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Victor Bayma

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    Brasil

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Sobre Victor Bayma

  • Rank
    Novato
  • Data de Nascimento 27-08-1994
  • Age 24

Informações do Perfil

  • Website URL
    victorbayma.com
  • Sexo
    Masculino
  • Sua Localidade
    Rio de Janeiro
  • Interesses
    Evoluir como atirador.
  • Age 24

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92 visualizações
  1. Victor Bayma

    Independência do Atirador e Trabalho em Equipe

    Aaaaaaahhh entendi agora! Perdão pelo engano! É que faz muito tempo que não tenho contato com ele, acabo de perceber que troquei o nome dele também.. vixe! hahahaha 😛
  2. Victor Bayma

    Independência do Atirador e Trabalho em Equipe

    Muito obrigado, caro Edgar!
  3. Victor Bayma

    Independência do Atirador e Trabalho em Equipe

    Eu que agradeço pela sua estima, Eduardo! Pergunta: Ainda posso chamar você pelo seu apelido de "Papa"? Abraço!
  4. Victor Bayma

    Independência do Atirador e Trabalho em Equipe

    Como sabemos, o tiro esportivo é um esporte individual. E embora existam premiações por equipe, e provas de times mistos elas são, em essência, a somatória dos resultados feitos por cada indivíduo separadamente. Cada atirador acerta o seu próprio alvo, não existe companheirismo nisso - no ato de atirar. Numa prova de tiro ninguém dará cobertura a você enquanto você municia a sua arma, ou acertará o seu alvo, não no tiro esportivo. Mas quer dizer então que o trabalho em equipe é zero? Não. Só não está estritamente no ato de atirar. O trabalho em equipe encontra-se em maior quantidade na preparação dos atletas do que durante uma prova. Nosso esporte é individual, mas não significa que deva ser solitário. Podemos ter a nossa alcateia! Podemos ajudar nossos colegas com conselhos, dicas, correções; ou ainda, apoiando emocionalmente. Somos seres humanos e naturalmente sentimos a necessidade de pertencer a um grupo, e dificilmente evoluímos apartados do mundo e dos outros. Conseguimos crescer como pessoas através do compartilhamento de informações, e debater tópicos sobre o nosso esporte ajuda-nos a criar nossas identidades individuais e grupais. Alguns podem concordar; outros, discordar; e assim aprendemos sobre nós mesmos e sobre os outros que nos acercam. É função do técnico promover um clima organizacional agradável, um ambiente onde, por exemplo, os membros sentem-se à vontade para dialogar uns com os outros e ajudarem-se mutuamente, criando assim um senso de equipe dentro deste esporte individual, tendo em vista que em eventos internacionais (de modalidades reconhecidas internacionalmente) os atletas devem ter um entrosamento mínimo para que possam ser bem-sucedidos nestas empreitadas, caso contrário o mal relacionamento entre esses pode ser mais um dentre vários fatores estressantes. Além do senso de equipe é igualmente importante para o atleta que ele desenvolva a sua independência em paralelo, pois nem sempre ele estará em companhia de sua equipe ou técnico em campeonatos ou treinamentos. Isso é muito comum para atletas que estão no início de suas carreiras, quando dificilmente têm um técnico para orientá-los e a sua equipe - se tiver - for igualmente inexperiente. Quanto maior a experiência maior a propensão de liderar um grupo, e um líder, embora vise o bem do grupo, deve ter as suas próprias convicções e atitudes. Um atleta, ainda que não seja líder, não pode depender do seu grupo para corrigir a sua própria postura, aprender novas técnicas, ou principalmente: manter-se motivado! De fato, um verdadeiro campeão deve ser independente, pois no final das contas só ele pode conquistar a sua própria vitória. De quanto mais fatores externos um atleta depender, mais difícil será de vencer. Então para deixar claro, um atleta deve ser independente, porém não arrogante. Se você tem um time, então deve ajudá-lo a crescer sem perder de vista o seu próprio crescimento. Da mesma forma que, se tu esteres inserido num time, podes aceitar ajuda e ter a humildade de pedi-la quando precisares. E fazendo um comparativo necessário, quando eu estudava para concursos públicos eu aprendi que grupos de estudos são úteis, mas se nenhum dos membros domina o assunto, então eles não conseguirão aprender juntos algo que não sabem; a não ser que cada um leia em separado, mas isso só demonstra não se aprende nada em conjunto. Grupos de estudo funcionam de duas formas: uma é quando cada um domina um assunto que o outro desconhece, pois dessa forma Fulano ensina Beltrano, enquanto Beltrano ensina Fulano. Outra é quando todos estudaram o mesmo assunto e encontram-se para debaterem-no, sendo essa menos produtiva. Podem reparar que em ambos os casos o aprendizado/desenvolvimento é um esforço individual, pois ninguém pode raciocinar por ti. O grupo serve para exponenciar o resultado, mas se teu resultado é zero, então não adianta de nada. Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2018. Victor Bayma.
  5. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Caro colega, Jorge de Assis, fico muito satisfeito em ter conhecimento da sua experiência! Que bom que você conseguiu fechar o seu agrupamento. Às vezes pequenas mudanças significam muito em termos de desempenho! Grande abraço! E bons tiros!
  6. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Pô Gustavo, maravilha! Que bom que você conseguiu achar uma posição de pés que serve para ti. Esse conhecimento não foi produzido por mim, na verdade é muito conhecido por atiradores estrangeiros e atiradores brasileiros que competem nos maiores campeonatos. A minha ideia é justamente trazer o máximo que eu puder da doutrina do tiro esportivo para todos os atiradores brasileiros, principalmente para os iniciantes. Sua história me estimula a continuar escrevendo. Atualmente estou atarefado com os treinos para as finais do Estadual do RJ e do Campeonato Brasileiro, mas quando eu tiver mais tempo - e formar conteúdo suficiente - publicarei mais artigos. Obrigado pelo seu feedback! Abraço.
  7. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Agradeço pelo seu feedback, Aurélio!
  8. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Bacana! 👍
  9. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Um artigo que explica muito bem as posturas de tiro. Está em inglês. https://www.issf-sports.org/getfile.aspx?mod=docf&pane=1&inst=166&iist=45&file=1999 01 Reinkemeier Basic sighting position.pdf
  10. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Opa! Fico muito feliz por ter ajudado você, Gustavo! Respondendo à sua pergunta... Veja bem, o Tiro Esportivo é um esporte complexo e detalhista. Eu só falei dos pés e mesmo assim não concluí tudo, foi um resumo. Então é necessário que você continue observando-se a fim de descobrir o problema. Mas, claro! Supondo que somente ajustar a sua base resolva o problema, sim, você deve juntar os seus pé (um pouco, até a largura do ombro, não recomendo juntar mais do que disso, senão perde o equilíbrio), e pode levar o seu pé direito para trás em relação à linha do alvo (veja as seta preta no meu desenho, quando você recua o pé direito o seu quadril vira naturalmente para a direita do alvo). Ao ajustar a sua base tenha em mente que seus ajustes devem ser mínimos! Vai experimentando tipo 1 centímetro de cada vez, dê uns 3 ou 5 tiros só para ver aonde você está agrupando. Lembre-se, mais importante do que acertar o alvo é agrupar os tiros. Ou seja, melhor fazer um único furo com 10 tiros no 8, do que acertar fazer "queijo suíço" na área do 9 (em cima, em baixo, na esquerda, na direita), capiche? Hobin Hood acerta flecha, atrás de flecha, significa que ele pode fazer um buraco só no "bullseye", ou no prego que segura o alvo. Ele pode escrever o nome dele no alvo, se ele quiser, porque mais importante que acertar o alvo é ter o domínio sobre o tiro. O que eu quero dizer com isso é que você deve fazer pequenos ajustes e atirar o melhor que puder, sem tentar fazer pontos, ou acertar o centro. Faça os ajustes e naturalmente o seu NPA - Ponto Natural de Mira - vai coincidir com o centro do alvo. Eu pretendo escrever mais sobre as outras nuances do tiro, mas antes disso eu vou estudar mais para passar informações precisas. Outra coisa que pode ser também, e você mesmo já cogitou, é a posição da cabeça. Veja bem, o ideal é posicionar a cabeça de forma confortável e apontando o quanto puder para o alvo. Se sua cabeça não estiver suficientemente apontada para o alvo, o seu olho direito (você é destro) vai ter uma visão borrada do alvo, por causa do seu nariz. A visão do seu próprio nariz pode entrar na frente do alvo e obstruir sua visada. E isso leva ao erro também. Se você quiser, você pode tirar fotos suas em posição de tiro e eu tento avaliar o pode estar causando a sua tendência para cima e para a esquerda. Ah, uma outra coisa importante... Tiros a distâncias diferentes dão resultados diferentes. Alvos colocados a distâncias diferentes requerem clicagens/regulagens diferentes. Não sei se é o seu caso, mas não ache que você acertará no centro do mesmo alvo se mudar a distância dele sem também clicar a arma. A regulagem da arma deve ser alterada, o que não pode ser alterado é a sua forma de colocar a cabeça na coronha, ou sua forma de apoiar no ombro, etc. Nós atiradores devemos ter uma postura padronizado para atirar, para termos tiros padronizados. Qualquer movimentozinho de um tiro para o outro faz muita diferença. Espero tê-lo ajudado, Gustavo. Seja bem-vindo novamente ao Tiro Esportivo! Abraço! Victor Bayma.
  11. Victor Bayma

    Posição Externa de Tiro - Parte 1

    Posição Externa de Tiro A posição externa de tiro para a modalidade Carabina de Ar é uma verdadeira ciência que rende muitos artigos à parte. O corpo do atirador é único, possui características exclusivas, e na prática cada atirador deve achar a sua postura ideal fazendo ajustes. Felizmente, os mais antigos encontraram uma postura que, via de regra, serve a todos. Encontraram, em meio a tantas possibilidades, um padrão postural que confere maior estabilidade e economia de energia, capacitando o atirador a realizar provas mais longas mantendo a qualidade de seus disparos. Normalmente quando alguém começa no Tiro Esportivo assume uma postura cujo tronco ou está muito curvado à frente, ou muito curvado para trás. Também é possível notar que seus braços "flutuam" para fazer a mira, ou seja, pouco encostam no corpo e ficam abertos. A base dos pés é aberta com o pé da frente apontando para o alvo. Consequentemente o corpo todo segue os pés, expondo a barriga para o alvo, como se o atirador fosse andar ou correr do alvo. Essa postura é conhecida como "postura de caçador". Então, conforme o atirador tem contato com o técnico, ou com colegas mais experientes ele descobre aquela postura externa que é ensinada aos melhores do mundo, a postura em pé oficial do tiro com carabina/rifle. Para delinear esta postura é necessário decompô-la em partes do corpo, cada uma rende páginas, mas neste tópico tratarei de resumir os seus pontos mais importantes. Pés e o Centro de Gravidade A posição dos seus pés definirá a direção de todo o corpo. O Tiro Esportivo, diferentemente do Tiro Prático ou de defesa, despreza ameaças externas, então o atleta não precisa assumir uma base de tiro defensiva, ele pode acomodar-se numa só posição e permanecer com seus pés plantados no chão até o fim de sua prova tranquilamente. Tendo em mente que sua prova é estática, e que sua modalidade é de precisão, e não de velocidade, o atirador deve assumir uma postura imóvel, equilibrada e confortável. Sendo assim, deve-se traçar (mentalmente ou com ajuda de equipamentos) a linha reta perfeita em relação ao seu alvo e posicionar-se paralelamente a esta, como se fosse um equilibrista pisando numa corda. O seu Centro de Gravidade - CG - precisa estar alinhado com esta linha. Os pés ficam perpendiculares ao alvo, o seu equilíbrio será controlado pelos músculos das pernas, principalmente os que fazem a angulação dos pés, como tibial anterior e panturrilhas. Importante dizer que se você estiver pendendo o corpo à frente, você sentirá dores na ponta dos pés. Por conseguinte, dor na ponta dos pés é indicativo de que o atirador está mal equilibrado e pendendo à frente. Quando isso acontece, o corpo depende da musculatura das pernas para manter o equilíbrio e isso causa fadiga muscular, tremedeira. Se você for destro e pender para frente seus tiros tendem a errar o alvo para a direita, e você oscilará muito porque o seu CG estará chamando você para a direita e a sua musculatura estará corrigindo você para a esquerda. É justamente essa tensão entre os opostos que fará você oscilar drasticamente, além da tremedeira muscular que fará micro oscilações. Portanto, uma boa base é aquela que permite o seu corpo estar alinhado com o CG. Agora, nem todos conseguem manter o equilíbrio quando seus pés estão exatamente alinhados à linha do alvo. Um exemplo: os atiradores que têm sobrepeso normalmente têm seu CG deslocado em direção à barriga. Nestes casos ele teriam que curvar-se muito para trás para compensar este efeito, porém isto pode comprometer outras estruturas, isso pode dar muitas dores nas costas por ser algo forçado. Então uma solução é posicionar o seu pé direito (destros) um pouco à frente da linha do alvo para dar mais estabilidade e colocar o CG no eixo correto, reto ao chão. Pés e o Ponto Natural de Mira (NPA - Natural Point of Aim) Feche os olhos e entre em posição de tiro (com a arma descarregada de preferência), fique o mais natural possível, agora abra os olhos. Aonde você está mirando com relação ao alvo? Mais para a esquerda, mais para a direita? Esse provavelmente é o seu Ponto Natural de Mira. Tendo um destro como exemplo, o pé esquerdo dele pode ficar perpendicular em direção ao alvo, essa é a posição mais comum e mais fácil, muito embora alguns profissionais angulem os seus pés para dentro. O campeão olímpico de 2016, Niccolo Campriani, por exemplo, fecha o ângulo dos seus dois pés para dentro. Para angular os seus pés como os profissionais, você deve conhecer-se muito bem, e acima de tudo, saber o que está fazendo. Por isso sugiro que você comece com o pé esquerdo em 90º em relação ao seu alvo, com o tempo você pode experimentar novos ângulos. O pé direito, entretanto é o que serve de "leme", é ele que determina o compasso. Com o pé direito você pode traçar diferentes ângulos para toda a sua estrutura, inclusive sua arma. Use o seu pé direito para alinhar o seu Ponto Natural de Mira ou NPA ao alvo. Se você estiver errando os seus tiros para uma determinada direção (tendenciando) tenha em mente o seguinte: Para subir o tiro = abrir a base Para descer o tiro = fechar a base Atirar para a esquerda = pé direito à frente Atirar para a direita = pé direito para trás Você pode usar os seu pé direito para corrigir tendências ao invés de clicar a sua arma, porque se você compensar uma tendência ajustando a arma quando você encontrar a posição corporal sua arma estará errando os disparos. É tentar corrigir um problema criando outro. Se a sua tendência de erro for causada por um erro postural, corrija sua postura; e se a tendência for causada pelo equipamento, ajuste-o. Só não misture as coisas, para não fazer mais confusão! Para saber onde está o problema, é necessário desenvolver a sua autopercepção.
  12. Victor Bayma

    Que valor tem uma medalha?

    Recentemente, em um grupo de mensagens eletrônicas composto por atletas e agentes do Tiro Esportivo brasileiro eu testemunhei uma conversa onde alguns atletas estavam contestando "o cuidado e o carinho" da CBTE em relação a não repetir os mesmos modelos de medalhas do ano passado. Um dos envolvidos chegou a protestar com tom de indignação sobre o fato de que a Confederação não mudou o modelo para o ano de 2018, chegando a perguntar (fazendo referência ao comentário de um dos agentes) se "isso é falta de criatividade" (com três pontos de interrogação) e concluiu dizendo que "isso é desestimulante" (com três pontos de exclamação). Eu concordo que seria muito bacana se a CBTE confeccionasse novos modelos de medalha a cada ano, e acredito que esse é o consenso entre os demais atletas, no entanto nenhum dos colegas perguntou aos agentes que estavam envolvidos na discussão o porquê da entidade manter o mesmo padrão. Talvez fosse para não jogar fora as medalhas remanescentes de uma compra econômica com muitas unidades. Seja como for, e embora eu concorde com os colegas, o que me impressionou foi a forma um tanto autoritária de solicitar mudanças, comparável a incitar um motim, visto que os comentários foram feitos através de uma mídia não oficial da CBTE. Quando um atleta ganha uma medalha e sobe ao pódio uma nação inteira é capaz de comover-se em grande alegria - principalmente o atleta - ainda mais se for uma de ouro! Uma medalha é, talvez, o maior símbolo de uma conquista esportiva, ela está associada a toda a labuta, abnegação, obstinação, gana, e dor que um atleta sentiu para chegar entre os três melhores de uma disciplina esportiva. Entretanto, com toda a importância que é atribuída aos símbolos da conquista, um atleta geralmente só faz o seu nome quando realiza feitos de grande expressão. Enquanto ele não conseguir vencer um grande evento toda a labuta, abnegação, obstinação, gana, e dor remanescem desconhecidas. O atleta sofre calado até o seu grande momento. Coincidentemente, pouco antes de tomar ciência da referida polêmica eu estava estudando alguns artigos da ISSF (Federação Internacional do Tiro Esportivo) escritos por Ed Etzel e Uwe Riesterer sobre Autoconfiança. O atleta é o indivíduo que tem sede de superação, ele está sempre tentando fazer melhor, e segundo os referidos artigos, normalmente ele baseia todo o seu sucesso em resultados formais: pontuações, recordes e medalhas. Entretanto estes não são os únicos indicadores de desempenho. Segundo os autores, aqueles são os indicadores formais, porém existem indicadores que, embora não fiquem registrados na história, são de experiências muito significativas para o aprendizado do atleta. Dentre outros, destaca-se o estado de fluxo! Alguns atletas relatam que foram capazes de concentrarem-se extremamente, tendo poucas distrações e atirar aparentemente com pouco esforço consciente. Como já fora relatado por um deles: "É como se eu estivesse em piloto automático". Nestes momentos de fluxo, em que os atletas estão com máxima atenção no aqui e agora são capazes de ter performances de pico. Vários autores já escreveram sobre o estado de fluxo, e o mais antigo a pisar na Terra - Lao Tsé - legou-nos o Tao Te Ching! Mais recentemente na história grandes psicólogos como Csikszentimihalyi e Abraham Maslow também fizeram suas contribuições sobre os estados de fluxo linkando-os às experiências de pico. Em minha experiência pessoal já fui capaz de experimentar estados de fluxo, chegando a fazer, por exemplo, uma sequência de 12 tiros no dez, na modalidade de Carabina de Ar ISSF (no meu nível atual isso é uma façanha). Já pude fazer 294/300 na modalidade Carabina Mira Aberta de Ar em um evento à parte no meu primeiro ano de Tiro Esportivo sem ter tocado na minha arma durante dois meses, pois estava em manutenção. Quando se está em fluxo, nada mais importa, você sente alegria de estar vivo, de estar vivenciando o momento presente e quer agradecer por isso. É um estado de arte, onde proezas acontecem. Então existe muito mais entre o céu e a terra do que puramente pelejar pela vitória e ostentar medalhas. A cultura de que autoestima é igual a realizar feitos (vencer) é uma problemática que permeia não só o Tiro Esportivo como todos os contextos humanos possíveis e imagináveis, pois está pautada no ego. A todo instante somos julgados pela posição que ocupamos e isso afeta diretamente a nossa autoconfiança e autoestima, porque se não estamos no pódio, então somos julgados como sendo ninguém, e se dentro do pódio não pisarmos mais alto, então tem alguém pisando em nós. Essa é a métrica terrestre. Se deixarmos ideias como estas entrarem em nossas mentes (e corações), desenvolveremos o que os autores chamam de critical parent, ou "o crítico". O crítico vai criar um monólogo mental altamente negativo, fará você ter medo de errar o alvo, e você vai errar; fará você subtrair os pontos perdidos durante a prova, e você vai perder mais ainda, etc. Atualmente isso leva o nome de autossabotagem. Tudo porque você deixa que os outros julguem você pela quantidade de medalhas e de feitos, e consequentemente acaba julgando seus próprios colegas pela mesma régua. Então como sair disso? Primeiro de tudo é acabar de vez com essa métrica de feitos. Ter humildade para reconhecer que embora você tenha dias de excelente performance, você também tem dias ruins no estande, e que é assim com todos. Cada dia em que damos o nosso melhor, isto sim, é um vitória! Precisamos entender que o sucesso é uma viagem e não um destino. Então, de forma simplista, temos que o atirador de nível olímpico tem 1459 dias de pura dedicação até o seu 1460º dia, quando em poucas horas pode receber uma medalha ou não. Se ele for o primeiro colocado, então é uma benção que todos louvam, mas e se ele terminar em 4º? Será que todo o seu esforço foi-se em vão? Será que ele não cresceu como atleta e como pessoa em todo esse tempo de preparação? Se ele estiver medindo seu sucesso pela métrica tradicional ele estará arrasado! Tal como relata o campeão olímpico Abhinav Bindra em seu livro, A Shot At History, quando ele perdeu a Olimpíada de Atenas em 2004. Porém se o atirador em questão estiver medindo o seu sucesso com relação ao quanto ele aprendeu, melhorou, cresceu, amadureceu, ajudou seus colegas e o quanto ele fruiu até chegar ao dia-D, aí sim, a partir desta perspectiva o atirador conservará sua auto-apreciação e paz de espírito intactas, e principalmente: será humilde para com os demais. Um exemplo marcante para mim surgiu enquanto assistia à pole-position, e depois, à corrida do circuito de Marina Bay da Fórmula 1 em Singapura, 2018. Na pole, Lewis Hamilton classificou-se em primeiro, e falou coisas como aquilo "foi como mágica" e etc. Em contrapartida estava Max Verstappen, que apesar de ter-se qualificado em segundo, demonstrou sentimentos de gratidão e felicidade dizendo que seu resultado foi excelente para a quantidade de problemas que ele teve durante a classificação. No dia seguinte, Hamilton venceu a corrida; e Max, em segundo, foi eleito o piloto favorito. Isso serve para mostrar que existem indicadores tão, ou mais importantes do que as próprias medalhas ou troféus. Mais vale como você percorre o caminho ao pódio, do que o pódio em si. Até porque existem pessoas que são tão obcecadas pelas medalhas, fama, opinião dos outros que fazem uso de doping só para conseguí-las. Custe o que custar! A medalha não pode ser mais importante que o feito, e o feito não pode ser mais importante do que como foi feito! É por isso que sou contra a atitude de reivindicar que as medalhas da CBTE sejam sempre diferentes, desde que falando mal da instituição. São só pedaços de metal, podem ser quadrados, podem ser redondos, podem ser iguais aos dos anos anteriores, para quem realmente gosta de atirar isso não vai fazer diferença alguma! Quem atira pelo estado de arte, ou de fluxo não coloca a sua motivação em cima de bases tão frágeis quanto o modelo de medalha que pode vir a receber, se receber. O feito está acima das medalhas, e a glória está em como você percorreu o seu caminho, ganhando medalha ou não. Teve alegria ao percorrer o caminho, ou ficou aborrecido pelas adversidades? Tratou bem os seus colegas e técnicos, ou ficou querendo ser melhor que todos? Tratou bem as instituições e seus funcionários, ou ficou reclamando e falando mal de todos como se tu fostes o dono da verdade? Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2018. Victor Bayma.
  13. Victor Bayma

    Como funciona a Academia do Tiro Esportivo ?

    Atualmente o CMTE - Centro MILITAR de Tiro Esportivo (antigo CNTE) encontra-se disponível para eventos, como por exemplo o Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo, A final do Campeonato Estadual de Tiro Esportivo (Federação de Tiro Esportivo do Rio de Janeiro - FTERJ) e, segundo o Wendell Goes, para provas da própria Academia do Tiro Esportivo. Sendo que há custos para os organizadores dos eventos, e atualmente significa até o presente dia, 13 de dezembro de 2017. Abraço, Victor Bayma.
  14. Victor Bayma

    Technogun Vetor & Strike 4,5mm

    https://www.youtube.com/watch?v=mgkqJJbKYvg https://www.youtube.com/watch?v=kaoY6gumdYg https://www.youtube.com/watch?v=gByxwQB_MDM https://www.youtube.com/watch?v=NPG94VMWPww https://www.youtube.com/watch?v=QCd5_Ql60q0 https://www.youtube.com/watch?v=ZrasQOojFyo Muito obrigado Zaitsev! Uma coisa que eu tenho em mente é que por mais que você tenha títulos, o próximo pode ser de outra pessoa. O caminho para a vitória é o mesmo para todos. O treino. Alguns nascem com mais facilidade que outros, mas pode apostar, se estes alguns não treinarem, não adianta. Se você não procura se superar, o cara que aparentemente é ruim e treina todo santo dia, vai te passar. Pode até demorar, mas vai conseguir. Quem quer e trabalha para isso, consegue. Qualquer um pode ser o melhor, basta treinar mais que o outro, e esse é um dos “porquês” que não devemos nos sobrepor aos outros e nem humilha-los. Só porque você é vitorioso num dia, não significa que no outro seja, às vezes é só uma questão de tempo até alguém te “tomar” essa posição, então por que deixar um título te fazer achar que é melhor do que os outros? Todos são capazes, TODOS. Eu acredito que tudo é questão de treino, na China há mestres de Kung-Fu anciãos capazes de fazer coisas que até os mais jovens não conseguem, há um tempo assisti a um vídeo no YouTube de um senhor que inclusive tinha sobrepeso e decidiu aos seus 64 anos malhar. Fazer flexões, abdominais e tudo mais. Em algum tempo de treino e dedicação ele conseguia fazer exercícios incríveis e já não tinha mais sobrepeso, pelo contrário, era magro, um tanto musculoso e bem definido. Este senhor é um grande exemplo do poder da mente humana. Às vezes nós mesmos pomos obstáculos em nosso próprio caminho, talvez por medo de falhar, ou até mesmo, medo de conseguir. Você gostava de andar de bicicleta, mas perdeu uma das pernas? E agora, vai parar de andar? Não! Há pessoas que conseguem não só pedalar, mas, empinar a bicicleta, fazer trilhas morro abaixo saltando em rampas com uma perna só, coisas que a maioria das pessoas diria que são impossíveis para alguém que perdeu a perna. Mas tem gente que consegue, e consegue porque decide continuar e nunca desistir. Idade não é limite! Deficiência não é limite! Limite somos nós mesmos que pomos. Zaitsev, meu amigo, esqueça esse lance de idade. Se você treinar pra VALER, será VOCÊ a grande surpresa do próximo encontro, todos aqueles atiradores vão ficam de olhos arregalados! Não desiste, tira esse limite do seu caminho, se você acha que sua pontuação não está tão legal assim, treine mais, transforme seus treinos irregulares em regulares, que você vai melhorar de forma absurda! Comece separando um tempinho para isso, bem leve, não tente fazer 300 pontos em uma semana, tente apenas melhorar você mesmo aos pouquinhos, com o tempo você tomará gosto pelo que está fazendo e vai querer treinar ainda mais. Como diz um amigo meu “Tudo pode te trair, exceto seu treinamento”. Então não se deixe abater, e se for abatido caia ATIRANDO rsrs E respondendo a pergunta: Lembro não xD
  15. Victor Bayma

    Technogun Vetor & Strike 4,5mm

    Muito bom review, meu caro Zaitsev, muito bem embasado e conclusivo! Está de parabéns! Quero aproveitar e agradecer pela forma tão positiva com a qual me citou neste tópico. É realmente uma honra e esse é o tipo de coisa que nos dá ânimo de continuar no esporte, de treinar mais e mais, então obrigado mesmo pela força! Eu gostaria também de abrir um pequeno parêntesis sobre minha pontuação no 2° Encontro Nacional de Atiradores do CCTN. Até onde me lembro, minha pontuação fora 294 e não 297 (quem dera rsrs). A sorte estava do meu lado naquele dia Sem sombra de dúvidas o evento foi um marco na minha carreira de atirador, nem eu achava que era capaz de fazer tal pontuação, ainda menos em meio a tantos atiradores reconhecidos no mundo do Tiro Esportivo. / Mas quanto ao chumbinho Vetor*, pelo seu preço e pelos seus resultados, esta se tornou minha munição de treino favorita. Inclusive, ocorreu um fato bem inusitado comigo: num belo dia de campeonato eu não tinha levado os meus H&N Finale Match Rifle para a competição, e por INCRÍVEL QUE PAREÇA, consegui fazer 292 pontos na Carabina Mira Aberta de Ar com esses "Diabinhos Verdes" da Technogun! Da pra acreditar? Se você por um Vetor e um H&N lado a lado, verá que o Vetor é um pouco mais torto que o H&N (aliás o H&N não é torto rs), eu inclusive tenho a impressão de que os chumbinhos que vieram nas primeiras latinhas que comprei eram menos lisos do que os "Vetores" que comprei recentemente. A estética do chumbo induz você a achar que ele não é de nada, aliás os produtos nacionais já tem uma reputação muito ruim. No entanto eu consigo bons agrupamentos com tal munição, fiquei muito surpreso quando percebi que estava usando o Vetor ao invés do H&N no campeonato, só percebi depois, talvez se tivesse percebido durante a prova meu psicológico iria abaixo hahaha. Confesso que das nacionais nenhuma me satisfaz mais que esta, foi um grande salto para a tecnologia brasileira na minha opinião, o chumbo só deixa a desejar na limpeza, pois há muitos resíduos de chumbo soltos nas latinhas, tanto é que depois de alguns tiros seus dedos ficam visivelmente sujos, então isso é um ponto negativo que precisa mudar, mas estou bem confiante de que a empresa os aprimore, de resto é muito bom. Espero que não aumentem o preço dele conforme o chumbinho Rifle, que do nada passou de mais ou menos R$4,60 para R$12,00 sem sequer ter sido melhorado para valer isso tudo. Bem... é "só" isso, desejo a todos bons tiros neste 2015 e um grande abraço ao Zaitsev!
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