnicos.

A importância disso para os Atiradores é que a força indicada nas Molas a Gás é apenas a força de compressão inicial e esta força sozinha não indica a eficiência do conjunto.

EXPLICAÇÃO

A pressão no interior do pistão que forma a Mola à Gás é volumétrica, ou seja, depende do seu volume. Então, pistões com volumes diferentes geram pressões diferentes mesmo que as forças iniciais de compressão sejam iguais.

Assim, duas Molas a Gás de 50 daN, por exemplo, produzirão pressões diferentes se os seus volumes e conceitos de projeto forem diferentes.

Além disso, a pressão não é constante e quando se diz que a força para engatilhar armas com Gas Ram é constante, isso ocorre porque a curva de pressão não é linear como nas molas helicoidais e também porque o ângulo de inclinação do cano se altera durante o engatilhamento da arma.

Isso tudo significa que não se pode comparar Molas a Gás de fabricantes diferentes, apenas pela força de compressão.

Quanto à eficiência, ela depende da curva de pressão que não só interfere na energia da arma, quanto no recuo e na vibração.

O projeto deve considerar o volume da câmara de compressão do ar e o curso do pistão, pois é a resistência do ar comprimido que determina o melhor projeto da mola e o peso mais adequado do pistão.

Quanto à força de compressão da mola, com o projeto adequado, uma mola de 60 daN, por exemplo, poderá produzir a mesma energia que uma mola de 50 daN numa mesma arma, mas com redução do 'movimento harmônico' que é responsável pela perda de precisão e pela quebra de lunetas. Vejam que no exemplo dado, a mola com maior força inicial de compressão pode gerar menos recuo, dependendo do projeto.

Observem que empresas no exterior não indicam a força de compressão de suas molas e isso é porque essa força não é relevante, mas sim a energia produzida com consistência e o mínimo de movimento harmônico.

Obter energia sem a curva de pressão mais adequada não deve ser o principal foco dos fabricantes e deve ser entendido pelos usuários.

RESUMO

Como exemplo, molas de 45, 50, ou 55 daN não indicam qual é a mais eficiente, pois força de compressão, curva de pressão e pré carga são fatores diferentes e todos devem ser considerados.
Portanto, a melhor maneira de saber, é o fabricante indicar qual mola se adapta melhor à qual energia, mantendo o menor rebatimento possível do pistão.

Mas, se passarem a adotar a unidade correta seja em daN (Decanewton) ou N (Newton), a engenharia agradece.

Atire para acertar!

FONTE e Autorização FÓRUM CA: Nelson L. De Faria 

Imagem apenas ilustrativa. Fonte: internet.

image.png

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Posted (edited)

Eduardo, bom dia, tudo bem?

Uma duvida: Eu cronometrei minha HT80 4.5 com GR 60kg em 2017 e cronometrei hoje de novo e deu velocidades menores com mesmos chumbos. Detalhe: de 2017 pra ca dei menos de 500 tiros com ela! O GR pede a eficiencia ao longo dos anos mesmo se pouco utilizado?

Comprei ela em Fev/2016 e ate hoje devo ter dado no maximo 1.000 tiros com ela.

Exemplo:

2017 tiro com JSB Exact 0,54g ............. 289m/s

2018 2017 tiro com JSB Exact 0,54g ............. 276m/s

2017 tiro com Technogun Strike 0,55g ............. 293m/s

2018 tiro com Technogun Strike 0,55g ............. 278m/s

2017 tiro com Gamo Pro Hunter Strike 0,49g ............. 292m/s

2018 tiro com Gamo Pro Hunter Strike 0,49g ............. 277m/s

Agradeço antecipadamente

Edited by RobertoPMiranda
Complemetar e dar exemplos

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O que pode ter ocorrido é algum vazamento no GASRAM, isso não pode ser descartado, ainda a lubrificação pode ter ressecado/diminuido e com isso mais atrito entre as peças e isso também pode ocasionar a perda de VO.

São alguns fatores que temos que levar em consideração, neste seu caso eu faria uma manutenção preventiva e depois voltaria a verificar o VO.

Eduardo Macedo.

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Eduardo, muito obrigado pela informação. Farei isso.

Hoje o dia estava bem nublado e chuvoso no momento em que fiz o teste, diferente da ultima vez que ra um dia ensolarado com mais luz. Voce acredita que as condicoes climaticas poderiam ter afetado os sensores do XCortech X3200?

 

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12 horas atrás, RobertoPMiranda disse:

Eduardo, muito obrigado pela informação. Farei isso.

Hoje o dia estava bem nublado e chuvoso no momento em que fiz o teste, diferente da ultima vez que ra um dia ensolarado com mais luz. Voce acredita que as condicoes climaticas poderiam ter afetado os sensores do XCortech X3200?

 

Não é de se descartar o clima diferente.

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