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Pincipi

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  1. Este é o meu local de tiro, feito com sobras de reforma e tecido de aramida que absorve e reduz o som do impacto, projeto a imagem que quero no alvo e só uso quando a esposa sai, monto e desmonto rapidinho, não ficam resíduos no chão porque os chumbinhos ficam no coletor e os vizinhos nem percebem a atividade.
  2. Terceira e última parte sobre desmontagem, em pauta o conjunto do cano, na primeira parte já foi falado como separar este conjunto do restante da arma. Estamos falando agora de quatro peças, o conjunto da massa de mira (1), a parte de segurar o cano (2), ou seja, a peça que parece uma espiga de milho com acabamento de uma granada de mão, o conjunto alça de mira (3) e o cano propriamente dito (4). Pode ser que não queira separar o conjunto todo e que queira apenas acessar a parte de segurar o cano, para por exemplo resolver de alguma forma o problema dela ficar girando e não dar uma boa sensação de pega ou então esconder dinheiro ou alguma documentação aproveitando o espaço interno que tem ali. Para isso é necessário soltar dois parafusos de cabeça tipo Philips, um fica em cima da massa de mira e o outro fica embaixo, detalhes em vermelho da foto acima, note que nesta parte do cano existem uns furos aonde a ponta dos parafusos se encaixarão, de modo a dar alinhamento e firmeza. Após serem removidos, a peça pode ser puxada para fora, ela se desprende com facilidade, a não ser que o velho amigo da onça tenha passado por aqui antes e colado o conjunto massa de mira com cola tipo Super Bonder, neste caso, recomendo mergulhar em água quente, não mergulhe a arma inteira, submerja apenas o conjunto de massa de mira, aquecendo a peça e então vá forçando aos poucos tentando girar de um lado para o outro, de forma que venha a se soltar, pelo menos este é o procedimento descrito pelo fabricante da cola, funcionou quando colei um dedo no outro. Por favor entenda que nem sempre o cara que age como um amigo da onça faz as coisas com más intenções, geralmente ele as faz com as melhores das intenções, simplesmente ele não tem noção das consequências de seus atos, ele nem imagina que aquela peça que ele colou hoje, no futuro vai dar uma dor de cabeça a alguma outra pessoa. Finalmente com o conjunto massa de mira removido, a parte de segurar o cano pode ser puxada, ela não tem nada que a prenda, está pura e simplesmente encaixada de um lado no cano e do outro lado no conjunto alça de mira. Caso esteja com o conjunto do cano separado do restante da arma e queira soltar também o conjunto alça de mira, desparafuse o parafuso de baixo que a peça se solta do cano. Ou então caso ainda esteja com o cano preso ao resto da arma, siga os procedimentos anteriores da primeira parte da desmontagem. Entrando agora na montagem, tem uma sequência para ser obedecida, caso instale primeiro a massa de mira, não vai conseguir encaixar a parte de segurar, o cano tem um ressalto, de forma que tem que colocar primeiro a peça de segurar para só depois colocar a massa de mira. Nesta etapa vamos lidar com parafusos de outra categoria e é importante ter em mente que as peças de polímero ou plástico possuem uma rosca metalizada, incrustada, além do que o cano tem furos guia portanto, o uso de força é um item desnecessário, a ordem é a precisão, o importante é encaixar de forma correta. Se utilizar força no aperto dos parafusos vai fazer com que a rosca interna danifique o polímero ou plástico. Abaixo segue um esquema gráfico para melhor entendimento. O cano tem as suas furações conforme o esquema abaixo. Seguindo a ordem, deslize a massa de mira pelo cano de modo a se encaixar na parte mais grossa, fique atento para o lado certo, a peça do conjunto de alça de mira deve cobrir toda a parte mais grossa do cano, utilize uma lanterna ou aproveite a luz do sol para alinhar o furo do cano com o furo da rosca embutida da massa de mira. Rosqueie o parafuso quando obter alinhamento, aperte ele até encontrar resistência, não aperte muito para não estragar a peça. Na sequência encaixe a peça de pegar no cano, o lado mais largo para o lado da alça de mira. Encaixe no cano o conjunto de massa de mira, só tem um jeito da peça entrar, não tem como errar, e utilizando uma lanterna ou luz do sol, confira o alinhamento com os furos do cano e em seguida coloque os parafusos, tomando o mesmo cuidado de apertar até encontrar resistência. Pronto, o serviço está terminado. A vida é cruel e nós sabemos disso, com certeza algum problema pode ocorrer, no meu caso, os furos da massa de mira não coincidiram com os furos do cano e pelas marcas o fabricante ou a pessoa que trocou alguma peça deixou montado assim como no esquema abaixo. Pois é, fiquei com várias opções a seguir, montar do mesmo jeito, escolher um dos furos e montar certo apenas um e deixar o outro errado ou desalinhado, esquentar a peça na esperança que ela se expanda ou fazer um novo furo no cano. Ainda não me decidi, vou esperar uma opinião de alguma alma benevolente. Só para tirar a dúvida, aproveitei e verifiquei a outra arma, o alinhamento dela está correto, na comparação dos canos lado a lado, vi que a furação mais perto da saída do cano desta arma em questão foi feita errada, parece que um novo furo no lugar certo resolve o problema de gabarito. Outro problema que me incomoda é a peça de pegar girar livremente, o fabricante bem que podia ter feito uma trava, daria uma pega melhor, do jeito que está fica muito inseguro. Tentei usar fita veda rosca para ver se travava a peça mas, não deu certo, vou tentar usar fita dupla e se não der certo vou baixar o espírito de amigo da onça e tacar cola Super Bonder, só espero que no futuro ninguém seja afetado com esta decisão errada. Mais problemas podem ocorrer como existir uma folga excessiva no encaixe entre o cano e a peça de polímero, para esse problema eu sugiro a aplicação de fita veda rosca, passe em volta e tente encaixar, se ainda permanecer com folga, passe mais uma volta e tente encaixar de novo, até conseguir um encaixe bem ajustado, na falta pode usar uma tira de plástico de sacola de supermercado, dá quase o mesmo resultado, vale também lubrificar com silicone ou vaselina para facilitar a entrada, não use aquelas coisas que as pessoas passam para facilitar a entrada de umas nas outras, (lubrificantes íntimos) eles são à base de água e a tendência é causar ferrugem. É isso, esgotei o que tinha para dizer, espero que tenha apreciado.
  3. Segunda parte sobre desmontagem, apenas da placa inferior da coronha, caso queira inspecionar parcialmente o mecanismo de gatilho e mola, realizar uma limpeza básica ou então instalar uma rastreador GPS ou um aparelho de localização, daqueles em se se bate palmas e ele apita, ou até mesmo as pilhas que acionarão algum tipo de dispositivo acoplado a arma, como por exemplo um aparelho de choque, tem espaço disponível na empunhadura, dá para encaixar apertadinho duas baterias 18650, daquelas usadas em notebooks. Também cabe um mini celular ou um kit básico de sobrevivência, o ruim vai ser como acessar ele sem ter uma chave de fenda, a não ser que perfure a parte de baixo da empunhadura e deixe o acesso fácil. Tudo depende se você tem ou não um sobrinho pentelho, daqueles que escondem sua arma, saem para brincar e não voltam ou simplesmente ficam mexendo sem autorização, o que vai ser ocultado fica a critério do proprietário e da situação a qual quer se prevenir. São apenas dois parafusos tipo Philips, em destaque de vermelho na foto acima está a localização deles e seus pontos de roscagem. Muito simples e fácil, basta soltar os parafusos que a placa de coronha se descola, para remontar siga o caminho inverso, aqui não precisa ter um cuidado especial para remontar, pelo menos na parte do alinhamento, a peça se encaixa perfeitamente, o único cuidado recomendado é não apertar muito, se forçar o plástico ou polímero pode trincar ou se romper, caso tenha dificuldades, siga as orientações anteriores para parafusos. Bom lembrar agora sobre a soleira, anteriormente mencionei que ela é presa por dois parafusos e duas porcas. Nesta fase parece não haver necessidade de se destacar ela da placa de coronha, entretanto caso queira fazer isso, seja para instalar um extensor de coronha à fim de obter melhor ajuste, seja simplesmente por curiosidade ou até mesmo queira acessar esta área para gravar alguma coisa escrita, tipo uma marca de identificação ou mensagem secreta, as porcas ficam do lado de dentro e rodam livres, precisa segurar com um dedo pois não tem espaço para segurar com dois dedos, ou então usar alguma coisa como um alicate de ponta ou um pedaço de madeira, à fim de travar as porcas para que elas não girem quando utilizar a chave de fenda, no caso uma Philips. A remontagem segue um caminho inverso, o detalhe está em colocar a porca na ponta do dedo e a deixar posicionada no exato lugar onde a ponta roscada do parafuso vai entrar e então acionar a chave de fenda. Só de olhar a imagem abaixo dá para sentir o drama. Parece fácil escrevendo mas, na prática não é uma tarefa para qualquer pessoa, tem que ter alguma habilidade ou muita força de vontade e paciência. Vencida esta etapa, leve em consideração que quanto mais apertar, mais a borracha vai ceder e ir rasgando então, assim que notar que está firme, pare de apertar. Eventualmente pode ser que sua soleira tenha sofrido uma tragédia qualquer e tenha se soltado com os parafusos presos na placa de coronha, ou até mesmo o contrário, a placa de coronha tenha cedido e quebrado. Para solucionar este fato inusitado, sem ter que comprar outras peças, eu recomendo o uso de arruelas, encontre arruelas que entrem na borracha o suficiente para a prender e no caso do polímero ou plástico, use arruelas que cubram o rombo. Fácil né, para tudo se dá um jeito, até para algumas mortes os caras do resgate dão um jeito. O importante é ter imaginação. A partir deste nível de montagem, o curioso ou o armeiro tem acesso a parte metálica da arma, a parte que vai a mola, a alavanca e o gatilho, como eu sou um cara traumatizado que já sofreu muito com molas e considera isso um verdadeiro balaio de gatos, não vou entrar neste nível de desmontagem, nesta parte eu vou parar por aqui. Deixo este assunto a cargo de armeiros. Ainda publicarei mais curiosidades.
  4. Primeira parte sobre desmontagem, é o que chamo de "desmontagem parcial para transporte em espaço reduzido". Para o caso de quer transportar dentro de uma mochila ou mala de dimensões reduzidas, de modo a não chamar a atenção, como por exemplo transitando com uma moto, (as capas de carabina chamam a atenção dos policiais) ou até mesmo com a finalidade de armazenagem (ocultação), como por exemplo, dentro de um móvel de 3 gavetas, atrás das gavetas. O motivo não importa, o que interessa é que esta arma em especial tem esta possibilidade. Depois de parcialmente desmontada fica assim. Para isso será necessário remover três parafusos com uma chave de fenda tipo Philips. Conforme a foto acima, não adianta remover apenas os dois de cima, tem que remover os três justamente porque encostam no cano, fazendo pressão e o mantendo travado. Antes porém, convém observar que um dos parafusos de cima está na linha do parafuso de regulagem lateral. Ou seja, quando colocar a chave de fenda para soltá-lo, a chave de fenda vai encostar nele e ao girá-la, o atrito vai marcar o parafuso, vai arranhar e deixar marcas. Se quiser evitar isso, remova antes o parafuso de regulagem lateral da alça de mira. após remover os parafusos o conjunto do cano fica liberado e se solta com facilidade do corpo da arma. Para remontar siga o procedimento inverso e tome cuidado para não perder os parafusos, se quiser pode colocar de volta na rosca, como aparece na foto. Também tome cuidado para não inverter a ordem dos parafusos, os dois menores são acima e o maior abaixo. Mais um detalhe, use uma lanterna ou aproveite a luz solar para verificar o alinhamento dos fusos com o encaixe da rosca antes de colocar o parafuso e tentar rosquear, caso esteja desalinhado, pode espanar a rosca do parafuso. Outra observação importante a ser realizada depois de colocar os parafusos e apertar parcialmente e antes de dar o aperto final nos parafusos, verifique o alinhamento do cano, para não ter como resultado final o efeito desagradável do diagrama abaixo, mostrando o ponto de vista do atirador em relação à arma vista pelo lado de trás da soleira. Nesta parte do cano em especial, não existem as furações guias para o correto posicionamento do cano, diferente das outras partes do cano, assunto a ser discutido posteriormente. Gire o cano de modo a obter o alinhamento perfeito e só então aperte os parafusos, com cuidado para não espanar ou marcar o lugar de encaixe da chave de fenda, aperte fazendo pressão, use força moderada, se usar pouca força pode ficar frouxo, se usar muita força pode causar danos, não tem como descrever que força deve usar, o máximo que posso lhe transmitir é depois de apertado, gire levemente a massa de mira, no eixo, para um lado ou para outro, ela deve ceder um pouco por causa da própria folga do encaixe da alça de mira com o cano, se perceber que o cano também girou, realinhe tudo e dê um novo aperto, desta vez com mais força. O certo é apenas a alça de mira ceder, se desalinhar sem que o cano gire também, o cano não deve girar quando girar a massa de mira, atingindo isto, o serviço está pronto. Importante observar que conforme a arma, a alça de mira pode não ter a folga esperada e simplesmente não ceder, isso varia de uma arma para outra. Eventualmente, o interessado na desmontagem pode encontrar alguma dificuldade adversa, como por exemplo não conseguir destravar os parafusos, geralmente isto pode ocorrer por vários motivos, o mais normal é que ocorreu ferrugem na rosca ou então o cara que apertou os parafusos anteriormente comia muito feijão e tem uma mão tão forte como um macaco hidráulico, nestes casos, o uso de spray desengripante, estilo WD40 costuma resolver o problema. Existem muitas marcas no mercado, não tem uma que seja melhor ou mais poderosa, todas elas desempenham bem a função, o segredo está em dar um jeito para molhar a região da rosca do parafuso, feito isto basta esperar um pouco que o produto vai agir quebrando os laços de ferrugem, ou melhor fragmentando uma espécie de solda de ferrugem que une os metais, o óleo desengripante vai penetrando entre as junções do metal, mais especificamente na rosca base e na rosca do parafuso, diminuindo o atrito e permitindo que o parafuso se rosqueei e se solte com mais facilidade na próxima vez que for usar a chave de fenda. Para alcançar a base aonde está rosqueado o parafuso vale tentar jogar por cima, pelos lados, por baixo, enfim aonde conseguir direcionar o jato, tente também por dentro da culatra. Na falta do spray, tente achar o óleo mais fino que encontrar, tipo óleo Singer, utilizado em máquinas de costura, é barato e pode ser encontrado em muitos lugares. Não utilize óleos orgânicos ou óleo de cozinha, a composição química deles acaba por provocar a longo prazo corrosão ( a não ser que remova muito bem os resíduos). Em último caso utilize óleos mais grossos, como de motor de carro, vale até derreter qualquer graxa e usar o que escorreu. De maneira alguma utilize óleos ou fluidos hidráulicos, eles são extremamente corrosivos e não vale a pena tentar, nem em caso de emergência. Importante lembrar que o produto desengripante, mencionado primeiramente, é um derivado de petróleo e uma das coisa que ele faz além de desengripar é reagir quimicamente com derivados de plástico e principalmente com borrachas, no caso do polímero eu não sei dizer porque nunca tive a oportunidade de observar o fenômeno. Um bom exemplo desta corrosão é o caso da borrachinha perto do gatilho, que ficou amolecida. Está bem evidente, só de colocar o dedo dá para sentir que está grudenta, o lado de dentro dela está em bom estado, provavelmente o óleo só tocou do lado de fora e o efeito foi potencializado com o passar do tempo sem a remoção do contaminante e a ação do apertar das mãos do atirador. Então depois de executar a tarefa, lembre-se de remover o máximo possível os resíduos do desengripante, inclusive das partes metálicas, justamente porque ele faz com que o parafuso possa ir se desprendendo aos poucos com o simples uso e movimentar da carabina, podendo ocasionar a perda do parafuso para o atirador menos atento, que não perceba o que está acontecendo. O óleo desengripante também pode soltar os parafusos e deixar uma folga no cano prejudicando os agrupamentos de tiro. Ainda tem mais percalços, pode ser que o desengripante não resolva, ou porque não atingiu a área da rosca ou porque um "amigo da onça" tomou algum tipo de providência, tipo assim, o parafuso estava se soltando sozinho com o tempo e o "atento observador" ficou cansado de reapertar seguidamente o parafuso e resolveu colocar alguma espécie de cola na rosca, ou até mesmo uma tinta qualquer, muitos equipamentos requerem o uso de uma "trava química" na área da rosca, o que não é o caso da B6C porque ela já vem de fábrica sem a chamada trava química, conforme o tipo utilizado, a reação decorrente pode ser a ferrugem com uma forte união das partes, ou então se for uma daquelas colas de vedação que endurecem com o calor fazendo uma verdadeira solda, nestes casos a coisa fica muito difícil e só um armeiro treinado e experiente vai conseguir um bom resultado sem danificar a arma. O principio básico aplicado nestes casos envolve impacto combinado com torção, qualquer aventureiro que tentar isso vai marcar o parafuso e até mesmo espanar o local de encaixe da chave de fenda, ai vai restar apenas a possibilidade de destruir a cabeça do parafuso para salvar o resto da arma. Ufa! Acabei esta parte. Desculpem se exagerei ou se viajei muito na maionese, procurei transmitir um breve resumo de minha experiência vivida. Depois continuo com mais partes de desmontagem.
  5. Hoje acordei mais cedo, para que minha esposa não visse o que eu estava fazendo no tanque de lavar roupa dela, igual fazia com minha mãe quando era mais novo, antes de me casar. Enquanto muitas pessoas estão retornando da folia do carnaval, eu aproveito o tempo para preparar mais uma parte deste post. Quero mostrar agora uma curiosidade das partes plásticas ou do polímero da B6C, antigamente as armas tinham madeira na sua composição, um material que pode ser trabalhado de muitas formas, lixando, passando massa, passando seladora, envernizando e pintando. Para recuperar trincados, quebras, amassados e empenamentos, existem muitas técnicas, as quais parecem que não são adequadas quando se fala de polímero ou plástico. No caso de plástico ou polímero eu já li à respeito muitas coisas e poucas destas ideias eu coloquei em prática, simplesmente por não ter me deparado com o problema. Começando pelo empenamento, parece que o aquecimento da peça faz com que ela recobre a "memória" e volte sozinha ao seu estado original, desempenada, nunca tentei, nem tenho noção se dá para fazer com a chama do fogão, água fervendo, com um secador de cabelos ou com um soprador térmico, fico apenas na imaginação de como seria pois já vi um óculos de plástico ser moldado na ótica, o oculista ou o cara que vende os óculos colocou ele num aparelho parecido com aqueles que ficam no banheiro soltando um ar quente para secar as mãos, foi entortando o cabo do óculos as poucos, até chegar na posição que ele queria, então ele tirou da máquina e ficou segurando por algum segundos, provavelmente estava esperando esfriar e finalmente passou um pano e o óculos ficou ajustado perfeitamente em meu rosto. É assim que imagino que seja o processo de restauração de um desempenamento. Partindo agora para algo mais grave como uma quebra ou trinca, até agora não tive a chance de trabalhar nisto e por consequência fico só na imaginação de que devem ser utilizadas colas de cano PVC, aquelas para colar canos vendidas nas lojas de material de construção, ou as colas de super aderência tipo Superbonder, utilizando só a cola não se obtém um bom resultado, existe uma técnica muito divulgada na internet que combina um pó branco com esta cola, a mistura dos dois produz uma reação química que deixa tudo bem grudado, firme e resistente. O pó se não me engano é bicarbonato de sódio, caso tenha interesse, por favor pesquise melhor e se possível publique o resultado. Considerando uma normalidade no uso, ou seja, o polímero ou plástico não sofreu danos e apenas ficou sujo com a combinação de ácido úrico de nossas mãos com óleo da arma e a poeira do ambiente, podendo é claro ter caído café, coco de passarinho, baba do cachorro etc. Teremos então um aspecto diferente de quanto compramos a arma na loja. No meu caso, eu comprei uma sucata, agora em 2018, que provavelmente deve ser sido comercializada nova na loja lá pelos anos de 2012 e fabricada entre 2010 e 2011, podendo se considerar a data de fabricação mais distante ainda, com a variante da mercadoria ter sido retida ou presa no desembaraço alfandegário que leva de 1 a 5 anos, fazendo todas estas contas, posso deduzir que a arma tem aproximadamente de 13 a 7 anos e já deve ter passado pelo menos por um usuário final antes de ser devolvida na garantia, possivelmente também passou pelas mãos de armeiros ou curiosos antes de finalmente cair em minhas mãos. Veja com os seus próprios olhos como estava a peça pelo lado de fora. E pelo lado de dentro. Agora sim entramos na área em que tenho alguma experiência prática. Não uso nada comercialmente desenvolvido para realizar a tarefa, como por exemplo um spray restaurador de polímero, eu nem sei se existe isso. Vou na água e no sabão mesmo, é bem mais barato, podendo usar escovas macias ou panos úmidos. Não use escovas de cerdas de aço ou muito duras pois elas arranham, idem para os panos, procure pelos mais macios. Caso vá limpar apenas por fora, sem desmontar a peça, acho melhor usar o mínimo de água possível, usar o pano ou escova apenas úmido, o excesso de líquido tende a penetrar nos espaços, invadir o interior da arma causando ferrugem nas partes metálicas que não estão à vista. Caso tenha disposição de desmontar, pode lavar com água corrente da torneira, ou de um balde ou vasilha. Pode até deixar de molho para ir amolecendo. A primeira escovada sai com a espuma escura, depois de enxaguado, geralmente na segunda escovada a espuma sai clara, em alguns casos precisa de várias lavadas e escovadas até ficar bem limpo. Mas, atenção, lembre-se de que existem partes metálicas acopladas às peças de polímero e deixar de molho na água por muito tempo ou então não secar bem as peças, pode fazer com que a combinação da umidade com o metal gere uma corrosão pelo processo de enferrujamento. No caso do parafuso regulável da alça de mira eu aconselho a remover ele e só recolocar quando estiver bem seco. Nas fotos aparecem os parafusos, acontece que os removi e os coloquei de volta depois de bem seco, ainda passei um pouco de graxa só para reforçar. Veja agora com seus próprios olhos como ficou a parte interna depois da limpeza. Compare com a foto anterior da peça suja. Agora estão lado a lado a peça que foi limpa (acima), com a peça que não sofreu intervenção (abaixo). A olho nu parece que não tem diferença alguma, realmente eu só lavei a peça que estava mais suja aparentemente, a outra, da segunda arma não estava tão suja assim. Olhe com atenção e veja o detalhe da peça limpa que não secou por completo, aonde está molhado, parece brilhar, parece estar com um bom aspecto, muito parecido quando saiu da loja. Eu sei como fazer com que o polímero fique mais bonitinho, não precisa comprar spray de rejuvenescimento nem pintar de preto, na realidade a pintura vai descascar com o tempo. Graxa de sapato preta dá um bom resultado aparente, o problema é que fica sujando as mãos e roupas, mesmo aquecendo a graxa para ela se derreter e grudar bem. Existem produtos químicos no mercado líquidos ou pastosos que podem servir efetivamente, vá testando os que tem em sua casa, algum deles pode lhe fazer feliz, não use derivados de petróleo, a tendência é que o plástico seja corroído, derretido ou fique pegajoso. Silicone, vaselina e recuperador de couros eu já usei, dão um excelente resultado. O segredo está em usar muito pouco, use a escova ou pano apenas úmidos, sem excesso, caso coloque muito, remova o excesso com um pano ou escovas secas. Tem no comércio um recuperador de pára-choque e de painéis de carro, ele é bom quando a peça a ser recuperada esteve muito tempo exposta ao sol e perdeu a cor, ficou esbranquiçada. Finalmente, o resultado final. Quase igual de quando saiu da loja. A peça de cima é a que foi lavada e passado vaselina líquida e a peça de baixo é a que não sofreu intervenção. Veja aqui o efeito parcial, à direita foi passado a escova levemente umedecida e à esquerda não foi passado. A media que vai passando a escova vai ficando escura. Não fica grudento ou pegajoso, nem gruda o pó, caso ocorra isso passe um pano para remover o excesso. Também não fica escorregadio, fica com a pega normal, as próprias ranhuras do plástico ou polímero proporcionam o atrito necessário para se segurar firme. Esse banho mantém seu brilho no uso normal por um período de 1 a 2 anos, antes de começar a aparentar mal estado. No caso de armazenar dentro de saco plástico, se mantém perfeito por 2 a 4 anos, pode ser que seja mais, estou tirando por base uma arma que limpei assim em 2014 e a deixei guardada no plástico, uma vez por ano vou lá e dou uma checada, até agora está tudo bem, sem alterações no bom aspecto. Detalhe suplementar, nem sempre as coisas acontecem como nós queremos, às vezes pode ocorrer de a mancha ou sujeira não serem removidas com um simples escovar, por exemplo pode cair tinta ou pode ter sido utilizado canetinha colorida, daquelas que não solta a tinta por nada, do tipo daquelas utilizadas por traficantes para identificar suas armas, cada caso é um caso, o material que não pode ser removido pode ser coberto ou disfarçado, pingos de tinta que insistem em permanecer grudados podem ser pintados de preto com uma caneta marcadora de CD, aquela que se escreve no CD ou DVD e fica grudada, só sai com álcool e mesmo assim fica um restinho, tem que usar a imaginação e ir testando os materiais disponíveis, sempre tem um que resolve. Casos mais graves podem ser solucionados ou disfarçados utilizando a mesma técnica de pintura de para-choques de carros, os de plástico, não os de ferro, basicamente tem que ter uma camada inicial de "primer" ou de um produto que se adere ao polímero ou plástico para só então vir por cima a tinta propriamente dita, na cor preferida do proprietário, rosa, preto, azul etc. A inobservância desta etapa faz com que no passar do tempo a tinta vá se descascando. Deve-se levar em conta também que no caso da pintura podem ser obtidos diversos efeitos, tinta fosca tem menos brilho do que tinta brilhante, camada de verniz evita acumulo de sujeira, a recomendação é se for fazer por conta própria, consulte antes um especialista para obter melhores resultados e evitar dores de cabeça futuras. Caso saiba algum detalhe sobre o polímero ou plástico da B6C, que não tenha sido comentado aqui, por favor compartilhe e seja feliz como eu fico ao ver a arma em bom estado. Ainda tem mais material para ser publicado. Vou fazendo aos poucos.
  6. Continuando, existem referências na internet ao magazine utilizado nela, pelo que entendi, comporta dezesseis chumbinhos, basta colocar dentro do espaço que aparece nas fotos acima, no detalhe do gatilho, naquele túnel, e a cada engatilhar e disparo, os chumbinhos vão subindo, sem o risco de colocar tiro à tiro com a mão dentro do cano. Por mais vezes que visse o vídeo, não consegui entender, será que o magazine fica lá dentro e o atirador apenas movimenta a alavanca, faz o disparo e movimenta a alavanca de novo, enquanto ela se auto carrega manualmente? Parece que não, o carregador apenas alinha o chumbinho na entrada do cano e o atirador tem que empurrar para dentro de alguma forma, e ainda tenho outra dúvida, o cilindro prateado, que parece ser a culatra, ele não vai conseguir fechar com o magazine lá dentro, a não ser que este modelo em especial tenha um recorte na culatra que permita isto. Parece que assim, o único risco de decepar os dedos é na hora de colocar o magazine. Tem outra referência a uma bucha entre o embolo e o cano, ou melhor, a princípio é só uma suspeita, não sei se realmente tem, só mesmo alguém que comprou ela nova deve saber pois, a que comprei usada tem só o espaço vazio que dá a entender que tinha uma espécie de borracha de vedação. Sobre o zarelho, na minha não veio, só tem o buraco na coronha e as marcas e arranhões de que em algum dia do passado esteve ali um zarelho funcional. Oportuno agora diante da imagem das marcas, perguntar se o material é plástico ou é polímero? Não sei a resposta, parece com plástico mas é tão resistente como os polímeros de armas de fogo. Quanto à soleira, é de borracha dura, como um salto de sapato de borracha ou como um coxim de motor de carro. Presa por dois parafusos diretamente na coronha, as porcas ficam do lado de dentro. Voltando no tipo de material, lembra muito o material usado nas pistolas de lavadoras de alta pressão. E tem uma proteção de metal com a rosca para encaixe do parafuso, muito parecido com os utilizados em carcaças de notebook. No respectivo local de encaixe tem um cavado no cano para finalizar o travamento da peça plástica com o cano. Uma parte que achei interessante no projeto dela é o conjunto massa de mira. No quebra chamas eu coloquei um pedaço de papel branco para acentuar os espaços vazios, o que eu não gostei é que o final do cano é reto, li à respeito que isso causa uma instabilidade na trajetória do projétil, seria melhor se fosse curvo, o ar se dissiparia melhor sem influenciar muito na trajetória do projétil, logo que ele deixa o cano, se bem que como o quebra chamas encobre tudo, talvez não ocorra um desvio de trajetória. Num esquema gráfico fica assim. Observei algo errado na junção do cano com o embolo, não estão alinhados corretamente, parece que na hora do ar passar para empurrar o projétil, só encosta na metade do buraco do cano. Tem esta imagem da internet. Ela mostra bem nítida a peça a que estou me referindo. Esta é a melhor imagem que consegui do embolo estragado, pelo menos para se ter uma noção da parte emborrachada. Numa outra visão, ficou mais destacado a parte do tubo de metal que ficou amassado. E esta é a visão do cano, na parte em que se encostam, veja que as ranhuras do metal coincidem. São imagens de onde um encosta com o outro. O que quero mostrar fica melhor de se entender com o diagrama abaixo. A olho nu as marcas de desgaste são bem nítidas. Num esquema de corte lateral, é assim que meus olhos veem. Acredito que o certo deveria ser algo assim. Imagino que seja um defeito de fábrica, do tipo já veio assim desalinhado porém, não afasto a hipótese de que a arma tenha sofrido uma queda e em decorrência se desalinhou, hipótese bem provável de ser, devido a alavanca estar também desalinhada, é algo a ser investigado de maneira mais profunda. Numa comparação com a outra arma que não apresenta sinais de desalinhamento, esta aqui tem uma pressão fraca e a outra tem uma pressão forte, ambas fazem aparentemente o mesmo barulho. Olhando menos detalhadamente, para se ter uma noção. Tiro outras conclusões, fazendo um esquema do ângulo do desalinhamento. E também fazendo uma experiência simples com a arma desmontada, com o cano solto, encaixa ele no lugar e gira. O cano da outra arma girou em perfeita sincronia, não pendeu para os lados, já o cano desta arma, pendia para os lados ao ser girado, exatamente como no diagrama acima, na representação em vermelho, enquanto que na representação em verde seria o cano bom, sem estar empenado ou torto. Colocando os canos lado a lado fica imperceptível a diferença, tentando olhar no sentido deles, também parecem estar ambos perfeitos mas, ao colocar no corpo da arma e girar, fica bastante evidente que um deles está empenado ou torto. Duas hipóteses podem ser consideradas, queda ou o usuário tentou dobrar o cano, tipo assim, não conhecia a arma, não sabia que era pela alavanca que se armava e tentou dobrar o cano na base da pancada. existem outras hipóteses possíveis mas, prefiro pensar apenas nestas duas. Examinando bem o ângulo de uma das figuras acima, dá para concluir que a ponta do cano foi forçada de baixo para cima, de modo a provocar este desalinhamento, se tivesse sido de cima para baixo poderíamos admitir a hipótese do atirador tentar dobrar o cano. Permanecendo na possibilidade de queda, observei o conjunto de massa de cima, o que fica na ponta da arma. E não é que tem uma marca de amassado exatamente no mesmo ângulo e sentido de baixo para cima. Elementar meu caro Watson! Ainda assim não me dei por satisfeito, quero saber se além do cano, outra parte da arma também foi afetada, para isso passei giz branco na ponta do cano bom, no lado aonde vai o chumbinho e encaixei o cano nas armas, seguindo a posição original, sem girar o cano, ficou a marca do giz na borracha, nas duas o cano bom marcou um alinhamento perfeito, limpei tudo e repeti a experiência com o cano torto empenado e como resultado, nas duas armas ficou evidente o mesmo desalinhamento. Conclusão por exclusão: o corpo da arma que sofreu a queda não foi afetado, apenas o cano foi danificado. Continuo com mais observações depois.
  7. Tópico com informações e curiosidades do fuzil de pressão B6C, nome preferido pelos revendedores, mais conhecida como "Decepa dedos" pelos consumidores. É meu primeiro tópico neste Fórum e me desculpem os moderadores se vier a cometer alguma falha pois, mesmo lendo as regras ainda fiquei em dúvida se pode ou não postar a informação, preferindo por omitir e só informar se for confirmado que pode. Continuação de outro tópico de 2012, quando estava sendo lançada no mercado: Eu adquiri duas unidades pela internet, agora, seis anos depois, não vou postar a informação do comércio porque estou em dúvida se pode ou não. O anúncio dava referência ao armamento com defeito, sem condições de uso porém, completo com todas as peças, exatamente como nas fotografias. Caso esteja pensando em comprar uma nova, saiba que atualmente não existem peças para ela no comércio, a não ser que compre uma usada para aproveitar as peças. A marca que o vendedor disse que era é AR+ modelo B6C, em poucos dias recebi pelo correio, envolta em plástico bolha coberto por caixa de papelão e colado na parte externa a etiqueta de envio dos correios, a Nota Fiscal e uma cópia da portaria 15 Colog de 2009. Um armamento veio desprovido de marca, modelo ou número de série. O outro veio escrito AR+ só de um lado. Em detalhe a marca do fabricante. Olhando com mais atenção deu para perceber as marcas de riscos que evidenciam que foi suprimida a marca na outra arma. Abaixo um exemplo de identificação que achei na internet. Tudo leva a crer que é apenas uma pintura na cor branca, tipo silkscreen. Eu nunca tinha visto esta versão no calibre 4,5 mm, só conhecia a Krill importada pela Nautika no calibre 5,5 mm. Numa breve pesquisa pela internet, cheguei a conclusão que a cidade de origem, ou o local de nascimento dela, ou melhor, o local de fabricação original fica em Weifang, que é uma prefeitura com nível de cidade na província de Shandong na China. Caso queira se situar no mapa do mundo, fica entre o Mar Amarelo e a Mongólia Interior. Lá se situa uma espécie de parque industrial com grandes sedes administrativas de um conglomerado de empresas cuja principal é a Shandong Hongqi Electrical Group Co., LTd. a qual oferece muitos artigos como carros, tratores e máquinas agrícolas, além de equipamentos médicos e serras elétricas, também fornecendo equipamentos militares. O site da empresa é www.sdhqjd.net Uma das subsidiárias da Shandong que tem o nome fantasia de First Company e mais conhecida com Weifang Huadong Airgun, é a que realmente faz a produção da B6C. Numa busca por sites que integram compradores, fornecedores, revendedores e fabricantes, do tipo Alibaba ou Global Sources, em especial o site Global B2B Market Place, podem ser encontrados os dados de contato para se realizar as encomendas, eles atendem pedidos mínimos de 1000 unidades, podendo atender uma demanda de até 5000 unidades ao mês, não mais que isso, ao custo de USD 32,00 (Dólares Americanos) equivalente na cotação de hoje a BRL 105,40 (Reais). Este é o preço FOB, não sei explicar o que é isso mas, pelo que entendi, é o preço dela para ser retirada na porta da fábrica, ficando as despesas de transporte por conta do comprador/importador, no caso de exportação, além do transporte até o porto de origem, tem taxas do governo, o transporte por navio até o porto de destino, seguido pelo desembaraço alfandegário e outras taxas do tipo ICMS, chegando finalmente ao consumidor brasileiro a preços variando de R$ 600,00 a R$ 1.600,00. Outro detalhe da encomenda e do preço é que está incluído apenas o logotipo do fabricante colado à arma, ou melhor, o que o comprador quiser que venha escrito nela, por exemplo BAM, NTK Krill, AR+, Xisico ou Huadong, para o mercado interno (Chinês) ela já sai com o nome Hongji B6C Air Gun. Outros detalhes como número de série, caixa, manual ou algum acessório extra, como capa, óculos de proteção, vareta de limpeza etc. são cobrados à parte, podendo saírem da fábrica já embaladas na caixa original que será entregue ao consumidor final ou então dispostas lado a lado em engradados cobertas individualmente apenas por um plástico transparente. Depois que elas saem da fábrica, ganham o mundo, no caso do Brasil, se não me engano, me corrijam se estiver errado, apenas a empresa AR+ fez a importação do calibre 4,5 mm, enquanto que apenas a NTK Nautika fez a importação do calibre 5,5 mm. Na Alemanha, a empresa Norinco parece que também fez sua importação porém, não consegui descobrir qual o nome usou nem a que preço foi comercializada. No Canadá foi comercializada com o nome Xisico/BAM modelo B6C-177 a $ 169,99 (Dólares Canadenses). Nos EUA é reconhecida como peça de coleção, item muito procurado por colecionadores com o nome Black Synthetic Air Rifle 177 Cal 495 FPS, model B6C. Podendo ser adquirida a diversos valores entre U$ 70,00 e U$ 700,00 conforme os acessórios e estado de conservação. Também encontrei menção a empresas como BAM Xinsu Group, Wusi BAM Co. e Xisico BAM air rifles entretanto, não consegui maiores detalhes como país e preço. Outro detalhe a ser levado em consideração é que a B6C é uma variante do modelo B6, existem outras variantes deste mesmo modelo, seu projeto é muito parecido com o projeto da B3 e da B4. Na internet não encontrei um manual sequer, muito menos uma visão explodida ou relação de peças, caso possua algum arquivo deste tipo ficarei muito grato com seu compartilhamento. O melhor que achei foi isto. Outras curiosidades, pelo que li, seu projeto foi desenvolvido para parecer uma réplica do AR15. Tem o nome de Fuzil de ar comprimido adotado pelos comerciantes brasileiros como uma forma de apelação comercial, para vender uma novidade, já do ponto de vista dos consumidores tem o apelido de "Decepa Dedos" devido à possibilidade de haver uma falha mecânica no momento em que o chumbo é colocado dentro do cano, dá a sensação de que a culatra pode se movimentar rapidamente e cortar os dedos do inavisado atirador. O sistema de engatilhamento é conhecido como Slide lever, ou em português, alavanca lateral com uma única manobra. O sistema de gatilho é desprovido de qualquer trava ou ajuste. (voltando no assunto de decepar, pode ser que seu acionamento no momento de estar colocando o chumbinho libera o conjunto todo) Possivelmente o projeto original previa uma trava, pela imagem abaixo dá a entender isso, tem furos dos dois lados da coronha próximo ao gatilho. Que foram cobertos com um tampão de borracha. A alça de mira possui regulagem para os lados e a massa de mira regulagem para cima e para baixo, ambas acionadas por chave de fenda. A forma de ajuste destas regulagem é tema de assunto geral, a massa regula a altura para cima ou para baixo, enquanto que a alça regula a lateralidade, para a esquerda ou para à direita. Uma representação gráfica deste tipo de mira do ponto de vista do atirador fica assim. Eu como um desavisado, logo de cara ao tentar fazer a mira, fiz do seguinte jeito. Enquadrei do jeito que pareceu mais fácil, acontece que este jeito está errado, tem que levar em consideração que o parafuso lateral da alça de mira permite a regulagem levando de um lado para outro a marcação que fica no centro, este é o ponto de referencia correto, se for enquadrar o alvo do jeito mostrado acima, não vai ter opções de regulagem, a mira fica fixa, mesmo que desloque para um lado ou para outro a referência, não vai mudar. O certo é assim. Desta forma, o ajuste de mira vai funcionar do jeito que aprendi em um curso de arma de fogo. Outro detalhe a ser observado é que o foco da visão tem que estar na massa de mira, enquanto que a alça de mira fica meio desfocada e borrada, igual fica o alvo, também desfocado e borrado. É assim que se começa o caminho para acertar na mosca, lógico que envolvem outros fatores a serem estudados mas, o tópico é mais sobre a arma B6C. A adaptação para o calibre .22 de fogo não é possível por duas razões no caso da 4,5 mm, o cano possui em recorte e caso seja alargado, fica muito fino e não resiste à pressão, a outra razão é que o ar comprimido ao ser liberado, não é suficiente para causar a explosão da espoleta. (Brasileiro gosta de fazer coisas que não deveriam ser feitas) A alavanca empena fácil, o sintoma é que ela não se prende mais no lugar de encaixe. Como no exemplo acima, a alavanca está empenada, tem que olhar com atenção para perceber. A boa noticia é que com paciência e com jeitinho dá para ir forçando aos poucos o metal da alavanca até ir desempenando e ela voltar a travar no furo de encaixe. Tenho mais curiosidades para mostrar, só preciso de mais tempo para preparar e publicar.
  8. Apresentação Pincipi

    Olá, obrigado por disponibilizarem este espaço e pela oportunidade de trocar experiências. Meu nome é Tales, tenho 53 anos de idade e me iniciei no tiro aos 13 anos com uma carabina de mola calibre 4,5 mm "Chapina", quebrada, faltando a trava do cano e sem a bucha do cilindro, além do detalhe que ela chegou em minhas mãos sem nenhum chumbinho, em três dias consegui coletar chumbinhos esféricos no fundo de uma barraca de tiro ao alvo de parque de diversões, bem como, desmontar toda a carabina e fazer uma bucha com um pedaço de pneu, tarefa um pouco difícil para quem não tinha a menor noção do funcionamento por pressão de ar, na realidade só sabia o que via nos desenhos animados onde aparecia a bala voando até atingir o alvo. Esta iniciação, sem nenhum tipo de orientação de qualquer adulto fez com que eu aprendesse a me virar sem a ajuda de ninguém, contava apenas com livros da biblioteca municipal e a observação de outros atiradores à minha volta, isso de fato fez com que meu interesse não se prendesse apenas a acertar o alvo, também me direcionou nos aspectos de manutenção. Ao atingir a maioridade investi em cursos e filiações a federações de tiro, tudo voltado a armas de fogo, com o passar do tempo estava gastando o valor integral de meu salário apenas com munições, sem obter uma satisfação, um prazer de conseguir acertar na mosca seguidamente, por decisão pessoal, abandonei as armas de fogo e me fixei nas armas de pressão no calibre 4,5 mm, os gastos são bem menores e consigo obter plena satisfação em acertar o alvo e em realizar manutenção de minhas armas. Não fiz nenhum curso de armeiro, ou voltado a armas de pressão simplesmente por não encontrar algo disponível. Atualmente estou aposentado e tenho mais tempo para me dedicar ao assunto e me inscrevi neste fórum para compartilhar ideias. Obrigado novamente e saudações com tiros, com muitos tiros.
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