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Eduardo Macedo

BALÍSTICA TERMINAL

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BALÍSTICA TERMINAL

Em conversa com amigos surgiu o assunto sobre a letalidade dos projéteis e dois fatores específicos que são o TKOF (Fator "Nocaute" de Taylor) e o 'choque hidrostático', também chamado erroneamente de "energia hidrostática".

Faz quase 25 anos que comecei a estudar balística e busquei entender vários conceitos que relacionam letalidade e poder de parada dos projéteis e todos são de alguma forma questionáveis.
Fato é que não acredito em tudo o que leio e por isso só escrevo sobre o que posso confirmar.

Eis alguns dos conceitos que muitos ainda acreditam, mas que já foram descartados por serem conceitos errados:

1. Taylor Knock Out Factor (TKOF)

2. Impulso e "stopping power"

3. Limite de potencial de ferimento baseado na Energia Cinética

4. Peso ideal da caça ou Optimal Game Weight (OGW)

5. "Descarga de energia", "sobre penetração" e "onda de choque", também conhecida como "choque hidrostático"

6. Índice letal

7. Valor de Nocaute ou Knock-Out Value (KOV)

Essas análises e fórmulas são todas questionáveis, mas é interessante saber que existem.

Não vou me estender sobre todos os conceitos acima, mas aos dois mais comentados: TKOF e Onda de Choque ou Choque Hidrostático.

O TKOF ou Fator de Knock Out de Taylor foi desenvolvido pelo caçador John "Pondoro" Taylor (1904 - 1969) para os chamados "cartuchos africanos", que ele usava para caçar elefantes na África.

Para começar, isso de nada serve para armas de pressão.

A fórmula do TKOF multiplica o peso do projétil em grains pela sua velocidade em fps e pelo seu diâmetro em polegadas e então divide o resultado por 7000, que é o número de grains em uma libra. Esta fórmula favorece projéteis pesados e de diâmetro grande, que são os que Taylor usava. Taylor nunca forneceu qualquer evidência objetiva que desse suporte aos fatores de sua fórmula ou mesmo que pudesse relacioná-la ao Stopping Power (que é resultado da energia retida no projétil). Taylor não considerou energia, densidade seccional, área frontal e expansão, portanto, sua fórmula não faz sentido.

Outro fator comentado nos anos recentes é o chamado "onda de choque" ou "choque hidrostático".

No caso da onda de choque ou choque hidrostático em particular, se trata de fenômeno que comprovadamente não causa danos aos tecidos, visto que a referida onda de choque tem duração de apenas 2 microssegundos e a cavidade temporária apenas dois milissegundos.
Para ter uma idéia, ondas de choque são utilizadas para explodirem pedras nos rins, e nesse caso, são cinco vezes mais fortes do que as ondas de choque produzidas por projéteis de armas de fogo.

Quanto às armas de pressão, o calibre 5,5 mm produz cavidade maior do que o calibre 4,5 mm simplesmente porque o seu diâmetro é maior e se atingir o alvo com a mesma energia, causará maior dano ao tecido. Muito óbvio.

No passado se discutia sobre a velocidade mais alta do projétil causar mais danos aos tecidos, mas esse mito já foi derrubado na década de 1940.

Há casos em que pequenos animais são 'destruídos' por projéteis de alta velocidade, mas isso ocorre porque a cavidade temporária causada pelo projétil é maior do que o animal e não pela velocidade.

Quando o animal é de grande porte, a cavidade temporária causada pela onda de choque não tem o mesmo efeito, pela sua curta duração como já mencionado.

Portanto, são vários os fatores que resultam nos danos ao tecido da caça e a energia cinética do projétil (de onde surgiu o Stopping Power) é apenas responsável pela pressão exercida pela sua área sobre o alvo, cujas cavidade e penetração dependem da densidade do tecido, da forma e da dureza do projétil.

Fato é que médicos especializados em tratar ferimentos por armas de fogo e físicos tem estudado os danos causados aos tecidos humanos e de animais por décadas e ainda não chegaram à conclusão por nenhuma fórmula que determine a letalidade de um ou outro projétil.

O máximo que temos são fórmulas para determinar penetração e expansão dos projéteis.

Atire para acertar!

FONTE e Autorização FÓRUM CA: Nelson L. De Faria

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