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@  Edson_DF : (19 agosto 2017 - 19:04) mount dm 70
@  Eduardo Macedo : (18 agosto 2017 - 12:57) http://carabinasdear...e-3#entry286103
@  EVERTON BRASIL : (18 agosto 2017 - 08:46) bom dia pessoal
@  ADRIANORS : (17 agosto 2017 - 15:04) enviei MP...pobrigado...
@  ADRIANORS : (17 agosto 2017 - 14:46) ok!! via MP?
@  francis frozi : (17 agosto 2017 - 13:13) @ADRIANORS entra em contato com o @Raufemann Fritz ele decifra pra vc!!!
@  ADRIANORS : (17 agosto 2017 - 12:30) Boa tarde ...estou com uma carabina que p´rescisamos retirar o muzzle para ver o porque dele estar meio abaixado, atrapalhando a mira. Uma HT 125 sniper. tem uma porca que prende o mesmo na ponta do cano, dentro do muzzle abafador,,,fui com a arma em uma borracheiro com aquelas pistolas de ar comprimido, nem assim a porca saiu...alguem já conseguiu retiarar a bicha??
@  ASC_Cuiabá : (17 agosto 2017 - 10:21) @Eduardo Macedo Bom dia. Você moveu a rifa da leapers para negócios concretizados.
@  francis frozi : (17 agosto 2017 - 08:54) Bom dia CA!!! Otima quinta a todos
@  Eduardo Macedo : (16 agosto 2017 - 12:46) Boa Tarde!
@  alaorbraga : (14 agosto 2017 - 12:00) Bom dia e boa semana pessoal...
@  opinion : (14 agosto 2017 - 09:58) bom dia amigos e eduardo obrigado pelo link vou analisar .
@  EVERTON BRASIL : (14 agosto 2017 - 08:43) bom dia pessoal
@  Eduardo Macedo : (13 agosto 2017 - 19:13) @opinion http://carabinasdear...mk4-nova-r1100/
@  opinion : (13 agosto 2017 - 19:07) alguem ai tem uma bomba manual pcp para negocio ?
@  opinion : (13 agosto 2017 - 19:06) boa noite galera
@  Eduardo Macedo : (11 agosto 2017 - 07:56) Bom dia e uma ótima sexta-feira a todos!!!
@  francis frozi : (11 agosto 2017 - 07:23) Bom dia! Excelente sexta a todos amigos do CA!!!
@  Rodrigogoodd... : (10 agosto 2017 - 21:32) boa sexta para todos.
@  Rodrigogoodd... : (10 agosto 2017 - 21:32) vlw galera
@  MarcosP : (10 agosto 2017 - 20:56) Rodrigo, se vc quer MESMO uma determinada carabina, pode importar diretamente, sem necessidade de loja
@  ThiagoBF : (10 agosto 2017 - 20:34) @Rodrigogooddeath O mercado segue sua lógica de oferta e procura. Se tu procuras uma carabina que tem pouca saída, as lojas não tem interesse em vendê-las mais.
@  Rodrigogoodd... : (10 agosto 2017 - 19:08) é isso mesmo
@  Rodrigogoodd... : (10 agosto 2017 - 19:08) pois sempre que procuro uma carabina em especial nunca tem e sem previsão de importação
@  Rodrigogoodd... : (10 agosto 2017 - 19:07) pessoal é impressão minha ou mercado nacional está parando de comercializar armas de pressão
@  Rodrigogoodd... : (10 agosto 2017 - 19:06) boa noite galera
@  Andre Xavier : (10 agosto 2017 - 13:03) andre xavier
@  Everton : (10 agosto 2017 - 00:29) Prova em Cotiporã nesse final de semana galera!!! Ver no CA em: FTSG / FIELD TARGET SERRA GAÚCHA / CALENDÁRIO 2017
@  Everton : (10 agosto 2017 - 00:28) Parabéns CA!!!
@  Mario Tulio : (09 agosto 2017 - 19:28) :thumbsup:
@  francis frozi : (09 agosto 2017 - 18:33) Parabens Macedo e demais membros pela comunicabilidade do CA!!!
@  Andre_Souza_... : (09 agosto 2017 - 18:20) Boa noite @rtgrando!!! Valeu pela info!!! E quanto a manutenção??? As Cometa's são fáceis? Abraços
@  ThiagoBF : (09 agosto 2017 - 17:13) :fun: :fun: :fun: :thumbsup: :thumbsup: :goodjob: :goodjob:
@  Eduardo Macedo : (09 agosto 2017 - 12:51) Batemos a marca dos 9.000 cadastros - 9.016 Membros
@  Eduardo Macedo : (09 agosto 2017 - 12:51) Boa tarde CA.

Conteúdo mais reputado


#73712 TX200 MKIII X HW97KL Comparativo By Mussy Pai

Postado por Mussy - Pai em 01 setembro 2012 - 20:25

Histórico.
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Ambas as carabinas foram adquiridas através do Compra e Venda do Fórum CA.

A Air Arms TX200MKIII, foi adquirida em 12/07/12 do Usuário Tracman (Bruno) e a Weihrauch HW97 KL, em 06/08/2012 do Usuário Henrique Coelho. Ambas estão em estado original, sem Tunning e em perfeito estado de conservação e funcionamento.

Foram dois ótimos negócios, sendo os companheiros Tracman e Henrique Coelho, merecedores dos melhores e maiores elogios pela conduta fiel e honesta. Aproveito o momento para referenciá-los pessoal e comercialmente, agradecendo pela oportunidade do negócio que realizamos.

I - Introdução.

Objetivo deste Review não é comprovar ser uma ou outra carabina a melhor ou o desmerecimento de qualquer uma quanto a precisão ou acurára. No momento julgo-me com experiência insuficiente com ambas para tal feito. Espero que no futuro rever esta afirmação, tendo bagagem e conhecimentos práticos mais aprimorados e com informações suficientes para eleger um delas. Por hora ficarei apenas em comparações e opiniões pessoais, deixando antecipadamente liberdade aos usuários e leitores para interagir com comentários, sugestões de inclusões ou exclusões das informações aqui contidas.



II - Considerações Iniciais

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Tratam-se de duas Marcas e Modelos Mundiais renomados e presentes em competições importantes. Em suas categorias (ação de mola) estão no topo de competição, apresentam-se nas mãos dos mais qualificados e experientes atiradores e competidores espalhados pelo mundo.

Se existisse consenso e unanimidade, certamente a supremacia de uso seria atribuída somente a uma delas. Porém, percebe-se vantagem na preferência e maior número de resultados positivos atribuídos em favor da AA TX 200 MK III.



III – Descrição

O primeiro contato com a TX 200 ou com a HW97, com certeza enche os olhos e estimula a cobiça e o desejo, mesmo dos mais críticos e exigentes atiradores.

Sem tocá-las é possível verificar e avaliar que são Carabinas robustas e de primoroso e excelente projeto construtivo, somados a um acabamento diferenciado e merecedor de grandes elogios.

Ao empunha-las pela primeira vez, o pensamento que vem a mente é; “Como Pesa!!”. Passado o susto e antes mesmo do primeiro disparo, desencadeia-se o processo de conhecimento, avaliação e comparação o qual passo a descrever:




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2.1 – Justificativas da Ficha de Avaliação

1. Visual Geral do Conjunto

A TX200, possuí o visual clássico e tradicional das coronhas de madeira. Seu Zigrinado com a arte em escamas e belos detalhes de entorno que se não, muito parecidos com Flor de Lis, valorizam em muito o conjunto . Seu cano com 20mm de diâmetro sobreposto a alavanca de armar imprime imponência , dando a impressão de uma robustez extrema. Isto aliado a perfeita harmonia com a telha da coronha e com as medidas robustas de diâmetro e altura, me faz reconhecer ser esta a mais bela carabina, que já vi, empunhei e atirei.

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A HW97KL, com a coronha em madeira Faia em sua versão Laminada, possui mesclado em cores azul, bege e preto, causando um efeito azul acinzentado muito bonito e conferindo-lhe um estilo moderno e diferenciado. A qual mesmo tendo uma coronha lisa e sem zingrinados, exerce grande encanto. Seu cano com menor diâmetro (15mm), o qual equivale ao diâmetro da Alavanca de Armar, é compensado por um focinho (muzlle) conferindo-lhe também um belo acabamento. Fato que proporciona equilíbrio com a coronha delgada, deixando o visual de conjunto agradável ao olhos e merecedor de grandes elogios.

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2. Oxidação

TX200 e HW97
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Ao examinar detalhadamente a oxidação de ambas utilizando luz natural, luz incandescente e luz fluorescente, não foi encontrada variação de cor, falhas ou manchas nas oxidações. Nem mesmo próximo de possíveis pontos de soldagem em qualquer uma das duas carabinas se pode destacar alguma falha. O único diferencial percebido é o belíssimo Black Piano da TX 200 versus o Black de uma oxidação excepcional da HW97.
Válido o comentário de uma perceptível diferença entre a oxidação da HW97K, comparada a uma HW50 que possuo. O que me induz a crer em um “possível” maior zelo no processo de oxidação das carabinas HW de maior valor agregado. Alerto ser esta afirmação somente uma suposição.

3. Usinagem e Acabamento Fabril Externo.
A usinagem e acabamento da TX 200, busca por formas e tendências arredondadas em cantos e junções, sendo muito bem produzida em torno e fresa. Fácil comprovar um zelo especial e um perfeito acabamento em todas as partes fixas e móveis. Dentre as quais, cito as laterais da câmara de municiamento, a fresa no cilindro por onde desliza a haste que conduz o pistão e o trilho de fixação de Mira Ótica.
A Weihrauch busca por formas de acabamentos em cantos quebrados, os quais também são primorosos, porém sem o mesmo zelo que a Air Arms. Apesar desta comparação aparentemente negativa, ainda assim o acabamento fabril é incomparável com as navalhas apresentadas na grande maioria das carabinas dos mais diversos fabricantes.




4. Ergonomia de Coronhas ( Destras)
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Bio Tipo Mussy Pai – Normolíneo, Estatura 1,75mt , Peso 90Kg.

Minha concepção de coronha é a mesma um sapato: “A beleza perde encanto se o conforto não for compensatório”. Entretanto, para atingir algum objetivo com eficácia, o desconforto poderá ser justificado. Então:

Sinto-me bastante confortável com a Ergonomia Geral da TX200, justificado pelo maior distanciamento entre o gatilho e soleira, proporcionando ao meu Biotipo uma melhor flexão do cotovelo, o que proporciona encaixe quase automático entre a empunhadura e busca do alvo nos tiros em pé e sem apoio. Por ser mais escavada em seu local de pegada, permite uma melhor acomodação da eminência tênar, o que somado ao zingrinado proporciona ótima aderência da mão na empunhadura. Sua elevação é dimensionada de forma mais alta e protuberante, conferindo excelente encaixe e confortável acomodação para o rosto. Por fim, sua telha que possuí cerca de 15 a 20mm de elevação a mais comparativamente com a HW97, o que contribui nos tiros nas posições em pé e apoiada nos joelhos (Posição FT). Porém, para a prática do FT um Hamster bem dimensionado é indispensável.

Com relação a HW97, por ela apresentar um menor distanciamento entre gatilho e soleira, eu necessito de maior disciplina na busca de um bom posicionamento, sentindo-me de certa maneira espremido pelo encaixe e pegada da mão no Grip, isto em complemento com ação de encostar a soleira no ombro e o rosto na almofada pouco protuberante. Contudo faço valer minha consideração inicial sobre o sapato, tendo visto que tenho obtido melhores resultados com a HW97. “Vai se entender.”


5 – Soleira.

Pouco a comentar, apenas que apresentam boa qualidade fabril, tendo por diferencial a soleira da TX 200 ventilada e a HW97 maciça. Para um melhor posicionamento e encaixe, talvez seja interessante à grande maioria substituí-las por soleiras reguláveis.
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6 – Ação para Armar.

Ambas as Carabinas tem ações idênticas, porém de processo diferenciado. A liberação da alavanca de compressão da TX 200 é realizada pela pressão do polegar e indicador entre o cano e a alavanca, ocasionando o deslocamento da ponta escavada da alavanca para fora do centro da esfera de sustentação. Após a liberação percebe-se um deslizar sem resistência em alguns centímetros, iniciando então a abertura da câmara de municiamento e a compressão do conjunto da mola e pistão. A compressão é suave e ocorre de forma gradativa em uso de esforço, sendo a maior aplicação de força, do meio para o fim do curso total da alavanca. Ao final de seu curso são ouvidos três cliques, que sinalizam o travamento do gatilho, da câmara de municiamento e da alavanca de compressão da mola. O retorno da alavanca a sua posição de descanso somente é liberado após o pressionamento da tecla de segurança que serve também ao fechamento da câmara de municionamento e alavanca conjuntamente.

TX200
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O processo de armar da HW97, inicia-se com o “push” do botão de travamento, utilizando o dedo indicador e pinçando a alavanca com o polegar e o dedo médio. Perceptível maior exigência de força, comparativamente com igual operação na TX200. Um detalhe que chama a atenção isto em longas sessões com muitos tiros, é o desconforto causado pelo botão “Vazado” da trava da alavanca, a ponta do dedo indicador.

HW97K
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7 – Municiamento

Tanto TX 200 como a HW97, apresentam o mesmo sistema. A H97 apresenta a abertura com corte horizontal, com diâmetro de 30mm e próximo a 180º, que somados ao furo do cano deslocado para cima (próximo da abertura da câmara), possibilitam maior visualização e liberdade para a ação dos dedos na operação de municiamento. Com certeza este fator é facilitador aos atiradores de mãos grandes e principalmente para dedos mais grossos.

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a TX200 apresenta a mesma abertura de 30mm, porém o posicionamento da abertura da câmara é inclinado para direita, com o ponto do furo do cano posicionado ao centro da câmara, necessitando de maior prática, destreza e disciplina na operação, sendo necessário um bom posicionamento do chumbo entre os dedos para evitar um certo malabarismo na busca do furo do cano. A menor abertura, não deve ser considerada como falha ou defeito de projeto e sim tão somente um detalhe de concepção e comparação menos favorável.

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8 – Segurança

Tanto a TX200, quanto a HW97, apresentam sistema de travamento automático prevenindo disparos acidentais, localizado em ambas ao final do corpo da câmara. Um segundo dispositivo de segurança, localizado a direita e acima da telha, equipa a TX200. Sua função é evitar o fechamento acidental da câmara de municiamento, com o retorno involuntário da alavanca de compressão da Mola, o que poderia ser causado por um gatilho aliviado em demasia, isto se a trava de gatilho vir a falhar. Tal dispositivo extra de segurança, torna-se desnecessário por um correto e seguro processo de armar e municiar, visto ser inconcebível fazê-lo em qualquer uma das duas carabinas sem estar segurando firmemente a alavanca de compressão com a mão esquerda, com a soleira apoiada na virilha (em pé) ou sob a perna ( sentado).

Trava Automática Gatilho HW97, liberada por ação do polegar
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Trava automática Gatilho TX200, também liberada por ação do polegar
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Vale a TX 200, “Menção Honrosa” pela dupla segurança, pois penso que em se tratando de segurança, é “Melhor Pecar pelo Excesso do que lamentar a FALTA”.

Trava de liberação de retorno da Alavanca e Fechamento Camara de municiamento TX200
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9 – Gatilho

As duas carabinas são equipadas com dois excelentes gatilhos, mas de origens diferentes. Ambos possuem ação de duplo estágio, reguláveis em peso e arrasto, permitindo regulagens para todos os gostos e ações. Vale a recomendação de não alterar sua configuração original a esmo ou sem conhecimento para tal, visto que para plena satisfação de resultado os dois estágios necessitam agir em harmonia. Recomendo antes de qualquer alteração, efetuar a marcação dos pontos originais, sendo valiosa esta referencia caso de retornar a configuração original depois de uma regulagem não satisfatória.


10- Recuo

O recuo faz parte do exercício do tiro. Em springers de mola, independente da categoria de potência, ocorre em forma de duplo recuo. Fato notório que em carabinas de mesma potência, porém de fabricantes diferentes, o recuo apresenta-se com maior ou menor intensidade, determinado pela concepção de projeto.
Com a Tx200 e HW 97 não seria diferente. Classifico ambas com recuo moderado e de fácil adaptação. Para determinar qual carabina apresenta maior recuo, utilizei como método disparos alternados em uma sequencia de 10 disparos. Os disparos foram realizados em pé e de olhos fechados, buscando dissipar qualquer amortecimento e distração do objetivo único de sentir apenas o recuo. Através desta metodologia amadora, porém conclusiva, o menor recuo foi favorável a TX200. Contudo não por isso a HW pode ser chamada de trancuda e sim apenas, que a sensação de recuo foi superior no teste realizado.



11 – Vibração

Durante a avaliação de recuo foi possível também perceber maior vibração na HW97. Mas para sua constatação definitiva, foi acoplado um Vibrômetro na coronha, posicionado em ambas no entremeio da câmara de compressão, tendo como resultado a confirmação de maior vibração para HW97.


12 – Sonoridade

Ainda será efetuado medição com o uso um Decíbelimetro



IV – Resultados e Práticas de Campo


1 – Cronógrafo
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Gráficos de Constância de Velocidade

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2 - Agrupamentos com a HW97kl - Distância 23 /25,2yd. Sentado/apoio com Sandbag JSB Exact 8,44 G.

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3 – Agrupamentos com a TX200 mkIII - Distância 23m/25,2Yds
Sentado/apoio com Sandbag Chumbo JSB Heavy 10,34Gr.
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3 - Agrupamentos TX200mkIII e HW97kl Distância 50 Mts / 54,7Yds
Sentado/apoio com Sandbag.
TX200 MkIII - Chumbo JSB Heavy 10,34gr HW97kl - Chumbo JSB Exact 8,44gr
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4 – Agrupamentos Memoráveis e que merecem registro.

TX 200 23Mts/25,2yds | HW97Kl 50Mts/54,7Yds
2 Moscas desavisadas resolveram | Este agrupamento dispensa comentário,
pousar sobre o alvo, assim foram 5 | apenas que houve um desgarrado em
tiros no 10 e 2 nas Moscas. | 10mm dos demais em 50 mts

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Tiro efetuado a 50 Mts / 54,7Yds, sentado, apoiado em Sandbag com a TX200
Luneta zerada nos 50 mts / 54,7Yds
Alvo Cigarro, atingido no primeiro Disparo efetuado. em 07/09/2012
By Mussy Pai
Imagem Postada
foto by João Mussy

Outro tiro efetuado a 50 Mts / 54,7Yds, nas mesmas condições anteriores, porém efetuado
pelo "meu filho João Mussy". De novo. One Shot one Kill.
e dá-lhe João....
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5 – Manutenção

Como qualquer carabina estas também necessitam de zelo e manutenção . Como o tópico já se estende por muito, deixarei para uma próxima oportunidade as manutenções de 1º e 2º escalões.
Deixo apenas a menção de que em carabinas de ação por mola, de média e alta potência o uso de pellets de limpeza pode causar a quebra da mola, não sendo recomendado seu uso na TX 200 e HW97.



Considerações Finais

Tanto a TX 200 MKIII, quanto a HW97, apesar de objeto de grande desejo, não devem ser vistas, ou preteridas como Carabinas de entrada à prática do Tiro com Ar comprimido. Assim como também de pouco adianta uma TX200 ou uma HW97 , sem o acesso a Clube ou local particular com espaço apropriado para a pratica de tiros de longa distância (acima de 30mts). Atirar em latinhas (Plinking) a 50 mts, mesmo em pé e sem apoio, é queimar vela boa para defunto ruim, não teria sentido, muito menos desafio ou graça. Mesmo com um bom local, torna-se necessário saber qual modalidade traria prazer e satisfação, visto nem sempre só a Mira Ótica agrada. Atirar com Mira Aberta, pode ser até mais prazerosas opções que não estas. Se financeiramente for possível investir em valor similar, a HW77 seria uma excelente opção, pois possuí Mira Aberta e tem a mesma mecânica da HW97.
Contudo, se a dúvida pairar exclusivamente pela aquisição de uma HW97 ou uma TX200, vá pelo gosto e preferência pessoal , ou ainda pelo melhor preço. Pois tenho por certo, salvo a experientes e exímios atiradores (estou a léguas de ser, mas um dia chego lá!) que demandará muito tempo, treino e chumbo para que o real potencial ( mola) de qual seja a escolha, venha a ser superado pela técnica e capacidade pessoal do Feliz Proprietário de uma delas.


By Mussy Pai

agradecimentos ao meu Filho, João Mussy pelas fotos e correções.
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#40254 Chumbinho - Fundamental conhecer

Postado por Nelson em 26 janeiro 2012 - 15:14

Texto extraído do livro ‘ARMAS DE PRESSÃO – Ciência e Técnicas de Tiro’. Autor: Nelson L. De Faria, Editora Sicurezza – 2010

PROJÉTEIS PARA ARMAS DE PRESSÃO – “CHUMBINHOS”

Tipos e características

Neste livro, os termos projétil e chumbinho são adotados para se referir ao corpo arremessado pelas Armas de Pressão.
Embora o termo correto seja projétil, a munição utilizada nas citadas armas é popularmente conhecida como “chumbinho”. Essa denominação, evidentemente, surgiu da liga utilizada na fabricação dos projéteis. Hoje existem outras ligas além do chumbo, consistindo de liga mais leve, adotada com o objetivo de obter velocidades mais altas na boca do cano.

As características dos chumbinhos influenciam de maneira considerável o desempenho do Tiro. Por isso, o bom entendimento de suas propriedades é um pré-requisito para todos os que almejam obter bons desempenhos, principalmente aqueles adeptos do tiro a longo alcance.

O chumbinho tem quatro características principais: Cabeça, Cintura, Saia e Perfil Interno.
Cada uma efetua função específica e importante. O bom desempenho e eficiência dependem destas características junto com a boa qualidade de fabricação.
  • CABEÇA: É de extrema importância, por ser responsável por transferir a velocidade e o peso do chumbinho na forma de choque ao atingir o alvo. É o seu formato que ajuda ou prejudica a aerodinâmica do chumbinho e tem relação direta com a precisão.
  • CINTURA: Os chumbinhos são cinturados, em parte para reduzir a relação peso-comprimento, mas o principal fator é reduzir o atrito no cano enquanto separa a cabeça da saia, permitindo que cada parte desempenhe sua função. A cintura age como uma dobradiça de modo a permitir que a saia se expanda e se acomode melhor ao raiamento do cano.
  • SAIA: É projetada para receber a rajada de ar e se expandir de modo a selar a passagem do ar pelo cano. A saia deve ser perfeitamente circular e ter as bordas planas para proporcionar a selagem exigida.
  • PERFIL INTERNO: É a parte oca dentro do chumbinho. É projetado para absorver o máximo de ar e, assim, expandir a saia. Ao verificar a deformação da saia do chumbinho, é importante também verificar a seção oca quanto a irregularidades, algo que costuma ocorrer quando a espessura da saia não é uniforme. Chumbinhos mais pesados costumam ter a parte oca menor em relação ao seu tamanho. Esses chumbinhos são projetados para armas de alta potência, ou seja, energia maior do que 15 ft.lb na boca do cano.

A forma mais comum e usual dos chumbinhos na atualidade e que também é responsável pelas características apresentadas é aquela conhecida por “Diabolô” que se assemelha a uma ampulheta e cujo nome de origem francesa ‘Diabolo’ vem de um antigo brinquedo que consiste em lançar um disco em forma de ampulheta para o alto e apará-lo num cordão preso por duas varas.
Com esse formato, a maior parte do peso se concentra na cabeça do chumbinho e lhe confere melhor estabilidade. As paredes finas da saia do chumbinho servem para permitir que selem o cano da arma, preenchendo todo o raiamento e tornando a propulsão mais eficiente. A saia do chumbinho causa grande arrasto aerodinâmico que serve a dois propósitos: Diminuir rapidamente a velocidade de vôo do chumbinho, fator que torna as armas de pressão mais seguras do que as armas de fogo e; ajudar a manter a ponta do chumbinho apontada para frente no percurso da curva balística, o que aumenta a estabilidade.
Da forma diabolô saem as classificações dos chumbinhos: Ponta Oca, Cabeça Redonda, Ponta Arredondada, Canto Vivo e Pontiagudo.
À exceção do chumbinho tipo Canto Vivo, os demais foram desenvolvidos para a atividade de caça, sendo que os chumbinhos do tipo Cabeça Redonda e Ponta Arredondada se destacam nos tiros a longo alcance.
O Chumbinho de ponta oca foi projetado com a finalidade de promover maior expansão ao atingir o alvo e assim apresentar maior “knock down” (capacidade de derrubar), o mesmo se aplica ao chumbinho de cabeça redonda, mas com menor intensidade de expansão. O Chumbinho pontiagudo foi desenvolvido com a finalidade de ter maior penetração e poder alcançar as áreas vitais de aves como o Corvo que é conhecido por ter penas duras e de difícil penetração. Já o chumbinho de ponta arredondada é um misto do chumbinho de cabeça redonda e do pontiagudo, que teoricamente deveria unir as propriedades de penetração e expansão. Esses aspectos são abordados com maiores detalhes, a seguir:


Formas e Tamanhos dos “Chumbinhos”

  • CABEÇA REDONDA
  • PONTA OCA
  • PONTIAGUDO
  • CANTO VIVO
  • ESFÉRICO
Cabeça Redonda
Este é o projeto de maior precisão a qualquer distância. Por isso, Atiradores de longo alcance não utilizam outro tipo de chumbinho. É também muito eficiente por possibilitar boa expansão ao atingir o alvo. Esse tipo de chumbinho pode ter saia estriada ou lisa e saia curta ou longa. A partir desse tipo de chumbinho surge a variante de chumbinho tipo Ponta Arredondada que apresenta a forma mais cônica na cabeça, porém, sem ponta. As únicas características de projeto que podem ser alteradas nesse tipo de chumbinho são o tamanho da cabeça e o comprimento e ângulo da saia. Embora as características da saia também possam ser alteradas em outros tipos de chumbinhos, o importante é que a cabeça seja arredondada. O chumbinho de cabeça redonda é o mais preciso a qualquer distância, não importa se para tiros a curto alcance ou tiros a longo alcance. É o tipo mais adequado à prática de Field Target.

Ponta Oca
Tem a mesma forma do chumbinho de cabeça redonda, porém, com uma cavidade na cabeça, a qual permite expansão ainda maior ao atingir o alvo. O termo ponta oca transmite a impressão de projétil de alta destruição do alvo com alto impacto. Talvez esse seja o caso de alguns calibres de Armas de Fogo. Em armas de pressão a energia é muito limitada para causar a expansão proposta por esse tipo de chumbinho, de modo que ele se torna mais uma apelação de marketing dos fabricantes, ainda que sua expansão seja ligeiramente maior do que as demais formas. Embora razoavelmente eficiente a curto e médio alcance, se torna instável a longas distâncias. Mantém certa precisão a distâncias de até 25 m.
Esse formato de ponta gerou o mito da bala dum-dum nas Armas de Fogo. Na verdade uma falácia, para não dizer uma grande besteira, que alimentou e ainda alimenta a mente de muitos leigos.

Pontiagudos
Embora pareça ser o melhor projeto para penetração, é apenas um engano. Se considerarmos uma distância de 20 m e potência de 12 ft.lb (~16 Joules), não há diferença em função da forma do projétil se comparado aos outros tipos de chumbinho. Além disso, esse formato é muito instável e impreciso - mesmo a alcances moderados. Para ser preciso, esse tipo de projétil necessitaria ter sua ponta alinhada exatamente no centro, o que é impossível de se obter a custos razoáveis.

Canto Vivo
Esse tipo de chumbinho transfere boa energia, mas a curtas distâncias somente, pois, perde mais energia devido à resistência do ar e se torna instável ao ponto que a distância aumenta. É um chumbinho excelente para tiros a 10 metros e, é desenhado para dar um contorno limpo aos alvos de papel. Utilizado no Tiro Olímpico.

Esférico
É o tipo menos utilizado de chumbinho e costuma apresentar massa de 8,0 grains. É similar ao projétil BB, mas esse, por sua vez, é feito de aço e tem massa de 5,3 grains. Chumbinhos esféricos apresentam boa capacidade de penetração, mas são instáveis quanto à precisão, de modo que não apresentam bons agrupamentos.

CHUMBINHOS: POTÊNCIA E PRECISÃO


Quais são as principais características que definem um chumbinho bom de um chumbinho ruim?
  • A forma
  • A massa
  • O CB (Coeficiente Balístico)
  • A espessura da saia

A balística dos chumbinhos difere da balística dos projéteis de arma de fogo. Por serem feitos de chumbo macio e, pela natureza de sua construção, os chumbinhos estão mais sujeitos às deformações devido à pressão sofrida enquanto no cano da arma.

Em casos extremos e, principalmente ao serem disparados por armas de alta potência (Magnum), certos chumbinhos podem sofrer recalque e ter seu CB afetado. Em outros casos é possível que o chumbinho tenha sua saia expandida. Isso ocorre quando os chumbinhos são mais fracos, ou seja, apresentam parede mais fina.

Esse primeiro ponto nos leva a tomar mais cuidado ao escolhermos chumbinhos para as armas de potência magnum.

Muito da deformação ou recalque ocorre no instante do disparo, quando a alta pressão encontra o chumbinho, que está inerte. A partir daí, a saia do chumbinho se expande e sela o cano, a parte traseira do chumbinho inicia o movimento antes da parte da frente, encurtando o chumbinho e inflando as laterais da saia e, possivelmente a seção frontal e, finalmente o chumbinho é acelerado através do cano. A natureza e extensão da deformação dependem de uma série de fatores, dentre os quais se inclui a forma da câmara, a pressão do ar ou do gás e a construção do chumbinho.

Uma câmara mais larga (ou chumbinhos menores) permitirá maior expansão da saia, mas em casos extremos, é possível que a saia não sele o cano adequadamente. Pressão extremamente alta causará mais deformação do que uma pressão relativamente menor, de curva de pressão mais longa que resultará na mesma velocidade na boca do cano. Obviamente, considerando que todos os demais fatores são iguais, uma arma de pressão magnum causará mais deformação do que uma arma de menor potência. Um chumbinho de construção mais pesada será capaz de resistir melhor à deformação do que um chumbinho de construção mais leve. Esses são alguns fatores que podem afetar o chumbinho quanto à deformação, outros fatores podem ser: sujeira ou câmara mais áspera (acabamento precário), liga de composição do chumbinho, endurecimento do chumbinho, cobertura do chumbinho, lubrificação do cano e / ou profundidade do assentamento do chumbinho, dentre outros.

Em armas de pressão magnum, se verifica resultados inconsistentes de agrupamento ao se disparar chumbinhos de construção leve. Isso ocorre, em parte, devido à expansão da saia do chumbinho ao deixar o cano da arma, visto que em armas magnum a pressão na boca do cano ainda é alta, diferentemente das armas de menor potência, onde a pressão inicial na câmara é alta, mas se torna bastante baixa na boca do cano da arma.

Então, a primeira lição que tiramos é: Para armas de alta potência, utilizar chumbinhos de construção mais pesada.

Quanto ao CB (COEFICIENTE BALÍSTICO), sabemos que se trata de Densidade Seccional do Projétil dividido pelo seu fator de forma ou a distância entre dois pontos dividida pela diferença das velocidades nos mesmos dois pontos.
Embora negligenciado por muitos, o CB é fundamental para se obter bons tiros, principalmente a longas distâncias e, também deve ser considerado para armas de alta potência. Por se tratar de um item um tanto complexo, mencionarei apenas os conceitos básicos de influência do CB em relação à velocidade do chumbinho:
  • PERDA DA VELOCIDE EM % DA VELOCIDADE NA BOCA DO CANO

Ex.: Se adotarmos dois chumbinhos, um com CB 0,024 e outro com CB 0,012 e os dispararmos com armas de Velocidade inicial 1200 fps, 950 fps e 700 fps, teremos a 70 jardas a seguinte perda de velocidade:


CB 0,024

V0 = 1200 fps, perda a 70 jardas = 40,1 %

V0 = 950 fps, perda a 70 jardas = 34,6 %

V0 = 700 fps, perda a 70 jardas = 33,6 %


CB 0,012

V0 = 1200 fps, perda a 70 jardas = 60,3 %

V0 = 950 fps, perda a 70 jardas = 56,5 %

V0 = 700 fps, perda a 70 jardas = 55,9 %


Conclui-se que:

À mesma velocidade inicial, o CB mais alto perde menos velocidade sendo um percentual mais baixo em relação à velocidade inicial.

Com o mesmo CB, a velocidade inicial maior, perde um percentual maior.

PORTANTO, PARA ARMAS DE ALTA POTÊNCIA É FUNDAMENTAL QUE O CHUMBINHO APRESENTE CB ALTO.

  • PERDA DE VELOCIDADE DURANTE O PERCURSO
A perda de velocidade ocorre mais rapidamente à distâncias curtas, onde a velocidade é mais alta.
Com a mesma velocidade, o CB mais alto perde menos velocidade do que o CB mais baixo, num mesmo intervalo.
Com o mesmo CB, velocidades mais altas na boca do cano perdem mais velocidade num mesmo intervalo.
  • VELOCIDADE INICIAL VERSUS VELOCIDADE NO ALCANCE DO TIRO.
Chumbinhos que iniciam a trajetória mais rápidos permanecem mais rápidos, mas não por causa da diferença inicial de velocidade. A diferença de velocidade diminui ao passo que o alcance aumenta.
A diferença de velocidade é menor com CB mais baixo.

COEFICIENTE BALÍSTiCO E PESO DE ALGUNS CHUMBINHOS:
PESOS ARREDONDADOS COM TOLERÂNCIA DE 0,1 GRAIN.

Calibre .177 (4,5mm)

RWS Super Dome – 7,7 grains; CB 0,012 – cabeça redonda
RWS Super Mag – 9,5 grains; CB 0,014 – canto vivo
Beeman Silver Ace – 8,1 grains; CB 0,011 – cabeça redonda
Beeman Crow Magnum – 8,8 grains; CB 0,018 – ponta ôca
Beeman Kodiak – 10,6 grains; CB 0,025 – cabeça redonda
Crosman Premier (177DB) – 7,9 grains; CB 0,025 – ponta arredondada
Crosman Premier (177HB) – 10,5 grains; CB 0,029 – ponta arredondada
Marksman FTS – 8,9 grains; CB 0,025 – ponta arredondada
Marksman Eley Wasp – 7,4 grains; CB 0,017 – cabeça redonda
Gamo Match – 7,5 grains; 0,017 – canto vivo
Gamo Hunter – 8,3 grains; 0,018 – cabeça redonda

Calibre .22 (5,5mm)

RWS Super Dome – 14,5 grains; CB 0,015 – cabeça redonda
Beeman Silver Ace – 15,2 grains; CB 0,015 – cabeça redonda
Beeman Crow Magnum – 18,2 grains; CB 0,027 – ponta ôca
Beeman Ram Jet – 14,8 grains; CB 0,023 – canto vivo e ponta arredondada
Crosman Premier (177DB) – 14,2 grains; CB 0,035 – ponta arredondada Marksman FTS – 14,6 grains; CB 0,029 – ponta arredondada
Marksman Eley Wasp – 14,9 grains; CB 0,021 – cabeça redonda
Gamo Match – 14,5 grains; 0,018 – canto vivo
Gamo Hunter – 15,5 grains; 0,019 – cabeça redonda

CLASSIFICAÇÃO DOS CHUMBINHOS:

CB alto: acima de 0,018

CHUMBINHO DE CONSTRUÇÃO LEVE:

Cal. 4,5mm - até 8,0 grains
Cal. 5,5mm - até 14,0 grains

CHUMBINHO DE CONSTRUÇÃO PESADA:

Cal. 4,5mm - acima de 8,0 grains
Cal. 5,5mm - acima de 14,0 grains

SDS,

Nelson.
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#72384 Como zerar a sua luneta

Postado por Horvath Brother em 22 agosto 2012 - 23:26

Vi muita gente se batendo nos campeonatos, pessoal que comprou a arma e acham que é apontar e atirar que acerta. Eu já passei por isso, todos já tiveram seus dias de inciantes e suas dúvidas. Então decidi começar uma serie de vídeos "educacionais e informativos" para ajudar quem está começando a entender um pouco como esse mundo Carabinas de Ar funciona.

Começando com o vídeo de como zerar a luneta e posteriormente vou produzir material mostrando o mil-dots e o uso do paralaxe e pra que serve além de focar a imagem. (Vi gente acertando o foco baixando o zoom em vez de usar o paralaxe isso mexeu comigo, minhas entranhas não vão descansar enquanto não fizer um vídeo orientando sobre o assunto.).

Para iniciantes é normal esse tipo de equívoco justamente por falta de informação. Também quero deixar claro que sou tão ignorante quanto todos, mas o pouco de conhecimento que já consegui a muito custo enfiar dentro da minha caixola, quero compartilhar com os outros para que tenham uma experiência mais eficiente com suas armas.

Ficou curto, simples, acho que a qualidade até poderia ficar melhor, mas dentro do tempo que tenho ultimamente foi o melhor que consegui fazer.

Grande abraço a todos.



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#236384 O treino para papel 10m - parte 3 - conhecimento consciente

Postado por Rogério Saran em 05 fevereiro 2016 - 06:38

Esse post é o 3º de uma série de 4 postagens sobre a experiência de quem começa no tiro na modalidade Carabina Mira Aberta de Ar, mais conhecida como “Papel 10m”.

A teoria dos 4 estágios do aprendizado é um retrato de como o ser humano encara uma nova atividade e se desenvolve nela. São eles:

Estágio 1, "ignorância inconsciente". Mais ou menos assim, "não faço a menor idéia do que não sei". É feliz não sabe...
http://carabinasdear...a-inconsciente/

Estágio 2, “ignorância consciente”. Epa, já sei que nada sei!
http://carabinasdear...cia-consciente/

Este post fala do estágio 3, “conhecimento consciente”. É quando você consegue desempenhar bem algo, atento e ciente dos detalhes necessários.

 

Estágio 4, “conhecimento inconsciente”. É quando o desempenho é natural, sem exigir atenção especial, com fluência.

 

 

eoped.jpg

 

Aqui enumeramos uma parte dos muitos cuidados necessários para um bom desempenho nessa prova. Espero que os atiradores no fórum comentem esses pontos, corrigindo ou complementando o que julgarem falho ou controverso.


1.    Visada
 

1.1.    O olho humano só consegue focar uma distância específica a cada instante. Com isso, é preciso escolher se o foco é no alvo, na alça ou na maça de mira.

 

1.2.    A técnica mais recomendada pelos técnicos de tiro é o uso da visada "sub-6", na qual o conjunto maça-alça é alinhado verticalmente entre o círculo do 4 e do 6 no alvo. A idéia é deixar uma faixa clara entre a maça de mira e o círculo preto de referência, tornando claramente visível e fácil de identificar a altura correta na figura de visada.

 

1.3.    Focando o alvo perde-se a visão precisa do sistema de miras. Você perde a sensibilidade para detectar erros de visada, como o desalinhamento entre alça e maça.

 

Zielbild_LP_Falsch.jpg

 

 

1.4.    O foco correto é na maça de mira, deixando a alça e o alvo ligeiramente embaçados. O importante é ter visão precisa da maça no momento do disparo.

 

Zielbild_LP2.jpg

 

 

1.5.    O mais importante na visada é que a figura “alça – maça” fique corretamente alinhada. Se não estão perfeitamente alinhados com o alvo não é problema, mas precisam estar alinhados, sem desnível na vertical ou desalinhamento horizontal.

 

Zielbild_LP_Korn_hoch2.jpgZielbild_LP_Korn_rechts2.jpg

 

 

Todo atirador se mexe e isso faz com que a arma tenha um arco de movimento. Se a figura “alça-maça” está correta, a visada está perfeita dentro das limitações do arco de movimento do atirador. Quem se move dentro do círculo do 10 (11,5 mm) terá um resultado melhor que quem se move no círculo do “9” (27,5 mm). De qualquer forma, a visada correta garante o melhor grupo possível.

 

1.6.    O olho só consegue uma visão clara e nítida na mira por alguns segundos. O ideal é não superar 8 segundos em visada, tempo após o qual a visão se turva e não é possível uma figura de mira clara.

 

1.7.    Desistir ao invés de insistir. Se você não atinge a visada correta após algum tempo, melhor parar e recomeçar a preparação e a postura. Forçar o corpo para alinhar miras e alvo é certeza de um tiro ruim.

 

1.8.    A técnica que leva ao melhor resultado é manter ambos os olhos abertos. Fechar um olho exige um esforço muscular e de focalização que torna o ato pouco natural e produz fadiga acentuada, o que começa a prejudicar o atirador ao longo da prova.

 

Na Carabina de Ar Mira Aberta, não se pode utilizar acessórios, como um óculos de tiro. Este auxilia bastante com o emprego de um anteparo bloqueando a visão do olho que não é o olho diretor. Assim o olho fica aberto, mas não se esforça na focalização da maça de mira. Como a modalidade não admite isso, o ideal é se habitual com a visada de ambos olhos abertos e focalizados na maça.

 

1.9.    A distância entre a linha do conjunto “alça-maça” e o círculo deve ser tal que permita sua identificação de forma automática e regular pelo atirador.

 

Se na visada a maça toca o círculo, pode-se ter imprecisão com ela eventualmente invadindo o círculo – uma distância difícil de quantificar pois há a diferença de foco e falta contraste para o olho determinar a regularidade na distância.

 

Zielbild_LP_Visier_hoch2.jpg

 

Se a distância é muito pequena o olho tem dificuldade em discernir e pode-se ter variação de um tiro para outro.

 

 

2.    Miras

 

2.1.    A maça de mira deve ser larga para favorecer o foco. Se for pequena exige demais do atirador, causando fadiga. Pistolas olímpicas (que utilizam o mesmo alvo da Carabina de Ar Mira Aberta) geralmente têm maças de mira com largura em torno de 4 mm.

 

2.2.    O sistema de mira aberta e o alvo ISSF de pistola (usado para provas de Carabina de Ar Mira Aberta) foram pensados para uma visada onde a maça se posiciona abaixo do círculo preto, que é a referência visual do atirador.

 

Pode-se usar mira de centro, mas isso gera imprecisão no alinhamento vertical.

 

Sistemas de fibra ótica produzem uma figura de visada imprecisa e a maça é de difícil focalização. Não são impedimento, mas geram uma desvantagem para o atirador.

 

2.3.    Uma prática recomendada é igualar as distâncias maça-círculo e maça-alça. Distâncias razoavelmente grandes facilitam o controle quando o cérebro tem mais estímulos visuais de que a figura de mira ideal foi encontrada.

 

image002.gif

 

Se sua alça de mira possibilita o ajuste, busque o que melhor se adequa às condições de visada. As carabinas Weihrauch, Walther, Diana e Gamo (nas versões sem mira óptica) oferecem opções de alça com larguras variáveis. As CZ Slavia, Cometa, Norica, CBC e boa parte das outras carabinas do mercado não oferecem esse mecanismo, mas pode-se modificar a alça de mira para obter esse resultado.

 

2.4.    O ajuste vertical da mira precisa ser refinado continuamente durante a prova. À medida que o corpo se acomoda na posição e se reage ao cansaço, o ponto de impacto começa a ter variação vertical.

 

No treinamento de atiradores olímpicos chega-se a sugerir clicar a cada tiro, movendo o ponto de impacto sempre na direção do centro. Na Carabina de Ar Mira Aberta o ajuste não é tão fino, mas a idéia é a mesma: cheque o impacto e ajuste a mira.

 

 

3.    Disparo
 

3.1.    O acionamento do gatilho precisa ser progressivo, sem tranco e inconsciente. O disparo deve acontecer de surpresa.

 

3.2.    O gatilho deve ser acionado com um movimento na direção da linha de tiro, no exato sentido oposto ao do disparo. Para isso, cuide do movimento do dedo ser retilíneo. Para facilitar, toque o meio da 1ª falange (que é o ponto mais sensível do dedo, o ponto central da impressão digital) exatamente no centro da tecla quando vista de cima.

 

triggering1.png

 

 

3.3.    Se o dedo do gatilho força a arma em alguma direção, os tiros desviam naturalmente. Armas de gatilho pesado com atiradores inexperientes geralmente produzem desvios para o lado da mão do gatilho. Além da pressão no dedo, a força no cabo também desloca o ponto de impacto. O gráfico abaixo traz diferentes interpretações da alterações em pontos de impacto, seja pela mão do gatilho ou pela mão de apoio.

 

correction_chart.gif

 

 

3.4.    Quando o mecanismo é acionado o ciclo de disparo ainda não terminou. O projétil se desloca pelo cano e ao mesmo tempo a arma sofre a ação do deslocamento do pistão e da mola. É preciso aguardar para que o ciclo se complete.

 

3.5.    A pausa para conclusão do ciclo de disparo é conhecida como acompanhamento, ou “follow-through”. O acompanhamento é fundamental e serve também como guia para o atirador.
Durante o acompanhamento deve-se manter a postura de tiro, visada e tensão muscular inalterados, garantindo a mínima interferência no disparo.

 

Ao final do acompanhamento a figura de visada deve ser a mesma do início do disparo, i.e., a arma oscila porém volta exatamente à mesma posição. Isso marca um acompanhamento bem executado e uma postura sem tensão que afete a arma.

 

 

4.    Tensão
 

4.1.    Quando um músculo tem carga ele suporta porém vibra e oscila. Tente levantar um peso à frente do rosto. É fácil notar como se treme.

 

4.2.    A postura precisa eliminar a tensão muscular ao máximo. Qualquer postura que dependa de esforço resulta em fadiga (com deterioração da postura ao longo da prova) e tensão muscular.

 

 

5.    Base
 

5.1.    Os quadris devem se alinhar com a linha de visada, sem inclinação seja à esquerda ou à direita. Se o corpo estiver em ângulo com a linha de visada o atirador abre os braços afastando a arma do tórax. Quando isso acontece ela é suportada com esforço muscular e tensão = vibração.

 

5.2.    Os pés devem ficar espaçados de forma confortável e, idealmente, perpendiculares aos quadris (e à linha de visada).

 

the_position_of_feet_0.png

5.3.    As pernas ficam esticadas com os joelhos travados, mas sem tensão muscular. Inclina-se o tronco para a direção oposta ao alvo, fazendo com que a perna da frente se torne uma coluna de apoio para o braço de apoio e a arma.

body2.png

5.4.    Não dobre os joelhos. Mantê-los dobrados exige controle muscular e resulta em vibração e desalinhamentos horizontais em sucessivos tiros.

the_position_of_feet_2.png

5.5.    A estabilidade horizontal é muito mais difícil que a vertical, pois as pernas estão travadas e espaçadas na direção da linha de tiro, mas nossa base é essencialmente o tamanho dos pés na direção perpendicular à linha de tiro.

Com o cansaço ao longo da prova, é fácil deixar o corpo oscilar para frente e para trás, provocando desalinhamentos horizontais no alvo.

5.6.    Sapatos de solado fino e rígido facilitam o equilíbrio. Solas grossas e macias dificultam a manutenção de uma base estável e exigem tensão nos músculos das pernas.

5.7.    Assuma a base e cheque o resultado nos tiros de treino. Ao conseguir resultado satisfatório mantenha a base até o fim da prova - não tire os pés do lugar.

 

6.    Postura
 

6.1.    A base correta, com o quadril na linha de visada, exige rotação do tronco e seu afastamento para trás para que a arma aponte corretamente. Essa rotação deve ser constante, regular, favorecendo que se atinja o ponto de impacto naturalmente.

 

6.2.    O alinhamento da visada deve acontecer naturalmente quando da empunhadura, sem que o atirador force a posição da arma, seja na vertical ou na horizontar.

 

Se a arma está alta, aproxime a perna de trás, o ponto de impacto desce naturalmente. O oposto também vale, ao afastar as pernas o ponto de impacto sobe.

 

the_position_of_feet.png

 

Se está para a esquerda ou para a direita, ajuste abrindo ou fechando um pouco o pé de trás, movendo os dedos para trás sem mexer o calcanhar. Se a diferença é muito grande, cheque a base.

 

7.    Empunhadura
 

7.1.    A arma tem 4 pontos de apoio: a soleira no ombro, a telha na mão de apoio, o cabo na mão de disparo e a bochecha na coronha. Eles precisam ser constantes em termos de posição e força e cuidam tanto de proporcionar a visada como de manter a arma corretamente alinhada no disparo.

 

body4.png

 

(a figura acima mostra uma atiradora com carabina olímpica, mas na Carabina de Ar Mira Aberta a questão do apoio é a mesma).

 

7.2.    A soleira no ombro é um apoio importante pois posiciona a arma e controla o movimento durante o disparo. A carabina de mola não tem recuo apreciável por conta do projétil, mas sofre consideravelmente com o movimento do êmbolo e da mola.

 

A soleira deve ser apoiada sempre no mesmo lugar e com a mesma força. O melhor é que ela tenha a máxima área de contato com o ombro e que este contato seja sempre no mesmo lugar. Se o contato é pequeno, com a maior parte da soleira acima do ombro, é difícil reproduzir a posição e controlar o movimento da arma no disparo.

 

7.3.    A posição adequada da mão de apoio varia de atirador para atirador e de arma para arma. O mais comum é se utilizar os dedos em “V”, apoio no punho fechado ou a palma da mão. A divisão dos dedos também funciona bem. Algumas figuras ilustrativas.

 

PosicaoDasMaos1.png                 PosicaoDasMaos2.png

 

PosicaoDasMaos3.png                 PosicaoDasMaos4.png

 

 

7.4.    Para atiradores altos, a empunhadura com a palma da mão facilita ao tornar natural um ponto de impacto mais baixo. Atiradores baixos se valem do oposto: ao apoiar a telha no punho fechado o ponto de impacto sobe.

 

7.5.    A mão de apoio não pode ter tensão muscular. Este braço precisa estar relaxado e apoiado no quadril. Se estiver tenso, o ponto de impacto sobe de maneira imprevisível a cada disparo.

 

7.6.    Qualquer força aplicada na arma para obter a visada resultará num desvio no momento do disparo. Quando o mecanismo da arma é acionado a reação da arma à força do atirador é potencializada e ela se move, perdendo-se a visada.

 

7.7.    Tensão = força e forças são regidas por ação e reação. Force a arma para a esquerda e ela ricocheteia com violência para esse lado no disparo e vice versa. A visada correta precisa acontecer com zero esforço muscular na empunhadura.

 

 

8.    Cabeça

 

8.1.    Ao empunhar a arma o ideal é manter a cabeça o mais erguida possível. Se inclinamos a cabeça o ouvido médio tem mais dificuldade em controlar o equilíbrio do corpo e isso favorece oscilações horizontais, com o corpo balançando para a esquerda e direita.

 

8.2.    O peso da cabeça é grande em proporção ao corpo e ao se movê-la para empunhar a arma, a posição do resto do corpo precisa de ajuste. Cheque sua visada após estabelecer uma posição confortável do corpo e da cabeça.

 

8.3.    Pode-se inclinar a arma para se manter a cabeça ereta, mas isso exige absoluta constância no movimento e a figura da mira fica sempre inclinada. Pode trazer benefício, mas aplique com moderação.

 

 

9.    Respiração
 

9.1.    A perfeita oxigenação é fundamental para a visada. É preciso respirar bem antes de cada tiro, garantindo o “combustível” para a musculatura e olhos.

 

9.2.    Não prenda a respiração. Se o pulmão estiver cheio, isso exige tensão muscular. Se estiver vazio, a falta de ar provoca a produção de adrenalina, preparando o organismo para reagir à condição que tenha porventura gerado a apnéia.

 

Com adrenalina ficamos mais excitados e a musculatura pode ter movimentos involuntários. Parar de respirar para o disparo não é a melhor estratégia.

 

9.3.    A respiração tem um ciclo a cada tiro.

 

Primeiro, respiração profunda (sem hiper-ventilar) para garantir a oxigenação.

 

Em seguida, reduz-se o ritmo e volume, gradualmente à medida que se assume a posição de tiro.
No momento de iniciar a visada, expire com suavidade. O disparo deve acontecer quando se expirou bastante, momento que que a arma estabiliza e não há tensão muscular no tórax ou abdômen.

 

No disparo, só volte a inspirar após o acompanhamento.

 

image002.jpg


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#121201 Review antes e pós tunnin(gasram 40,60 e 45 kilos) - CBC Classic Plus B19-17...

Postado por karolaza em 15 outubro 2013 - 16:10

Neste vídeo apresento a vcs um unboxing + Review antes e depois de tunnin, resolvi fazer tudo em um único vídeo, acabou ficando um pouco extenso com 28min mas vale a pena assistir porque nele a pessoa poderá ter uma noção geral desta carabina não só original como tunada.

 

Algumas abordagens no vídeo:

 

- Primeiras impressões de quem a tira da cx

 

- Cronagem antes de depois do tunin c/gasram 40 e bucha PU

 

- Agrupamentos a 10mts antes e depois do tunin 

 

- Dica de limpesa do cano

 

- Teste de peso do gatilho pós tecla GB

 

- Considerações finais após testa-la em ambas configurações(original e tunada)

 

 

 

Aqui o link da página original: http://www.youtube.c...eature=youtu.be

 

 

Aqui um tira gosto para aqueles que ainda não podem ver o vídeo:

 

0vpt.jpg 

f6o0.jpg

 

 

 

Em breve testes a 25mts portanto o review continua...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atualização em 17/10/2013 agora com um simulado de provas Carabina Mira Aberta 10mts!

 

 

Neste vídeo tem no final minhas considerações após meu 1º simulado de P10mts MA:

 

 

 

 

Link direto do youtube: http://www.youtube.c...eature=youtu.be

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atualização em 20/10/2013:

 

 

 

Agrupamentos a 25mts e pequena demonstração acertando uma capsula de calibre 12 com scope cam, neste vídeo tem um relato no final que explica do porque parte 1:

 

 

 

Link do youtube : http://www.youtube.c...h?v=Bcb7_9APE34

 

 

 

 

 

 

Aqui alguns agrupamentos após ter trocado hoje cedo a bucha da arma e para minha felicidade o VO voltou a subir e a arma a agrupar, a CBC continua com o gasram de 40 kilos:

 

0th1.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Atualização em 28/10/2013

 

 

 

 

Fiz um vídeo bem bacana e inédito, nele tem a gravação de uma prova de competição real onde acabei inaugurando minha CBC Classic Plus, esta prova foi na verdade um teste pois até o momento não a tinha testado  na configuração gasram 40, acredito que ninguém até hoje teve a ideia de fazer isso portanto acho legal para quem curte tanto a linha das CBCs e Bams 19 como tb a modalidade em questão.

 

No vídeo temos as seguintes abordagens:

 

1- Gravação em tempo real da minha participação em uma prova de silhuetas metálicas 1/5 MO com a CBC com gasram de 40 e bucha original.

 

2- Modificação na configuração da arma pós participação da prova colocando um gasram de maior peso.

 

3- Cronografagem pós modificação para ver a atual potência da arma.

 

4- Tiro em uma moeda de 5 centavos a 10mts para ver o dano causado ao alvo.

 

5- Agrupamento a 10mts ap´s receber gasram mais pesado.

 

6- Conclusão e uma curiosidade em relação a modelos e fabricantes de gasram(este é na minha opinião o mais importante do vídeo)

 

 

Segue o vídeo:

 

 

Aqui o link da página do youtube:http://www.youtube.c...eature=youtu.be

 

 

 

 

 

 

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Atualização em 30/10/2013!

 

 

Vídeo que levanta a duvida: será que gasram de marcas diferentes ou até iguais mantem o mesmo peso? 

 

Fica ai meu teste comparativo que consegui encontrar abordando um teste de força de basculamento entre dois gasram ram de marcas diferentes com as mesmas especificações de ambos fabricantes quanto ao peso força para cada gasram e um outro gasram de peso menor.

 

OBS: No teste a posição da balança fica de ponta cabeça, portanto quando olharem para os números da tela de LCD da mesma saibam que estarão olhando para números de ponta cabeça!!!!

 

 

 

Link do youtube:  http://www.youtube.c...h?v=yE_ZVvXSML0

 

 

 

 

 

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Atualização em 31/10/2013

 

 

 

Agora com mais alguns grupos a 10mts posição BR usando algumas munições de modelo match que tenho aqui:

 

 

 

7k9a.jpg

 

lsj1.jpg

 

7khh.jpg

 

 

 

 

 

 

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Atualização em 04/11/2013

 

Um pouco de tiro informal com a CBC Classic Plus 4,5

 

Aqui vai uma pequena demonstração de tiro informal a 75 mts usando a CBC Classic Plus 4,5 com gasram CBC 60, este dia estava tão gostoso que deixei de lado e acabei esquecendo de registrar agrupamentos feitos com ela a 25mts, mas adianto que a média foi de 13 a 17mm com heavy, estes alvos do vídeo(latinhas de munição) eu acertava com muita facilidade a 75mts, depois de vários acertos resolvi dar uma filmada só para ilustrar e compartilhar com os amigos:

 

 

 

 

Link do youtube: http://www.youtube.c...eature=youtu.be

 

 

 

 

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Ultima atualização em 10/11/2013 agora com gasram de 45 kilos!!!

 

 

 

 

Esta é minha ultima configuração pelo qual acabo me convencendo de que será a escolhida dentre as outras testadas, pelo que preciso da arma o gasram de 45 é perfeito, ela mantem a precisão do 40 mas com uma potência suficiente para cumprir o que pretendo desta arma.

 

 

Abordagens do vídeo a seguir:

 

1- Cronagem com o gasram de 45

 

2- Agrupamentos a 25 mts

 

3- Tiro em moedas de 5 centavos a 25 mts um tiro para um acerto

 

4- Teste de energia a 50 mts derrubando alvos metálicos como silhuetas e bicho de FT

 

5- Tiro em balões de ar a mais ou mneos 90~100 mts

 

 

 

Link do youtube:

 

http://www.youtube.c...eature=youtu.be

 

 

 

 

Minha conclusão final:

 

 

Gasram de 40 : Ótima pedida para aqueles que querem extremo conforto no basculamento, a arma fica com ótima precisão, muito recomendada para tiros no papel para até 25 mts, tiros informais até 50 mts, provas de papel 10mts e silhuetas 1/10.

 

 

Gasram de 45: Apesar de parecer que perde um pouco de precisão no meu caso não senti qualquer perda neste sentido, alem de todos os detalhes do de 40 o de 45 leva vantagem porque o VO chega muito próximo do VO original da arma, mas como todo gasram ele acaba deixando a arma mais fácil de atirar, tiros informais vão alem dos 50 mts fácil, ótima para silhuetas tanto 1/10 como 1/15, para provas de papel andei testando aqui e não mudou nada em relação ao de 40, co ele devo concluir que a arma fica ainda mais versátil.

 

 

Gasram da CBC 60: Deixa a arma com uma potência muito boa, a precisão cai bem pouco porem o conforto de bascular não é tanto quanto ao de 40 e 45 alem sentir que o tranco frontal é mais acentuado mesmo com bucha de PU nota-se um barulho de ferro com ferro, a longo prazo o risco de forçar todo conjunto é certo.


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#71236 TX200 MKIII .177 Air Arms by Takao

Postado por Takao em 16 agosto 2012 - 17:38

APRESENTAÇÃO DA CARABINA
Na década de 80 a Weihrauch apresentou a HW77 e dominou o mundo do Field Target. Como as demais fabricantes de carabinas não poderiam deixar passar batido, a Air Arms desenvolveu a TX200 em busca do topo desse mundo.
A minha busca pela TX200 começou ao ver e experimentar a TX do Murate... Dica minha? Nunca experimente uma carabina top de seu amigo ou conhecido se não tiver $$$$ pra comprar uma... Foi um sofrimento do cão depois que dei o primeiro tiro com uma TX200, hahaha! (Estou endividado até agora e fazendo todas as vontades da minha irmã que financiou a compra da minha querida TX).

1. DADOS TÉCNICOS
Fabricação: Inglesa
Comprimento: 105 cm
Comprimento do cano: 335mm
Cano: Fixo, Lothar Walther com raiamento e silenciado
Calibre: (X) 4,5 ( ) 5,5
Coronha: (X) Walnut ( ) Beech
                (X) Destro ( ) Canhoto
Peso: 4,2kg
Potência: (X) 16J (  ) FAC
Gatilho: Regulável em dois estágios, em percurso e peso.
Soleira: Regulável Bisley (Não vem de fábrica, a original é de borracha ventilada)
Mecânica: Conjunto mola + pistão
Trava: Automática
Peso para armar: aproximadamente 15,42kg

2. PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Para os que ouviram falar da beleza da TX200 mas não viram pessoalmente, preparem-se... Ela é ainda mais linda pessoalmente! Ao abrir a caixa, o acabamento da coronha e a oxidação saltam aos olhos. Principalmente a oxidação no seu estilo "Black Piano". A coronha da minha TX é de walnut e é bem escura, realmente linda. Os zingrados também são um show a parte.
Essa carabina, apesar de ser considerada top tem tranco e também acompanha um pouco de vibração. Um incômodo barulho de mola também está presente. Mais a frente mostrarei como eliminar a vibração/barulho de mola.
A diferença principal entre a MKIII e as antecessoras está no maior comprimento do curso para armá-la. Isso se deve ao fato de facilitar o municiamento da carabina. Por causa desse maior comprimento, o pistão também se move por mais tempo causando um maior lock time. Mas na prática é tão pouco que se torna insignificante se comparado à facilidade de armar a carabina.
O trilho, de 11mm, rabo de andorinha que recebe a luneta é fresado na parte de cima da câmara.
É uma carabina pesada para ficar dando tiros de pé, mas logo me acostumei com o peso. O conjunto carabina + luneta está com pouco mais de 5,0kg agora, usando uma Leapers 4-16x44 SWAT.


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Soleira Bisley:

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3. FUNCIONAMENTO DA TX
A TX200 é do tipo under lever, em que o basculamento é feito por uma haste na parte debaixo do cano.
Para municiá-la é necessário puxar essa haste até ouvir todos os estralos (3 no total). Se não puxar tudo, a haste não vai voltar e vc não conseguirá atirar.
Após puxar a haste por todo o seu percurso, segure a haste com a mão esquerda e municie com a direita. Ela tem um sistema para que a janela não se feche enquanto coloca a munição, mas ninguém quer correr o mínimo risco de perder um dedo certo?
Assim que colocar o chumbo no local, clique a trava de segurança e volte a haste para a posição inicial.

Puxe essa haste até ouvir os cliques
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Insira o chumbo no local indicado
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Aperte esse botão indicado e volte a haste na posição inicial
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Agora é só clicar a trava de segurança no sentido da seta para poder atirar
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4. String
A princípio, parece ser regra nas TX a V0 aumentar até uns 800 a 1000 disparos e depois estabilizar.
Pelo menos foi o que pudemos notar nas TX`s que estão em Londrina e também pelos relatos de outros donos de TX200.
Segue as strings com diversos chumbos, realizado após ter completado 700 disparos (Chumbos retirados diretamente da lata):

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5. Agrupamentos

 

5.1 Agrupamentos a 50m com variados chumbos.
Como estava longe, não escrevi os nomes por extenso dos chumbos, somente deixei as iniciais grandes para saber de longe onde agrupar com qual chumbo.

 

Distância = 50m

Luneta = Leapers 4-16x44, magnitude em 16x
Apoiado frontal: Sandbag Caldwell

Apoio traseiro: Caldwell

 

AAH = AirArms Heavy 4,52 = 31,5mm
AA-DF = AirArms Diabolo Field 4,52 = 30mm
FT50 = HN Field Target Trophy 4,50 = 52,9mm
FT51 = HN Field Target Trophy 4,51 = 35mm

B0 = Barracuda Match 4,50 = 39mm
B1 = Barracuda Match 4,51 = 36,5mm

 

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5.2 - 25m

Alvo da Prova das Olimpíadas do CA (Detalhe, sou horrível em tiros apoiados, kkk)

 

Distância = 25m

Luneta = Leapers 4-16x44, magnitude em 16x
Apoiado frontal: improvisado

Apoio traseiro: nenhum

Chumbo = AirArms Diabolo Field 4,52 - 8,44grains

 

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5.3 - 25m

Alvo da Prova das Olimpíadas do CA

 

Distância = 25m

Luneta = Leapers 4-16x44, magnitude em 16x
Apoiado frontal: Sandbag Caldwell

Apoio traseiro: nenhum

Chumbo = AirArms Diabolo Field 4,52 - 8,44grains, lavado, lubrificado, pesado e selecionado

 

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O alvo superior esquerdo mostra que a carabina tem potencial, mas o atirador não ajuda, hahaha.

 

 

6. Manutenção / Tuning
Começando pelo gatilho, não acho necessário qualquer tuning. Como peguei a TX200 usada, o gatilho estava regulado para o dono anterior. A única coisa que fiz, foi deixar mais claro o ponto entre o primeiro para o segundo estágio que é o jeito que eu gosto.
Para essa regulagem, bastou mexer no parafuso do primeiro estágio e pronto.

Um ótimo link para entender o sistema do gatilho e também para saber como regular o gatilho da TX200: http://www.arld1.com/tx200trigger.html

Não acho necessário, mas quem desejar fazer o polimento do gatilho: http://www.airgunhom...opic.php?t=1142

No cano fixo, há uma borracha que serve de batente para absorver qualquer impacto que possa ocorrer quando voltar a haste após o municiamento. Essa borrachinha é frágil e logo se arrebenta. Uma saída para absorver o contato entre a haste e o cano é o uso de o`rings na haste.
Gatilho desmontado (retirado da internet):
gallery_1371_183_15694.jpg

Indicação vermelha - só o "toco" do batente. Indicação azul - 2 o`rings na haste para absorver o impacto:
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6.1)Desmontando a TX200:

a) Solte os parafusos do Guarda-mato
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b) Solte os parafusos laterais na coronha
Obs.: Troquei os parafusos originais por parafusos inox. Caso troque o de sua carabina, verifique o comprimento. No caso da TX, não encontrei os parafusos que vão na lateral da coronha do mesmo tamanho do original, por isso foi necessário cortá-los.

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c) Retire a travinha e o pino da alavanca q empurra o pistão e retire também a alavanca
gallery_1371_183_146886.jpg

 

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d) Com uma chave de boca n. 10, afrouxe o "parafuso" que fica a frente do gatilho o suficiente para conseguir girá-lo com os dedos. Cuidado para não tirar o parafuso todo nessa hora.
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e) Posicione a parte da trava do gatilho para a mesa e segure firmemente. Tire o parafuso com cuidado pressionando a "bunda" de leve na mesa. Ao tirar o parafuso a parte do gatilho irá sair do cano e conseguirá desmontar por inteiro.
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6.2) Encamisando a TX
   Só há um local onde o encamisamento da TX é possível. Trata-se da parte de dentro da mola com a guia, pois o espaço entre a mola e o pistão já é bem justo não permitindo o encamisamento.

 

   Para encamisar a minha TX, utilizo folha de raio-x, mas também podem ser utilizadas folhas de teflon. Antes de utilizar, eu limpo a folha.

 

Folha recortada aproximadamente do tamanho a ser utilizado:

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Coloco dentro de um recipiente pequeno, e deixo mergulhado em um pouco de alcool:

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Depois passo o bombril de leve e os fragmentos da folha vão saindo, e aqui uma foto comparando a folha limpa com ela "normal":

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Depois tiro a medida da circunferência e comprimento. Quanto a circunferência, deixo um pequeno transpasse, coisa de 5mm. Em relação ao comprimento, deixo no comprimento exato + 5 a 8mm:

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Faço um risco a aproximadamente 8mm:

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Faço recortes em zigue-zague até a linha dos 8mm para fazer esses dentes:

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Dobro os dentes, cuidado para não dobrar muito e fragilizar essa parte. Se dobrar muito forte, acaba rompendo aqui com o uso:

gallery_1371_183_52764.jpg

 

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Passo graxa de molibdênio na parte de fora(parte em que se encontram as dobras) da folha:

gallery_1371_183_11141.jpg

 

Depois é só montar:

gallery_1371_183_38382.jpg

 

Melhores informações de encamisamento: http://carabinasdear...__encamisamento

6.3) Lubrificando a TX
Com aproximadamente 800 a 900 disparos a lubrificação da tx estava um pouco "rala". Aproveitando que o encamisamento foi feito, fizemos a devida lubrificação dela novamente com graxa de molibdênio na mola e graxa de silicone na bucha.
Realizando uma string após a lubrificação, foi possivel verificar uma alta na V0 e um spread menor. A string não foi feita logo após a lubrificação, dei uns 40 a 50 tiros para depois realizar a string dela:

(Infelizmente perdi a string pós lubrificação)

6.4) Montando a TX
Após encaixar todas as peças e colocá-las dentro do "cano" da tx, lembre-se de destravar a trava da haste, caso contrário o sistema todo não entrará.
Refazendo todo o processo, na hora de montar a coronha, tem uma observação no manual da TX200 que diz para apertar primeiro o parafuso menor do guarda-mato e DEPOIS o grande da frente. O motivo, desconheço, mas está no manual.

1o - indicação vermelha e 2o a indicação azul
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7) Garantia da TX200

 

No final do ano passado, estive com um problema com a TX200. A Vo estava baixa e com spread alto.

Troquei o`rings, troquei a mola, tirei o encamisamento, coloquei outro encamisamento... E não achava o que tinha acontecido com a  danada.

Levei pro Murate, para trocarmos algumas peças da TX dele com a minha TX e ver se descobríamos onde estava o problema.

Desmontamos, observamos os o`rings... Bucha, mola... Tudo certo. Então tiramos a peça preta que vai no cilindro da TX e detectamos um o`ring estourado.

 

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Comprei outro o`ring... Troquei... Testei...

Melhorou um pouco, mas ainda estava com Vo baixa e eu estava encucado com isso.

Levei no Murate de novo abrimos e ele detectou que a peça estava danificada também:

 

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gallery_1371_183_12831.jpg

 

Entrei em contato com o Fabiano pra ver se ele conseguia essa peça pra mim, e ele me pediu o número de série da minha TX.

Passei o número e ele conseguiu o conjunto peça/cilindro na garantia.

O serviço pós venda da Air Arms está de parabéns e deixo aqui meus agradecimentos ao Fabiano também.

 

*Como não queria esperar a peça chegar, o Codato conseguiu fazer a peça pra mim com o torneiro dele.

A peça feita pelo torneiro também é show de bola!

 

Agora falta testar os agrupamentos da minha tx. A Vo já voltou ao normal, está dando até um pouco mais alto (cerca de 5m/s com JSB Heavy) do que quando peguei a TX.

 

 

8) Prêmios Conquistados com a TX200

 

Medalhas conquistadas com essa TX200 nas competições de Field Target, desde maio de 2012 até 21/04/2013.

 

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9. Acessórios para TX200

 

9.1 - Silenciador MWSS 150TX

        Onde adquirir: Matthew Winser - heaven1077@me.com

       Custo: 46 libras, com adaptador incluso.
      Video: 
http://www.youtube.c...h?v=NZBM8Ji7Ygw

                https://www.youtube....h?v=CIgxxC4xwt8
 

 

9.2 - Acessórios Rowan Engineering:

       Soleira ajustável, guarda mato, hamster, tecla do gatilho, grip da haste de acionamento: http://www.rowanengi...m/products6.htm

 

9.3 - Soleira Bisley:
      ebay: http://www.ebay.com/...=item53ef90b8c6

 

*Os itens acima, podem ser adquiridos com nosso colega Daniel (Netby). Tem mais segurança na entrega do que tentar importar direto.

Tópico do Daniel: http://carabinasdear...oleiras-bisley/


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#55308 Como fazer alvos reativos - Feedback instantâneo

Postado por Horvath Brother em 06 maio 2012 - 23:44

Olá pessoal,

Nesta semana estou postando um vídeo de como fazer alvos do tipo Visualização instantânea do ponto de impacto. Deu um trabalhão fazer esse episódio, espero que vocês gostem.

Como sempre se inscrevam no nosso canal, cliquem no joinha e favoritem.

Grande abraços





AirgunBrasil
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#80777 Field Target - Dicas / Tutorial

Postado por Takao em 27 outubro 2012 - 22:38

DICAS - FIELD TARGET

1) Apresentação
                Bom, como temos novos atiradores em Londrina que pediram uma mão para "aprender" a atirar / ir bem nas provas de Field Target, resolvi fazer um tutorialzinho. Já que estou fazendo, fica disponibilizado aos membros do CA tbm.
                Não sou expert no assunto e talvez encontrem alguns erros aqui, por favor, sintam-se a vontade de corrigir. Aliás, caso encontrem algum erro ou observação, me corrijam por favor.

Regulamento FT CBTE: http://carabinasdear...ld-target-cbte/
Regulamento FT CLEC: http://clec.com.br/Regulamento.pdf

Regulamento Mundial de FT: [link]http://www.world-fie...ation.com/Rules[/link]

 

2) Equipamentos
                Abaixo listarei os principais itens utilizados nos campeonatos de Field Target. Não são "necessários", eu mesmo não tenho tudo isso. Mas auxiliam muito na prova:

2.1) Carabina
                Basicamente, qualquer carabina estará apta a participar das provas de Field Target no Brasil. No campeonato mundial, o limite é de 16,3 Joules (12 ft/lbs). No Brasil, alguns campeonatos são limitados a no máximo 40 Joules.
                Há categorias de mola e de PCP. Para as carabinas de mola, não há muita preocupação. Para as PCP`s, sem reguladores, é necessário verificar o ponto doce da carabina para evitar a variação da V0 que afeta o POI.
* É necessário verificar qual o limite de potência da prova em que irá participar.

2.2) Luneta
                O importante da luneta é o paralaxe, se possível uma luneta com ajuste de paralaxe mínimo de 10 jardas. O paralaxe frontal é bem vindo, mas o lateral com sidewheel irá facilitar muito mais a sua vida. O zoom de grande magnitude como 24x, 32x também irá ajudar na hora do ajuste de paralaxe.
Sidewheel homemade: http://carabinasdear...a/?hl=tabuajara

 

2.3) Assento para Field Target
                O assento para field target, não digo que é imprescindível, mas também irá te ajudar nas provas. Lembrando que a altura máxima do atleta em relação ao chão é de 15cm. Ou seja, o assento até pode ter mais de 15cm, mas na hora em que o atleta sentar/ajoelhar no assento, o mesmo deve ficar a 15cm do solo. No caso de assentos rígidos (isopor, EVA, etc...) a altura do mesmo deve ser de no máximo 15cm de altura.

Faça seu próprio assento:  http://carabinasdear...d-target/page-2 Post #23

2.4) Vestimenta
                Escolha uma vestimenta confortável que lhe propicie fazer as diversas posições utilizadas no FT. Algumas calça jeans, por exemplo, dificultam a fazer a posição sentada que é a mais utilizada nas provas. No geral, a prova é realizada em campo. Portanto, acontecem provas sob chuva também. Por esse motivo, é recomendado preparar roupas impermeáveis ou capa de chuva. No Mundial, as vestimentas de tiro são admitidas, mas aqui no Brasil creio que nenhum campeonato permitem o uso.

2.5) Nível
                O nível para evitar o cant é um acessório que irá te ajudar a evitar alguns erros.
Tópico sobre inclinação lateral: http://carabinasdear...inação +lateral

Nível: 12541146_10208436544930567_5407387640403

Ou pode pegar um nível bolha desses quadradinhos e colar com dupla face na coronha: 12549044_10208436550730712_7979668021191

 

Outra opção, o nível eletrônico que pode ser comprado nas lojas internacionais ou, quem sabe, com o Willams: http://carabinasdear...ambiarra-minha/

(Ou adquirir o nível e adaptar vc mesmo para sua carabina, rs)

2.6) Inclinômetro
                Os alvos no FT ficam em diversas distâncias e diversos ângulos em relação ao nível horizontal. Até hoje tenho realizado as provas sem um inclinômetro, mas irei abordar o assunto aqui também.

Home made: http://carabinasdear...etro-home-made/
Na primeira página é a versão Mikami e na terceira página a versão Murate.

Inclinômetro:HORUS_VISION_ASLI.jpg

2.7) Chumbos
                Assim como em outras provas, é importante a escolha do chumbo que vai bem com a sua carabina e realizar uma seleção dos chumbos por forma e peso para evitar o máximo de variação no POI. Os chumbos pesados irão variar menos com o vento, mas os chumbos leves terão uma trajetória mais retilínea.

2.8) Indicador de vento
                Também é um acessório que não utilizo, mas em algumas armas como a EV2 vem "de série" uma haste para amarrar uma fitinha.

Fita amarela na EV2: 4808676474_5075090d74_z.jpg

2.9) Pellet Holder
                O porta-chumbos é bem vindo para tal prova. Ninguém quer carregar uma latinha de chumbos no meio do mato e sem querer chutar e derrubar os chumbos na terra.

Pode comprar ou fazer o próprio como o Zaitsev e Murate: http://carabinasdear...onha-home-made/

 

2.10) Hamster
                O hamster é um acessório acoplado na telha da coronha, de modo que facilite nos tiros de pé e ajoelhado, por exemplo. Há tanto a opção de acessório, como também coronha alterada. Porém, a distância máxima entre a parte inferior da coronha ou hamster, até o centro do cano da arma, não deve exceder 20cm.

 

3) Preparo do equipamento
3.1) Instalação da luneta: http://carabinasdear...hora-do-aperto/
Zerando a luneta: http://carabinasdear...r-a-sua-luneta/

3.2) Marcação do Paralaxe
                No Brasil utilizamos o sistema métrico e as lunetas em sua grande maioria, vem com a marcação do paralaxe em jardas. Nem sempre a marcação bate com o real, por isso é importante marcar o paralaxe para melhor precisão. Por experiência, a marcação de paralaxe é diferente se feita em ambiente bem iluminado ou pouco iluminado. Como onde participo, a maioria dos alvos ficam no meio do mato, faço essa marcação em ambiente com pouca iluminação para não dar diferença no dia da prova.

3.2.1) Coloque um alvo ou até mesmo um papel com algo escrito e marque diferentes distâncias entre 10 e 50 metros no chão com a ajuda de uma trena;

3.2.2) Cole uma fita branca ou esparadrapo sobre o local em que marcam as distâncias do paralaxe;

3.2.3) Vá até a linha de 10m, foque o alvo e faça uma marcação na fita de 10m. Repita o processo a cada 2/5/10 metros (o que couber na marcação). Por exemplo: marcar as distâncias de 10, 12, 15, 17, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50m SE couber na fita. Caso consiga, pode fazer marcações mais precisas.
Um sidewheel grande propicia marcações mais precisas.

 

Exemplo de marcação de sidewheel: 12509324_10208436656653360_4602930394378

3.3) Cronografando a carabina
                Para saber se a sua carabina está dentro da potência permitida do campeonato, é necessário cronografar a carabina com o chumbo escolhido e verificar a potência. Se vc tiver a V0 da carabina, irá conseguir utilizar tbm o chairgun para obter o POI nas variadas distâncias.

Opção p/ quem não tem cronógrafo: http://carabinasdear...funciona-video/

Chairgun: http://carabinasdear...un/?hl=chairgun

                Caso não consiga medir a V0 da carabina, não se preocupe, ainda há uma saída.
Zere a sua luneta em uma distância qualquer, eu zero nos 25m (distância que a parábola da trajetória do chumbo atinge o ponto máximo na minha carabina).
* Zere a luneta na posição sentado sem apoio, que é a mais utilizada no campeonato. Outro motivo, é de que se zerar apoiado e sem apoio o POI muda dependendo da carabina.

                Uma vez zerada, coloque alvos a 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45 e 50m e faça um agrupamento em cada alvo, sempre mirando o centro do alvo.
                Pegue a altura média do centro do agrupamento em relação ao centro do alvo e monte uma tabela distância x POI.
Por exemplo:
DISTÂNCIA(m)                 POI(cm)               DOTS (16x)
10                                          -1,8                        2,75
15                                          -0,7                        0,75
20                                          -0,07                     0,0
25                                          0,00                       0,0
30                                          -0,47                     0,3
35                                          -1,5                        0,7
40                                          -3,16                     1,3
45                                          -5,43                     2,0
50                                          -8,36                     2,75
Lembrando que a compensação por dots varia de acordo com a magnitude utilizada na luneta. Eu compenso por dots sempre utilizando 16x. Uso tanto para encontrar o paralaxe como para visar o alvo e compensar.

4) Treino
              Acho que o treinamento mais importante é o das posições. Treinar as posições sentado, ajoelhado, de pé, deitado... Mesmo que seja só para simular a posição com a carabina. Já me perguntaram qual a posição correta, ao qual respondi: "A que se sentir mais confortável". Eu atiro de um jeito, o Codato de outro, o Murate de outro... Cada atirador tem um jeito diferente. Mas, segue um video para tirar como base:

 

  

 



Se possível, faça também agrupamentos nas variadas distâncias com cada posição diferente para ver se muda o POI.

5) Durante a Prova
5.1) Preparo no dia
                Utilize a área de treino e verifique o POI, se está zerado na distância em que montou a tabela. Se conseguir, veja também se bate com a tabela de compensação. Nas provas em Campo Largo, eu levo alvos próprios e coloco nas seguintes distâncias: 10m, 15m, 25m, 40m e 50m. Faço um agrupamento a 25m e vejo se está zerada, caso não esteja, zero a luneta. Em seguida faço agrupamentos de uns 5 tiros nas demais distâncias e vejo se bate com a compensação da tabela. Se bater, ok, se não bater, ajusto a tabela. Pode ocorrer de não bater a tabela que vc fez previamente, com a compensação necessária no dia e local da prova. Muitos são os fatores que podem influenciar: Temperatura, altitude, umidade do ar...

 

5.2) Encontrando as distâncias dos alvos
                No posto, ao visualizar o alvo, ajuste o paralaxe (foco) da luneta até que o alvo fique nítido. Assim que ficar nítido, veja a marcação do paralaxe para estimar a distância em que está o alvo. Quanto mais alto a magnificação da luneta, melhor para encontrar o paralaxe.

5.2.1) Alvos sem angulação
                Em alvos que não estão com angulação, é a distância do paralaxe que irá utilizar para ver a tabela DIST. x POI/MIL-DOT/CLICKS.

5.2.2) Alvos com angulação:
                Deve-se tomar muito cuidado com os alvos em angulação. Muitas vezes você encontra a distância correta pelo paralaxe (distância inclinada), olha a tabela, compensa(clica) certo e erra o tiro. Daí fica sem saber porque errou o tiro ou então pensa que tremeu ou moveu na hora do disparo. Na verdade a distância que se deve levar em conta na tabela para achar a compensação ou clicagem, é a distância horizontal. Para encontrar essa distância, deve-se encontrar a distância inclinada até o alvo, ver qual o ângulo (ou cosseno) do alvo em relação a linha horizontal e em seguida multiplicar a distância inclinada pelo cosseno do alvo. Aí que entra o inclinômetro citado nos equipamentos. Segue ilustração abaixo:
66406_10200324524695131_26071465_n.jpg?o

O tracejado laranja representa a distância inclinada que irá encontrar até o alvo. Nesse caso, 50m. Mas a distância a ser levada em consideração, são os 43,3m que estão representados em verde. Se vc for bom de conta, pode fazer a conta de cabeça multiplicando a distância inclinada pelo cosseno ou pode montar uma tabela como a da Gunshouse. No meu caso, eu mesmo fiz uma tabela.

*Quem quiser, me envie o endereço de e-mail que eu envio a tabela completa. Eu vou excluir alguns dados da minha tabela para não carregar uma tabela "monstro" para as provas.

Tabela Guns House: http://carabinasdear...la +guns +house

 

Diferença do POI entre a distância inclinada e horizontal, do exemplo anterior:

 

486049_10200324524615129_998523993_n.jpg

*Veja que se fosse compensar para os 50m, seriam -8,36cm, quando na verdade deveria compensar para aprox 44m que seriam -4,92cm. Com quase 3,5cm de diferença vc erraria o alvo.

5.3) Tabela
                Após encontrada a distância horizontal até o alvo, verificar qual a compensação ou quantidade de clicagem necessária para acertar o killzone.

5.4) Vento

                Sinceramente, essa parte eu vou no feeling. Não uso nenhuma tabela ou conta para saber quanto compensar. Até porque, não sei "medir" a velocidade do vento e pode ter tbm, vento cruzado entre o atirador e o alvo. Mas vale lembrar que tem que tomar cuidado com o vento.

 

5.5) Erros

 

                 Quando errar um alvo, tente analisar por quê errou. Tremeu? Errou ao ver a tabela de compensação? Esqueceu de mudar a magnificação para a utilizada na tabela? Angulação? Erro de paralaxe? Vento? É bom saber o motivo do erro para evitar o mesmo erro futuramente. A cada etapa de Field Target, temos novas aprendizagens. Tente fazer o follow throught ao máximo para saber onde o chumbo bateu. Caso contrário, será difícil analisar o seu erro.

 

*Utilizei aqui, os tópicos dos amigos: Eduardo Mello, Murate, Andersonymk, Mikami, Zaitsev, Doberman, Horvath Brother, Karolaza, Vagner Aurério (Guns House), adilson.ferreira.

Linkei os tópicos dos colegas aqui, espero que não se importem.

Se curtirem, lembrem-se de dar +1 no tópico dos colegas tbm.  :thumbsup:

 

 

Revisão_1 - 30/01/2013
5.2.1) Alvos sem angulação

                Em alvos que não estão com angulação, é a distância do paralaxe que irá utilizar para ver a tabela DIST. x POI/MIL-DOT/CLICKS

 

Acrescido: 5.5) Erros


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#706 Vamos falar um pouco de miras abertas

Postado por D'elite em 19 abril 2011 - 23:54

Eu sempre quis colocar algo sobre mira aberta no fórum, sempre gostei desta modalidade de tiro, claro que a carabina fica muito mais bonita com uma lunetona montada em cima, mas pra mim a emoção do tiro é maior a com uma arma de mola e mira aberta.
Vamos falar um pouco de miras abertas, abaixo um texto do Sílvio Aguiar que acho muito bom sobre o assunto:

VISADA___________________________________________________________________________________________

Para se lançar um projétil contra um determinado alvo, independente do tipo de equipamento (arma) que se utilize, a técnica é simples:
orientar o equipamento (arma) para o alvo e acionar o “gatilho” sem alterar essa orientação.

Para realizar essa tarefa com maior precisão, criou-se o “aparelho de pontaria”, que no nosso caso é composto da alça de mira e da massa de mira.
Alinhar a figura alça e massa, ou seja, montar a figura de visada é muito simples, porém mantê-la alinhada enquanto se aciona o gatilho é uma tarefa mais difícil, e é imprescindível para atingirmos nosso objetivo principal: acertar o centro do alvo.

Cabe lembrar, que é essencial que a sua empunhadura física esteja pronta, de forma que obter o alinhamento alça/massa seja uma tarefa fácil e natural (ver artigo sobre empunhadura).

Também é pré-requisito ter desenvolvido a capacidade de sustentar a arma, na altura de disparo, pelo período necessário à execução do processo. Essa capacidade é obtida através da melhora do preparo físico (geral e especial) e da execução do exercício de posição interior (ver artigo sobre posição).

Portanto, alinhar e principalmente manter da figura de visada, só é possível após o atleta ter adquirido a capacidade de posicionar e manter,
o conjunto atirador/arma alinhado com o alvo. Como vimos anteriormente, isso irá requerer: posição exterior correta, posição interior desenvolvida e empunhadura física acertada.

Antes de prosseguir, vamos relembrar alguns conceitos sobre a visada:

1. Linha de Visada é a linha reta que liga o olho do atirador, a alça, a massa e o alvo.

2. A figura alça/massa deve ser montada posicionando a massa no centro do entalhe da alça (mantendo a mesma quantidade de luz de cada lado da massa) e o topo da massa na mesma linha horizontal (altura) das bordas superiores horizontais da alça.

3. Zona de Visada é a área branca circular abaixo da zona preta do alvo de precisão, local onde posicionamos a figura alça/massa. O fundo branco facilita o alinhamento, já que tanto a alça quanto a massa são pretas.

4. Como o nosso aparelho ótico não consegue focar objetos em distâncias diferentes, apenas um dos três objetos deve ser escolhido para ser focado. No caso, a MASSA DE MIRA.

5. Quem usa lente corretora, deve utilizar um óculos de tiro e uma lente que permita ver a massa de mira bem nítida.

6. A bola preta do alvo só serve para nos indicar a posição da zona de visada, e nunca, em momento algum, devemos focar o alvo.

7. Manter, durante todo o processo do disparo, a figura da alça/massa alinhada dentro da zona de visada, garante um agrupamento
de impactos no alvo proporcional à amplitude do seu arco de movimento, desde que não cometa erros de acionamento.

Visto isso, vou arriscar um palpite: 99 % dos atiradores que estão lendo esse artigo iniciaram atirando em um alvo normal, tiro real, tentando montar a figura de visada com três elementos, alça/massa/alvo, e acionando o gatilho no momento em que os três objetos se alinhavam. Vou arriscar outro palpite: 90 % continua “tentando” atirar assim.

Essa pequena diferença, do que compõe a figura de visada, “alça/massa” ou “alça/massa/alvo”, determina ter ou não sucesso como atleta do tiro
esportivo. Tentar incluir o alvo na figura é o grande erro da maioria dos atiradores.

A razão é simples: ninguém, mesmo o mais treinado dos atiradores, possui um arco de movimento de amplitude zero. Portanto, obter essa figura por um instante é possível, porém, mantê-la durante o tempo necessário para a execução do disparo é impossível. É impossível e desnecessário.

Nossa tarefa, por conseguinte, ficou mais simples: basta manter a figura alça/massa alinhada, dentro da zona de visada, antes, durante e depois
do disparo. Conseguindo isso, a amplitude do seu arco de movimento e a qualidade do seu acionamento determinam o tamanho do seu agrupamento no alvo.

Vamos analisar então, quais são os requisitos para se cumprir essa tarefa e que exercícios devemos fazer para melhorar nossa capacidade de realizá-la.

Em primeiro lugar, temos que desenvolver o hábito de eliminar a figura alvo da nossa “visada”. Isso é obtido de forma muito simples: usando alvo branco e/ou parede branca para treinar o fundamento visada, e sempre com tiro em seco. O tiro real mascara cerca de 40% dos erros do atirador, a maioria ocorridos nos últimos 0,4 segundos que antecedem a saída do projétil pela boca do cano.

Em segundo lugar, temos que acreditar que, mantendo a alça/massa alinhadas, independente da amplitude do nosso arco de movimento, obteremos o nosso melhor agrupamento, desde que o processo ocorra dentro do nosso tempo ideal de disparo. Isso irá requerer uma sincronia perfeita das ações do disparo, ou seja, sincronizar a execução dos fundamentos do processo do disparo.

Em terceiro lugar, entender que a tarefa só termina um “instante” após completado o acionamento, e que durante todo o tempo de execução do processo temos que manter nossa “atitude de disparo”, ou seja, posição, empunhadura e atenção no alinhamento alça/massa. O disparo deve ser sempre uma surpresa para o atirador.

Os exercícios sugeridos são:

1º Exercício: levar a arma para a zona de visada, sem “armar” o mecanismo de disparo, e enquanto o arco de movimento estabiliza e durante mais alguns segundos (+/- 10 seg), apertar e soltar a tecla do gatilho, observando e trabalhando para que essa ação não altere o alinhamento alça/massa.
Se a sua empunhadura física e técnica estiver correta, e a flexão do dedo indicador estiver sendo feita de forma independente dos demais músculos da mão, a figura de visada permanecerá alinhada durante o exercício.

2º Exercício: tiro em seco (só deve ser feito em armas pcp, em armas de mola esse processo pode danificar a arma) no alvo e/ou parede branca, executando o disparo em seco com a atenção dividida entre a execução correta do
acionamento (ver artigo sobre o acionamento) e a manutenção do alinhamento da figura alça/massa, dentro da zona de visada (quando em alvo branco).

3º Exercício: idem ao 2º , mas com 100% da atenção na figura alça/massa alinhada dentro da zona de visada (quando em alvo branco). A tarefa é: executar o disparo sem perder em momento algum a atenção no alinhamento da alça/massa e o foco na massa.

Essa seqüência de exercícios deve ser feita após os exercícios de posição (exterior e interior) e de acionamento.


por Silvio Aguiar
Técnico da Seleção Brasileira de Tiro a Bala. Integrou a equipe brasileira de Pistola Livre e de Ar, de 1977 a 1987. Participou dos Jogos Olímpicos de Moscou e Los Angeles, Vice Campeão Pan Americano e recordista das FFAA de Fogo Central
silvio.aguiar@gmail.com


Imagem Postada




Referências:

A imagem da visada: http://www.vigilante...alvigilante.pdf
Fiz algumas alterações nos desenhos.

Texto do Silvio Aguiar sobre Visada retirado do site:
http://www.fmte.com....subarea=colunas


Abraço,


D'elite

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  • 35


#68161 B 19-S .177 CBC

Postado por andersonymk em 31 julho 2012 - 19:16

Recentemente o amigo Casadio entrou para o grupo dos atiradores de ar comprimido.
Como primeira carabina escolheu a CBC B19-S, após passar pelas mãos dele algumas nitro e nitrox.
Tenho o prazer de recebê-lo aqui em casa para darmos uns tiros e já que a carabina é nova, porque não fazer um review.

1.Introdução:
Esta arma tem mesmo conjunto mecânico que a Bam B19-18, velha conhecida de muitos aqui no fórum.
Atualmente a CBC importa estas armas nos modelos B19-S com coronha de polímero, B19-14 com coronha de madeira e B19-17 com coronha de madeira tipo TH.
Pelo que já tive oportunidade de atirar com as antigas CBC da linha Montenegro fabricadas no Brasil, achei as novas carabinas importadas melhores que as nacionais, principalmente no quesito precisão e gatilho, embora o gatilho das CBChina ainda sejam bem pesados.
Já tive a chance de atirar com três B19-S e duas 19-14, sendo algumas tunadas e outras originais.
Mesmo nas originais, gostei muito do desempenho das armas que se mostraram muito precisas.

2.Impressões:
Ao pegar a 19-S nas mãos nota-se que é uma carabina bem leve, por ter uma coronha de polímero oca. A oxidação é de boa qualidade, notadamente superior a B19-18, mantendo o padrão das montenegro GII.
Ao bascular a arma pode-se perceber que ele é bem macia e não apresenta exageiro de folgas em suas partes móveis. Como é uma arma de mola helicoidal, percebe-se o rangir característico destas armas.
O engatilhamento também é macio a preciso (não passa aquela sensação que ao soltar o cano a arma vai disparar sozinha). A trava de segurança não é automática e deve
ser travada manualmente.
E pegada da coronha é bem confortável e ela possui desenhos no pistol gripe a na lateral da telha para melhorar a aderência. Durante o disparo pode-se notar bem que a coronha é oca, pois sente-se uma vibração no pistol gripe, mas nada que seja extremamente desconfortável (é que prefiro coronha de madeira).
Ao empunhar a arma estilo caçador o atirador não notará desconforto, pois a arma fica bem balanceada nas mãos. No entanto para quem empunha estilo tiro de precisão (muito usado em papel a 10m) vai notar que a arma pende para frente, pois o centro de gravidade é bem à frente do guarda mato (seria interessante neste caso por peso na parte traseira da coronha).
Ao disparar a ar,ma nota-se que apesar de imprimir uma boa velocidade no chumbo (.177) a arma não é "coiçuda", pois o pistão é bem leve se comparado a muitos modelos. Mas nota-se uma vibração bastante incômoda da mola (um encamisamento será bem vindo).
Acredito que uma luneta de boa qualidade possa ser usada com certa segurança nesta arma, embora: luneta + arma de mola = caixa de surpresas.
Os dois pontos mais fracos que considerei na arma são o gatilho e o sistema de miras abertas.
O gatilho é originalmente bem pesado (um pouco menos que nas GII), mas pode ser aliviado com bom polimento, ficando infinitamente melhor. Uma troca de tecla seria recomendável, pois ai sim a arma fica muito, muito melhor de ser manuseada.
O sistema de miras como na maioria das armas atuais segue a febre dos inserta de fibra óptica, verde na alça e vermelho na massa. Infelizmente a fibra e consequentemente seu suporte são bem grosseiros e atrapalham bem a visada de um alvo menor, especialmente para quem visa centro.
A primeira providência que tomo nestes casos é a pintura com spray preto fosco. A alça de mira melhorou muito em relação a B 19-18, vindo em metal e com as rodas de regulagem em material plástico. Uma peculiaridade deste conjunto é a possibilidade da remoção ser perder regulagem, já que a roda que regula a movimentação de altura do POI não precisa ser removida para retirada da arma (o conjunto sai inteiro). Sistema muito bem bolado.

3.Vamos ao que interessa - fotos:
A. CBC B19-S
Imagem Postada

Imagem Postada

B.Detalhes do pistol grip que tem uma boa pegada e tem sistema para melhorar a aderência:
Imagem Postada

C. A telha também tem "desenhos" para melhorar a aderência:
Imagem Postada

D.O guarda mato é feito diretamente do material polímero da coronha. No caso da troca por uma coronha de madeira será necessário aquisição ou confecção de um guarda mato.
Imagem Postada

E.A soleira é bem simples e possui pequenas ranhuras para não escorregar no ombro. Não é muito macia, mas se presta bem para empunhar a arma que não tem muito recuo.
Imagem Postada

F.Aqui detalhe da oxidação de boa qualidade e extenso nome da arma.
Imagem Postada

G.Detalhe da massa de mira (mesma da Bam B19-18), já pintado com spray preto fosco.
Imagem Postada

H.Alça de mira, sem dúvidas uma excelente evolução em relação ao modelo B19-18 que é todo em plástico.
Imagem Postada

Imagem Postada

4.Como sempre faço, vamos desmontar a carabina :devil: :devil: :devil:
A.Primeira providência é a remoção do sistema de miras abertas. Gosto sempre de fazer a mecânica das minhas armas sem o sistema de mirar abertas, pois evita-se uma potencial quebra do sistema durante a manipulação da arma.
A massa pode ser removida encostando-se uma chave de boca de 16mm e batendo com martelo de borracha na chave.
Imagem Postada

Não torça a massa de mira, pois o cano possui um chanfro que alinha a sistema e se for torcido o plástico vai se romper.
Imagem Postada

B.Detalhe da coroa do cano:
Imagem Postada

Imagem Postada

C.A remoção da alça de mira é feita afrouxando estes dois parafusos de ponta tipo fenda cruzada. Eles vem com um pouquinho de trava. Ao por a chave neles certifique-se que é do tamanho adequado, que está bem encaixada e faça o torque sem deixar a chave escapulir.
Imagem Postada

A alça pode ser removida inteira e sem desregular. Notem que existem três furos no bloco do cano. Os da extremidade tem rosca e abrigam os parafusos de fixação da alça no bloco. O do meio é liso e abriga a ponta do parafuso da roda de regulagem de elevação.
Imagem Postada

D.Após remover o sistema de miras abertas, a arma já pode ter os parafusos da coronha removidos:
São dois na telha (lado esquerdo e direito) e um no guarda mato (lao de baixo).
Um da telha é este:
Imagem Postada

Notem que vem com trava química.
Imagem Postada

O parafuso do guarda mato é este:
Imagem Postada

Aqui os três fora ada arma. O mais longo fica no guarda mato.
Imagem Postada

E.Após a retirada destes parafusos a coronha já pode ser separada da ferragem. Faça com cuidado, pois existe uma peça que serve de batente para a coronha não rachar com torque do parafuso do guarda mato que pode cair (o da minha arma caiu, agora estou esperto).
Imagem Postada

Parte da frente da coronha, onde passam os dois parafusos que prende a telha à ferragem.
Imagem Postada

F.Após separado da coronha a ferragem já mostra parte do sistema de alavanca.
Notem que a alavanca é articulada e possui um pequeno insert de plástico para evitar a raspagem na câmara (cadê os projetistas da HW50!!!).
Imagem Postada

A parte anterior da arma possui um guia que mantem o braço que arma o pistão sempre alinhado com a câmara, com isso não tem raspagem na lateral.
A chapa curva à frente do gatilho é a trava de segurança.
Imagem Postada

G.Para remover a caixa de gatilho é necessário remover este parafuso em forma de cilindro. Ele mantem a caixa de gatilho no lugar, além de tem uma rosca fêmea que abriga o parafuso do guarda mato e que segura a parte de trás da coronha.
Imagem Postada

Após a remoção do parafuso, é necessário a remoção da mola que prende o guia do braço e o guia do braço, para que a caixa de gatilho seja movimentada para trás a seja liberada.
Imagem Postada

Imagem Postada

Imagem Postada

G.Após removida a caixa de gatilho, a arma deve ir para o compressor de molas para retirada das partes internas.
O pino que aparece na foto deve ser removido para um dos lados, com isso todo o sistema que trava amola na posição é liberado. Se a arma escapulir do compressor neste momento vai provocar um acidente.
Imagem Postada

Imagem Postada

H.Após a retirada do pino a compressor deve ser aberto para aliviar lentamente a carga que está sobre a mola.
Após a mola perder sua tensão, fica assim:
Imagem Postada

A partir deste ponto, basta puxar para trás a caixa de gatilho que ela vai sair inteira.

H.O conjunto da culatra, tophat e mola fica assim:
Imagem Postada

Depois de removido de dentro da câmara foca desta forma.
A peça que tem um pino mais longo é o guia traseiro da mola e deve ser removido com um saca pinos. Certamente será destruído no processo.

Imagem Postada


A peça fica assim:
É aqui que a parte de trás da mola à gás vai se encaixar.
Imagem Postada

I.O pistão veio bem enferrujado. Foi limpo e relubrificado com molycote BR2 plus.
Imagem Postada

Imagem Postada

J.Na parte interna do pistão tem uma pequena peça (lado esquerdo) que é o guia de mola dianteiro. Deve ser retirado.
No lugar dele mandei usinar uma peça para centrar a mola à gás.
Imagem Postada

Esta carabina recebeu uma mola à gás de 45Kg (o ideal seria uma de 40, que eu não tinha disponível aqui no momento).
O processo de remontagem é o inverso do descrito até aqui.

4.Agrupamentos:
Feitos com luneta 4x32 a 10m apoiado tipo BR.

A.Grupos feitos com a mola original com cerca de 250 tiros.
JSB 8,44 grains:
Imagem Postada

Crosman premier da caixa de papelão:
Imagem Postada

JSB Heavy:
Imagem Postada

JSB Express:
Imagem Postada

B.Agrupamentos após a colocação do GR ( a arma ainda estava com um pouco de Diesel):

JSB Heavy:
Imagem Postada

JSB Express:
Imagem Postada

Finale match:
Imagem Postada

5.Dados de energia com a mola original e GR de 45Kg:
Original:
Imagem Postada


Mola à gás:
Imagem Postada

6.Conclusões.
-Pelo que pude ver desta arma e das demais que pude atirar, sem dúvidas é um dos melhores custo x benefício para quem quer uma arma nesta faixa de preço.
Recomendaria esta arma pela facilidade de tunagem e por ter garantia CBC.
-Quanto a instalação da mola à gás, não é tarefa difícil, mas requer certo conhecimento e habilidade para tal. Se não der conta de fazer, mande sua arma para um armeiro confiável.
O ideal na minha opinião é um GR de 40Kg. Instalei o de 45Kg pois era o que estava disponível aqui na hora. Mas não gostei do aumento na velocidade.

7.Observações:
-A tecla do gatilho será trocada a posteriori de acordo com a vontade do dono da arma.
-O sistema de alça de mira desta arma pode ser adaptado na Bam B19-18, mas pelo menos na minha unidade, tive que lixar um pouco da parte interna da coronha, onde há um rebaixo que abriga a roda de regulagem de lateralidade, pois a roda encostava na coronha.

Abraço.
  • 33


#135125 Coletor de Chumbos - Sem ricochete e sem barulho

Postado por E1vio7r em 28 janeiro 2014 - 19:48

Boa noite à todos!

 

Esses dias atrás em um e-mail do Balim (Edição 03) o assunto girava em torno de um coletor de chumbos que teve seu fundo "estourado" pela quantidade de tiros recebida. Fiz contato com o pessoal do e-mail dando uma dica, e o Eduardo Mecedo aqui do forum sugeriu que eu criasse um post para compartilhar a dica, vamos lá:

 

Há um tempo precisava de um coletor para mim e decidi dar uma "procurada" com o pessoal fora do Brasil para ver o que eles fazem mundo a fora.
 
Numa dessas pesquisas descobri num site americano a dica: uma caixa qualquer (de preferência resistente) forrada com uns 5 cm de massa de calafetagem. É barato de fazer (comprei uma caixa de embutir p/ cabos de telefonia e uns 4 pacotes de 500g de massa de calafetagens - não aqueles pacotes com "tirinhas" -  custo total entre R$ 50 e R$ 60 na época), portátil (usei uma caixa 20x20cm onde prendo alvos feitos com meia folha A4) e resolve dois problemas extras: não há barulho do chumbo batendo (a massa absorve o chumbo, ele não chega no fundo da caixa) e ele não ricocheteia (pelo mesmo motivo).
 
Já estou usando esse sistema a mais de um ano direto e continua funcionando muito bem, há relatos em páginas estrangeiras de pessoas que usam por anos e anos sem problema. Quando fica uma "buraqueira" muito grande no centro da caixa é só "massetar" a massa e tudo resolvido!
 
O mais difícil mesmo foi traduzir o que significava o "duct seal" nos tutorias, até eu chegar na massa de calafetagem demorou um pouco...
 
Seguem fotos:
 
Massa de calafetagem
 
01_massa_calafetar.jpg
 
Caixa de cabos
 
02_caixa_cabos.jpg
 
Caixa preenchida
 
03_caixa_preenchida.jpg
 
 
Obs.: aqui depois eu dei acabamento preenchendo as entradas nos cantos com o que sobrou de massa.
 
 
Caixa pronta
 
05_caixa_pronta.jpg
 
Simples, fácil e funcional. Quando não está em uso eu coloco a tampa dela pra evitar poeira e sujeira contaminando a massa de calafetagem.
 
Abraço!
 
Elvio Gomes Jr - elvio@viotec.com.br

  • 32


#73881 Como pontuar um Post (+1 ou -1)

Postado por Ivan Marques em 03 setembro 2012 - 15:13

Boa tarde!

Tenho notado alguns amigos perguntado "Como é que faz para pontuar?" ou "Como ganho pontos?"

Bom, a fim de ajudarmos, haja vista que estamos aqui pra isso, resolvi criar este tópico breve, porém de fácil entendimento sobre como pontuar positivamente (+1) ou negativamente (-1).

Com a permissão do nosso administrador Eduardo Macedo, peço licença para utilizar como ilustração um post por ele escrito. Observem a imagem abaixo:


Imagem Postada

Lembramos que esta ferramenta tem de ser usada com prudencia e bom senso, haja vista que, com ela, VOCÊ tem o poder de melhorar ou arruinar a reputação de um membro. Por isso é fundamental ler todo um post e suas sequencias de post's antes de ir dando logo um negativo para quem escreve.

Bom, para você ganhar pontos, por osmose pode-se perceber que você deve escrever/criar Posts ou Tópicos que contribuam para o crescimento do forum. Quando digo crescimento do forum, há de se entender que o forum cresce conforme nossos membros desenvolvem mais conhecimento ou ganham técnicas mais apuradas e não somente cresce em termos de volume de informações.

Nunca negative porque simplesmente não concorda com uma determinada opinião. Este fórum é um local de debate livre e todos tem o direito de ter opiniões divergentes sem que isto constitua uma razão para que sejam negativados. A pontuação negativa só é cabível quando se interpretar que o que foi postado é inadequado ou prejudicial ao serviço prestado pelo fórum que é o de informar e permitir o contato e troca de experiências sobre Armas de Pressão.

Bom, acho que é isso aí!

Espero que tenha ajudado!

Abraço!

Ivan Marques
  • 31


#103508 QY, a missão *****TÓPICO PREMIADO CA*****

Postado por Zaitsev em 18 maio 2013 - 17:50

“Naquela noite fria de inverno, a presença do vulto entre as sombras das árvores se anunciava somente com a passagem das luzes dos faróis dos carros que por aquela avenida ainda circulavam... “
 
NÃO ! Isto aqui não será mais um romance de espionagem, apesar do cunho investigativo do tópico... eheheh
 
Vamos tratar do chumbo oriental chinês Qiang Yuan que, para facilitar a leitura deste chumbin’ de nome quase impronunciável, o trataremos simplesmente como QY.
 
Aproveito o tópico para agradecer ao Charles Dias lá de Sampa, que me disponibilizou uma latinha e meia, não só para ser agregada a minha humilde coleção, mas também para este registro tecno-informativo.
 
Pelas leituras que andei fazendo sobre os bólidos QY, até um ano atrás eles viviam na mais absoluta obscuridade, que nem o espião no primeiro parágrafo deste tópico. Mas, de forma repentina, conquistaram a Europa e os atiradores do Mundo, nesta ordem.
 
Agora, cá entre “nóis”, somos mesmo uns pobres coitados. Se nossa indústria fosse séria, poderíamos estar agora nos orgulhando se tal fato tivesse acontecido com um dos nossos plumbos brazilis, do tipo Technogun, Snyper, Tupi, Pardal, Target e HPs da vida.
 
(e o Galvão gritaria: “- É Tupi e é do BRASILLLLLL...”) ...
 
Bem, para aqueles que estão acostumados a utilizar chumbo importado, é uma unanimidade a premissa que a qualidade do chumbo é inversamente proporcional à sua embalagem (Vide RWS, JSB e H&N versus GAMOs). Se você abrir uma lata de RWS sem prestar atenção no que está fazendo, a pôla toda se esparrama pelo chão...
 
No caso do QY, assim que abri a encomenda dos Correios me deparei com uma embalagem de “prástico” transparente, sem rosca e (bem) safada, parecendo uma caixinha para balas de hortelã chinesa.
 
Aí, meu coração se acelerou-se e pensei comigo:
 
“- Taí, este tem tudo prá ser do bão...!!”
 
Mas vamos aos fatos... Existem 2 tipos de QY:
 
1 - O da embalagem vermelha, padrão Olímpico, com 200 unidades, mais caro que o (2), mas com rígido controle de qualidade oriental e pesado em balanças que, provavelmente, não são vendidas pela DXtreme...
 

apb5h2.jpg

http://tinypic.com/r/apb5h2/5

 

2 - O modelito “Training”, da embalagem bala de hortelã com 500 unidades, nosso foco neste tópico.

 

2eoi9nb.jpg

http://tinypic.com/r/2eoi9nb/5

 

O aspecto geral do QY Training é incrivelmente similar aos Top Match europeus mais apreciados na categoria Papel 10 metros - RWS R10, RWS Meisterkugeln e H&N Finale Match. Senão, reparem na foto macro a seguir:

 

ofbskp.jpg

http://tinypic.com/r/ofbskp/5

 

 

O peso também é igual ao dos outros três chumbos citados: 8,2 Grains (0,53 gramas).
 
Mas como nosso objetivo principal não é avaliação de embalagem, de shape ou se peso, vamos aos testes práticos.
 
Peguei minhas duas carabinas de Papel (sem trocadilhos, pf) – Princess CBC, de 13 Joules e GAMO 400, de 6 Joules, e parti pro meu “Home Shotting Range”. 
 
Coloquei os alvos a exatos 10 metros de distância, atirando com uso de uma luneta de 4x32 Nikko, apoiando as carabinas em um rice rest (o meu está com arroz ao invés de areia) e também apoiando meu traseiro gordo, peludo e fedorento numa cadeira... 
 

25z1n4l.jpg

http://tinypic.com/r/25z1n4l/5

 

Aí foi a farra de colocar o chumbo no cano, apoio no rice, checagem do nivel, respirar fundo, visada e  dedo no gatilho. E cheguei a estes agrupamentos:

 

 

- Com a Princess CBC

 

akhlra.jpg

http://tinypic.com/r/akhlra/5

 

- Com a GAMO 400

 

21nmbu9.jpg

http://tinypic.com/r/21nmbu9/5

 

 

Conclusões:
 
1 – Tanto na CBC quanto na GAMO, o agrupamento do QY supera o dos outros chumbos testados;
 
2 – Tenho que fazer estoque deste QY para as provas de Papel 10 mts com a GAMO 400...
 
3 - Está na hora de limpar o cano da Princess...
 
Abraços a todos.
 
 
N O T A S :
 
1 - Acrescentado por aqui o Link postado pelo Kamarada lima_rs no #9, o que facilitará encontrar rapidamente o link para compras futuras:
 
 
O vendedor, "ian-500" do eBay.UK é totalmente confiável, conforme demonstra os depoimentos neste  tópico, aceita PayPal como forma de pagamento, posta rápido a encomenda, que vem com  Nº de rastreamento da Inglaterra pelo Royal Mail.
 
2 - O Ian passou a comercializar também o QY "bala de hortelã" :
 
 
Só peço àqueles que resolverem comprar pelo Ian-500 que deem um pontinho pro lima_rs lá no #9 porque "ele é o Cara" (eheh) que fez a pesquisa de campo, até chegarmos em Birmingham.
 
3 - O Ian sumiu do eBay.com !!!!
 
4 - A Intershoot (da Irlanda) passou a comercializá-los em 2014. Mas é preciso averiguar se ainda entregam no Brasil:
 
 
 
 

  • 30


#54044 Encamisamento de mola com PET

Postado por andersonymk em 25 abril 2012 - 22:54

É muito comum os amigos perguntarem como se faz o encamisamento de uma mola com pedaço de garrafa de PET, chapas de raio X e folhas de teflon.
As folhas de teflon eu nunca usei para essa finalidade mas segundo muitos seria o melhor material.
Entre chapas de raio x a pedaço de garrafa de PET, eu prefiro a garrafa, pois senti que absorveu melhor a vibração.

É uma operação bem simples e não requer muita especialização para fazer.
1.Lista de ferramentas:
- Chaves de fenda de tamanhos variados e que combinem com perfeição nos rasgos dos parafusos da(s) arma(s) a ser(em) tunada(s);
- Jogo de punção;
- Jogo de saca pinos paralelo;
- Martelo de borracha ou de polietileno;
- Chaves tipo allen de medidas equivalentes aos parafusos da arma;

- Tesoura e estilete;
- Potinho para por as peças para não se perderem;
- Rolo de fita adesiva;
- Compressor de molas;

2.Lista de material:
- Uma garrafa em PET;

3.Tutorial:
Para o tutorial usei para demostração uma HW50S.

A.A primeira coisa a se fazer numa situação em que a arma vai para o compressor de molas, é remover o sistema de miras abertas (caso a arma tenha um). Pois qualquer acidente no compressor danificará o sistema de miras. No caso das HW o sistema de miras abertas custa a bagatela de uns 350,00 Reais.
Para remover a massa de mira basta afrouxar este parafuso, não é necessário removê-lo por completo.
Imagem Postada

Para remover a alça de mira, retire primeiro o graduador, fzendo leve pressão na chapa que sustenta os inserts, com isso alivi-se a pressão sobre o parafuso facilitndo sua soltura. Depois remove-se o parafuso da frente e puxa-se o conjunto para cima, pois existe um pino que centra o conjunto.
Imagem Postada

Depois de removida a alça fica assim:
Imagem Postada

B.Após a remoção da alça e massa de mira. A arma em si deve ser removida da coronha. Primeiro remove-se o parafuso da parte de trás do gurda-mato, que é o mais frágil dos três. Depois remove-se o dianteiro do guarda-mato e com isso o conjunto fica solto da arma.

Imagem Postada

Imagem Postada

C.Remove-se então o parafuso dianteiro tomando cuidado para não perder nenhuma pecinha. É comum estes parafusos terem arruelas de pressão e na hora da desmontagem deve-se atentar para que elas não caiam no chão.
Imagem Postada

Imagem Postada

D.A remoção do cano da HW é necessária (assim como em muitas armas) para remover o braço que aciona o pistão para armá-lo. Na HW a remoção deve ser feita iniciando-se o afrouxamento da porca do lado direito, que serve como trava para o parafuso/pino que segura o bloco.
Essa porca tem uma arruela de pressão embaixo para mantê-la com torque adequado.
Imagem Postada

Imagem Postada

E.Após remover a porca que serve de trava, é a hora do parafuso/pino que sustenta o bloco da arma. basta girara no sentido anti-horário que a parafuso afrouxa. A peça só tem rosca de um dos lados e após o parafuso soltar da rosca é só bater levemente com o saca pinos e remover do local. Tomar cuidado que tem uma outra arruela de pressão debaixo da peça.
Imagem Postada

Imagem Postada


Imagem Postada

F.Durante a retirado do bloca da forquilha da câmara, tenha cuidado com estas duas arruelas de encosto, que são em aço e bem finas. Qualquer tipo de empeno nelas pode ser fatal para sua integridade.
Imagem Postada
Aqui o cano/bloco removido da câmara:
Imagem Postada

G.Após a separação da cãmra, começa o trabalho de retirada da caixa de gatilho.A primeira providência é colar uma fita adesiva sobre a trava de segurança da arma para ela não sair voando, impulsionada por sua molinha.
Esta é a trava a ser colada:
Imagem Postada
Basta passar uma volta de fita sobre ela:
Imagem Postada

H.Após a trava estar colada basta remover estes dois pinos, que seguram a caixa de gatilho:
Remover primeiro o pino mais próximo da caixa, com isso a trava de proteção se solta.
Depois remover o outro pino mais longo.
Imagem Postada

Imagem Postada
Imagem Postada

Aqui a trava de segurança já fora do lugar:
Imagem Postada

I.Para por a arma no compressor será necessário por o conjunto de bloco/cano no lugar. É só usar um saca pinos para isso:
Imagem Postada

J.Após posicionado no compressor, basta apertar a mola um pouquinho para aliviar o peso das travas que seguram o top hat.
Imagem Postada

K.No caso da HW50 tem quatro travas (duas de cada lado que prendem o top hat, além de um rasgo com encaixe)
Imagem Postada

Imagem Postada

L.Para remover as travas basta usar uma chave allem a achar a posição em que o compressor aliviar a carga que a mola exerce sobre a peça.
Imagem Postada

As quatro trava são estas (ponha as mesmas de volta em seu respectivo lugar, pois tem mínima diferença, mas tem):
Imagem Postada
Após a remoção das travas o conjunto fica assim, dai é só girara para desencontrar o pino do rasgo:
Imagem Postada
A peça desencontrada fica assim: agora o tophat sai, descomprimindo a mola com o compressor.
Imagem Postada
Depois de totalmente descomprimida fica assim:
Imagem Postada
Ao remover o top hat cuidado para não perder esta arruela que prende a arma à coronha:
Imagem Postada

L.Após remover o tophat, basta retirar a mola e o pistão. Então fica tudo assim:
Imagem Postada

M.Para encamisar o conjunto, basta medir uma volda de um pedaço da garrafa de PET em torno do pistão e fazer de um dos lados cortar em V para poder fazer o formato redondo. As orelhas deve ser dobradas para um dos lados. Elas servirão para fixar o pedaço de PET dentro do pistão.
Imagem Postada

Início da colocação do pedaço de pet no pistão.
OBS: não uso cola, pois não é necessário,já que a própria compressão da mola mantém tudo no lugar.
Imagem Postada
Aqui o pedaço de PET no pistão. O plástico não pega na alavanca, pois existe toda espessura do metal do pistão para separar as peças.
Imagem Postada

N.Aqui o tophat no lugar pronto para receber a travas. Essas se estiver tudo bem alinhado encaixam-se só com a pressão dos dedos.
Imagem Postada

O.Na montagem da caixa do gatilho, deve-se prender o pino maior (central) primeiro, com isso forma-se este angulo.
Basta empurrar a peça da trava de segurança para frente e empurrar tudo para o local. Bota-se a trava de segurança (pino e mola). basta movimentar cuidadosamente a caixa de gatilho para cima e para baixo. Quando tudo se encaixar deve-se ficar segurando e por o pino menor.
Imagem Postada

O restante da operação é o inverso da desmontagem.

Um macete que existe na montagem das arruelas do bloco do cano é que para por elas no lugar, tem que forçar o cano para o lado oposto, aumentando a folga e permitindo o encaixe.
Encaixe a do lado esquerdo primeiro, ponha o pino/parafuso no lugar, mas não bata, gire a parafuso com a chave de fenda que a própria rosca do mesmo centra a arruela.
Faça o mesmo do lado direito apertando o parafuso para regular a folga do cano. Torque demasiado o cano vai ficar duro para bascular e muito solto apresentará ligeira folga.

Para os que morrem de medo de retirar seus blocos da forquilha:
Imagem Postada
Agrupamento de cinco tiros a 10m com chumbo crosman premier 7,9 grains com luneta sentado e apoiado.

Abraço.
  • 29


#60256 Porta alvo para papel a 10 metros

Postado por andersonymk em 05 junho 2012 - 20:15

Um dos maiores problemas de quem atira em papel a 10 metros é ver onde estão os POI.
Já vi um par de equipamentos que serve para essa finalidade.
No CNTE tive o prazer de atirar em alvos eletrônicos onde pode-se ver o POI num monitor (coisa muito chique e cara).
No CCTN e CNTE tem transportador de alvos (algo mais simples de fazer), em que após o disparo trazemos o alvo mais perto para ver o PIO.
Outros como EduMello, Papa e Henrique Coelho nos apresentaram sistemas com câmeras (também mais simples de serem feito).

Pois bem, aqui vai uma de minhas ideias para ver onde está o POI sem nenhum destes equipamentos. Basta uma fonte de luz.

1.Material
- Uma caixa de passagem de metal de 20x20x10cm;
- Dois parafusos de 1/4x2";
- Duas porcas que se encaixem nestes parafusos;
- Um bocal externo de porcelana;
- Uma lâmpada fluorescente de 25 watt;
- Uma garrafa de água mineral vazia;
- Fita para empacotamento ou isolante;
- Um pedaço de EVA de 3mm de espessura;
- Uma chapa de metal de 1/8" de espessura;
- Dois metros de fio paralelo de 1,5mm2;
- Um plug macho para tomada;
- Um imã;

2.Ferramentas:
- Serra copo de aço rápido de 60 mm de diâmetro;
- Furadeira (preferencialmente de bancada);
- Chave de fenda;
- Tesoura;
- Chave de boca do tamanho das porcas;
_ Caneta para retroprojetor;

3.Montagem:
A.Primeiramente faça um furo com a serra copo na tampa da caixa de passagem;
Se não tiver a ferramenta pode levar num serralheiro ou torneiro que eles fazem.
Imagem Postada

B.A caixa aberta fica desta forma:
Imagem Postada

C.No meu caso mandei fazer uma para balas com uma chapa de 1/8" com dois pesinhos de 1,5cm de comprimento para formar um ângulo que force o ricochete do projétil para o fundo da caixa.
Esse para balas pode ser feita de madeira bem dura também, mas a durabilidade será menor.
Imagem Postada

Imagem Postada




D.O para-balas é parafusado do lado de dentro da caixa de passagem.
Imagem Postada

Imagem Postada

E.Depois é só remover uma das tampas da caixa de passagem, bem acima do para-balas;
Imagem Postada

F.Depois é só pegar a lâmpada (essas em espiral são mais compactas) e cobrir o vidro com uma garrafa de PET e colar com a fita.
Imagem Postada

G.Corta-se um calço de EVA para mante a lâmpada e o bocal bem preso à parede da caixa de passagem;
Imagem Postada

H.Montado fica desta forma:
Imagem Postada

I.Com o próprio papel de alvo, risca-se com caneta de retroprojetor umas linhas de referência para posicionar o alvo sobre a tampa da caixa de passagem;
Imagem Postada

J.O alvo posicionado fica assim:
É seguro por um pedaço de imã.
Imagem Postada

H.Com a luz acesa fica deste jeito:
Imagem Postada

I.Aqui o papel após os disparos com Finale Match;
Imagem Postada

Aqui um vídeo de como funciona:


Abraço.
  • 28


#216109 CBC B19S 4,5mm - Mola a Gás QUICKShot Chrony Test - Parte 1

Postado por Alberto José em 11 setembro 2015 - 19:50

Pessoal segue um breve review da recém lançada linha de molas a gás  QUICKShot Tipo 1 / 270mm, para as carabinas B19 e compatíveis

 

Logo+QUICKshot.jpg

 

Agradecimentos ao amigo Juliano Sanches da QUICKshot pelo envio das peças   :unworthy: :goodjob:
 

Unboxing
 
IMG_6961.jpg
 
IMG_6962.jpg
 
Molas a gás
 
Tipo 1 / 270mm 35 kgf
IMG_6964.jpg
IMG_6967.jpg
 
Tipo1 / 270mm 40 kgf
IMG_6965.jpg
IMG_6968.jpg
 
Tipo 1 / 270mm 45 kgf
IMG_6966.jpg
IMG_6970.jpg
 
Centralizador nova versão
IMG_6971.jpg
IMG_6972.jpg
 
Conjunto de ação mola a gás #1 50 kgf
IMG_6963.jpg
IMG_6972.jpg
IMG_6970.jpg
 
IMG_6973.jpg
 
 Pesos
 
Centralizador - 22 gramas
IMG_6976.jpg
 
Retentor PU -1,8 gramas
IMG_6977.jpg
 
Arruela centralizadora - 8,5 gramas
IMG_6978.jpg
 
50 kgf - 139 gramas
IMG_6975.jpg
 
45 kgf = 139 gramas
IMG_6990.jpg
 
40 kgf - 139 gramas
IMG_6989.jpg
 
35 kgf - 140 gramas
IMG_6988.jpg
 
Dimensões
 
50 kgf
 
Câmara - 148,37mm
IMG_6979.jpg
Haste - 120,91mm
IMG_6980.jpg
Total = 269,28mm
 
IMG_6981.jpg
IMG_6982.jpg
 
45 kgf
 
Cilindro - 147,73mm
IMG_6991.jpg
Haste - 120,97mm
IMG_6992.jpg
Total = 268,7mm
  
40 kgf
 
Cilindro - 147,90mm
IMG_6993.jpg
Haste - 120,85mm
IMG_6994.jpg
Total = 268,75mm
 
35 kgf
 
Cilindro - 147,91mm
IMG_6995.jpg
Haste - 121,04mm
IMG_6996.jpg
Total = 268,95mm
 
Diâmetro do cilindro - 18,2mm
IMG_6997.jpg
 
Diâmetro da haste - 8mm
IMG_6998.jpg
 
Arruela Centralizadora
 
Diâmetro - 20mm
IMG_6985.jpg
 
Espessura - 4mm
IMG_6986.jpg
 
Profundidade - 3mm
IMG_6987.jpg
 
Instalação Normal (haste dentro do êmbolo)
 
IMG_6983.jpg
IMG_6984.jpg
 
Pré compressão mola a gás 50 kgf - 12,5mm
IMG_7005.jpg
 
Pré compressão mola a gás 45 kgf - 12mm
IMG_7020.jpg
 
Pré compressão mola a gás 40 kgf - 12,2mm
IMG_7026.jpg
  
Pré compressão mola a gás 35 kgf - 12,5mm
IMG_7033.jpg
 
Pré compressão mola helicoidal original - 20,5
IMG_7037.jpg
 
 
Resultados do Chrony Test
 
 
Mola Helicoidal Original com Retentor Original
 
IMG_7038.jpg
 
Chrony+B19S%20MHO%20Strike%20Rifle.jpg
 
Chrony+B19S%20MHO%20Vetor%20H&N.jpg
 
Mola Helicoidal Original com Retentor QUICKshot
 
IMG_7040.jpg
 
Chrony+B19S%20MHO%20PU%20Strike%20Rifle.
 
Chrony+B19S%20MHO%20PU%20Vetor%20H&N.jpg
 
No ensaio das molas a gás, para cada mola, foram efetuados 10 disparos antes de serem cronografadas.
 
A temperatura ambiente, com tempo nublado sem sol, ao longo do teste ficou entre 22,5ºC a 24,5ºC
 
IMG_7021.jpg
 
IMG_7027.jpg
 
IMG_7034.jpg
 
Mola a Gás QUICKshot 50 kgf com Retentor Original
 
50+kgf.jpg
 
Chrony+B19S%2050%20kgf%20Strike%20Rifle.
 
Chrony+B19S%2050%20kgf%20Vetor%20H&N.jpg
 
Mola a Gás QUICKshot 50 kgf com Retentor QUICKshot
 
Chrony+B19S%2050%20kgf%20PU%20Strike%20R
 
Chrony+B19S%2050%20kgf%20PU%20Vetor%20H&
 
Mola a Gás QUICKshot 45 kgf com Retentor Original
 
45+kgf.jpg
 
Chrony+B19S%2045%20kgf%20Strike%20Rifle.
 
Chrony+B19S%2045%20kgf%20Vetor%20H&N.jpg
 
Mola a Gás QUICKshot 45 kgf com Retentor QUICKshot
 
Chrony+B19S%2045%20kgf%20PU%20Strike%20R
 
Chrony+B19S%2045%20kgf%20PU%20Vetor%20H&
  
Mola a Gás QUICKshot 40 kgf com Retentor Original
 
40+kgf.jpg
 
Chrony+B19S%2040%20kgf%20Strike%20Rifle.
 
Chrony+B19S%2040%20kgf%20Vetor%20H&N.jpg
 
Mola a Gás QUICKshot 40 kgf com Retentor QUICKshot
 
Chrony+B19S%2040%20kgf%20PU%20Strike%20R
 
Chrony+B19S%2040%20kgf%20PU%20Vetor%20H&
   
Mola a Gás QUICKshot 35 kgf com Retentor Original
 
35+kgf.jpg
 
Chrony+B19S%2035%20kgf%20Strike%20Rifle.
 
Chrony+B19S%2035%20kgf%20Vetor%20H&N.jpg
 
Mola a Gás QUICKshot 35 kgf com Retentor QUICKshot
 
Chrony+B19S%2035%20kgf%20PU%20Strike%20R
 
Chrony+B19S%2035%20kgf%20PU%20Vetor%20H&
 
 
 
Inspeção da Mola a Gás QUICKshot ao ser retirada.
 
Nenhuma mola  a gás apresentou marcas de raspagem na pintura da câmara.
  
As hastes das Molas a Gás QUICKshot após cada seção de 50 tiros (substituição da Mola a Gás) apresentaram  apenas resíduos do lubrificante.
 
 
 
Limpeza da haste com papel toalha, que pode ser visto ao fundo com o resíduo oleoso.
IMG_7025.jpg
 
Análise dos resultados
 
Curva+Strike%20Rifle%20Original.jpg
Nota-se claramente que a mola a gás de 35 kgf não segue a tendência das outras. 
 
(Trabalho produzido / Trabalho empregado) x 100 = Eficiência  (%)
 
"Neste livro temos considerado o trabalho empregado em um rifle de ar, como sendo a quantidade de energia que está contida na mola depois a arma foi engatilhada, e não a energia que é necessária para comprimir a mola na posição engatilhada. Esta energia é maior do que a da mola, uma vez que existe sempre uma perda por atrito no eixo e nas superfícies que estão em contato entre si. 
...
 
O trabalho produzido é igual à quantidade de energia contida pelo projétil quando sai pela boca do cano (energia cinética). Isso é chamado de "energia na boca do cano", e assim como a energia da mola é medido em ft.lbf (pés.libra-força)  no sistema internacional, é medida em N.m (Newton.metros – conhecida também como Joule)." G.V. Cardew et al
 
The Airgun From Trigger to Muzzle - G.V. Cardew, G.M. Cardew, and E.R. Elsom)
 
Capítulo 9 - Eficiência ->The Airgun From Trigger to Muzzle - Tradução Parte III
 
Resumo
 
Nota: MHO - Mola Helicoidal Original
 
Chrony+B19S%20Resumo%20Strike%20Rifle.jp
 
Chrony+B19S%20Resumo%20Vetor%20H&N.jpg
 
Chrony+B19S%20Resumo%20Strike%20Rifle%20
 
Chrony+B19S%20Resumo%20Vetor%20H&N%20PU.
 
Força para bascular o cano da carabina CBC B19S
 
FBasculamento.jpg
 
Nota do autor: o gráfico acima mostra a força necessária para manter o cano basculado em um ângulo de 90º
 
IMG_7077.jpg
 
IMG_7078.jpg
 
RECUO
 
- pode danificar lunetas
- provoca a perda de alinhamento de lunetas
- afeta de forma negativa a precisão dos tiros
 

O tipo de recuo que causa dano às lunetas,  só ocorre em carabinas de ar  onde a energia é armazenada através de molas de ação helicoidais ou a gás sob pressão, e este tipo de  recuo não é no rigor da definição técnica, um  recuo verdadeiro.

 
Tipos de Recuo
 
1) True Recoil - Recuo Verdadeiro (gerado pelo projétil)
 
- insignificantes em carabinas de ar acionadas por molas e também PCPs de calibre normal
 
2) Rocket Effect - Efeito Foguete
 
- desprezível em carabinas de ar acionadas por molas, significativo em armas de fogo e PCP de grande calibre.
 
3) Spring Recoil - Recuo decorrente do uso de molas
 
- acentuado em carabinas de ar acionadas por molas, é o responsável pelos danos em lunetas.
 
4) Twist Recoil - Recuo causado pelo raiamento do cano
 
- desprezível em carabinas de ar, significativo em peças de artilharia pesada "sem mecanismo anti-recuo" do canhão.
 
 
True Recoil - Recuo Verdadeiro (gerado pelo projétil)
 

A magnitude do recuo gerado pelo projétil depende de três fatores:

- o peso do projétil;

- a sua velocidade;

- e o peso da carabina.
 
 Isso explica porque mesmo uma carabina PCP potente produz muito pouco de recuo.
 
Comparativo da Energia do Recuo Verdadeiro da Carabina B19S
IMG_7076.jpg
 
Retentor Original
 
Energia+do%20Recuo%20Original.jpg
 
Retentor QUICKshot
 
Energia+do%20Recuo%20PU.jpg
 
 
Peso da Carabina versus Energia de Recuo Verdadeiro
 
Chumbo Technogun Strike e Retentor Original
 
Peso+da+Carabina+versus+Energia+de+Recuo
Nota do autor: a palavra Potência na legenda do gráfico, refere-se ao tipo de curva ajustada aos pontos observados.
 
A título de comparação, um chumbo JSB Diabolo Exact 4,5mm com uma massa de 0,547 gramas, caindo em queda livre de uma altura de 0,5 metros, atingiria o solo com uma energia de 0,002680 Joules. Quem tiver curiosidade, experimente derrubar um chumbinho destes de uma altura de meio metro sobre o peito do pé descalço e terá um noçâo deste valor de energia.
 
Conclusão:
 
Originalmente, a CBC B19S possui 2,81 kgf. Ao aumentarmos o seu peso, introduzindo massa de vidraceiro em sua coronha ou algo similar, ou substituirmos a coronha por uma mais pesada, teremos uma redução significativa do recuo verdadeiro.
 
Spring Recoil - Recuo decorrente do uso de molas
 

Este assunto foi estudado por G.V. Cardew & G.M. Cardew em seu livro "The Airgun from Trigger to Target" publicado em agosto de 1995

 

Seguem alguns excertos traduzidos.

 

"Recuo decorrente da mola

 

Voltando agora ao dano em lunetas causado pelo  recuo de que falamos anteriormente; este recuo é causado pelo êmbolo e a sua força motriz, quer se trate de uma mola helicoidal ou a gás. Assumindo que a carabina engatilhada, tem seu êmbolo no início do seu curso e a mola comprimida por trás dele, no momento em que o gatilho é acionado, a mola acelera o pistão para frente muito rapidamente.

 

No entanto, como explicado anteriormente pela terceira lei Newton- Principio da Ação e Reação: "Se um corpo exerce uma força sobre outro, este reage e exerce sobre o primeiro uma força de intensidade e direção iguais, mas sentido oposto".

 

Isto significa que à medida que o êmbolo é forçado para frente, a arma é forçada para trás, através da liberação da energia elástica da mola. O movimento para trás é relativamente enérgico, devido ao êmbolo relativamente pesado e a sua rápida aceleração. Além disso, cerca de metade do peso total da mola é somada ao peso do pistão adicionando maior força para trás no corpo da carabina. Esta adição é feita, porque muitos dos elos dianteiros da mola são acelerados para frente juntamente com o pistão pelos elos na extremidade traseira da mola.

 

O resultado do movimento combinado para frente do êmbolo e da mola é que a carabina é lançada primeiro para trás contra o ombro do atirador. Porém, mais ou menos no pico da aceleração da carabina para trás, o conjunto êmbolo e mola são subitamente interrompidos pela almofada de ar comprimido formado entre a parte frontal do êmbolo (retentor) e a parte de trás do projétil. Este golpe violento para frente e dado com a arma movendo para trás, com a parada repentina da mola e êmbolo,  provoca a mudança de direção da carabina em um intervalo muito pequeno de tempo.

 

Este efeito pode ser ainda agravado porque o pistão vai continuar a oscilar para trás e para frente várias vezes, impulsionados pela energia restante na mola e o ar comprimido na frente do retentor. É esta súbita inversão de movimento, um pouco como uma chicotada, o que faz com que a luneta, ou mesmo qualquer outra coisa ligada a carabina seja jogado para trás, muitas vezes com grande força.

 

A magnitude e frequência destas forças variam com cada tipo de arma e também com o peso do projétil, mas a maior variação com o padrão de vibração em qualquer uma carabina de ar é causada pela ocorrência do efeito diesel (combustão), se este for violento, as forças e vibrações transmitidas à luneta podem ser catastróficas.

 

Várias tentativas têm sido feitas para calcular a magnitude da força que atua sobre a luneta em uma carabina de mola quando disparada. Esta força deve ser expressa em termos de aceleração da gravidade (g), de um modo semelhante às forças que atuam sobre o piloto de um avião de caça rápido como ele se vira, ou puxa para fora de um mergulho, ou aquela que age em um automóvel e motorista quando param de repente. Independentemente da forma como nós olhamos o problema havia fatores envolvidos que não podíamos resolver por cálculo de uma forma satisfatória precisa.

 

Chamamos então Roy Elsom para nos ajudar, ele havia colaborado conosco na redação do nosso livro anterior "The Airgun From Trigger to Muzzle" e compreendeu a dificuldade do problema. Ele atualmente é um Engenheiro especialista em vibrações e tem acesso a equipamentos sofisticados com o qual forças g podem ser medidas diretamente.

 

Nós adaptamos uma carabina Weihrauch HW35 calibre  .22 com peso de 8 lbf (3,62 kgf) cuja velocidade de  cerca de 550 fps (167,6 m/s) e depois montamos um acelerômetro no final de uma barra de aço fixada em um suporte de luneta instalado no trilho da carabina. A barra pesava 1,25 lbf (0,567 kgf) de modo a  representar o peso de uma luneta de  alcance médio. Disparando projéteis de 15,5 grains (1 grama) o acelerômetro acusou  leitura  de cerca de 25g.

Nós montamos a luneta fictícia em uma carabina Weihrauch HW80 com peso de 9 lbf (4,08 kgf), esta carabina deu leituras inferiores, de cerca de 20g  em velocidades mais altas, 660 fps (201,2 ms/s).

 

Injetamos óleo para dentro do cilindro induzindo algumas violentas detonações (efeito diesel)  com velocidades na região de 870 fps (260,2 m/s) o que resultou em valores de 60g. O valor de g não teve correlação com a  velocidade, como qualquer outro fator observado em armas de ar, ocorrem  outras variáveis ​​que influenciam o resultado. A detonação de qualquer magnitude (efeito diesel)  sempre aumentou o valor g; disparando-se sem um projétil (tiro seco) não necessariamente reduziu o seu valor, mas um tiro de combustão suave a cerca de velocidades normais de 660 fps (201,2 m/s) resultou em  números inferiores para  g. Chegamos à conclusão de que em casos de combustão correta, os gases em expansão freiam  o êmbolo o que  reduz de forma controlada a violência de reversão do êmbolo.

 

Em um objeto submetido a uma aceleração de 2g seu peso é dobrado durante o tempo de aceleração, sabemos também que a aceleração causada pelas mudanças bruscas de direção podem induzir forças de 60g em cada componente da luneta. Fica claro agora que a nossa barra de aço pode pesar até 70 lbf (31,75 kgf) no disparo da arma, então há que se  perguntar se as "entranhas" da luneta  podem  estar tendo o seu peso instantaneamente multiplicado por 60, ou mais, quando  o gatilho é acionado. Não sei se seria fora do contexto, mencionar a este ponto que a mola foi irreparavelmente prejudicada por este tratamento.

 

Claro que uma cararabina PCP, ou uma arma de fogo, não pune uma luneta dessa maneira porque a carabina PCP só produz recuo verdadeiro. No caso de uma arma de fogo, se o suporte da luneta não está firme, quando a arma se move para trás o suporte da luneta inevitavelmente avança pelo cano, e não para trás como ocorre em uma arma de mola."

 
G.V. Cardew & G.M. Cardew;  1995 - The Airgun from Trigger to Target
 
 
As curvas de Compressão, Descompressão e Energia das Molas a Gás QUICKshot podem ser vistas no tópico abaixo
 
Tópico- Determinação da Curva Força x Deslocamento de Molas Helicoidais e a Gás
 
 
Devido a limitação de tamanho deste tópico, a continuação contemplando Mola a Gás QUICKShot Tipo 1 / 270mm - 30 kgf  será contemplada na Parte 2
 
Link do Tópico CBC B19S 4,5mm - Mola a Gás QUICKShot Chrony Test - Parte 2
 

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#123838 DICAS SOBRE MONTAGEM E REGULAGEM DE LUNETAS

Postado por Feitosa em 02 novembro 2013 - 17:10

                                   bvgc.jpg

SUMÁRIO:

 

1. MONTAGEM DA LUNETA

1.1. ALTURA DO MOUNT E AJUSTE DO CHEEK PIECE (“APOIO DA BOCHECHA”)

1.2 CENTRALIZANDO AS TORRES DE AJUSTE

1.3. INSTALANDO OS MOUNTS

1.4. FOCANDO A OCULAR E O RETÍCULO

1.5. COLOCANDO O CENTRO ÓPTICO A UMA DISTÂNCIA ÓTIMA (IDEAL)

1.5.1 MEDINDO A INCLINAÇÃO DO TRILHO DA LUNETA

1.5.2 OS DESVIOS (DESLOCAMENTOS) LATERAIS DA LUNETA

1.6 NIVELANDO O RETÍCULO

1.7. AJUSTE LATERAL FINAL

2.0 O MOUNT MÁGICO

 

 

1. MONTAGEM DA LUNETA

 

1.1. Altura do Mount e ajuste do Cheek piece (“apoio da bochecha”)

 

 A obtenção de mounts na altura certa pode ser um negócio dispendioso. Obter o mount na altura correta significa mais conforto e mais alvos atingidos. Mount errado significa desconforto, frustração e menos alvos atingidos. O principal fator na escolha de um conjunto de mounts (após o diâmetro correto) é a distância entre a extremidade dianteira da luneta e do cano. Para uma luneta com paralax frontal, montá-la muito perto do cano pode causar ao toque, e até mesmo desviar o cano, no final do ajuste da luneta.

 

O outro fator é o alinhamento da cabeça. Se a sua luneta é montada muito baixo, você pode achar que você tem que "empinar" a sua cabeça no cheek piece ou manter sua cabeça em um ângulo extremo para poder ver a imagem. Por outro lado, se o sua luneta é montada muito alta, você encontra-se esticando o pescoço, sem tocar a cabeça no cheek piece. Em ambos os casos isso vai induzir instabilidade com você lutando para conseguir visualizar a imagem.

 

Coronhas com cheek piece ajustável eliminam este problema. Uma vez que a objetiva da luneta e o cano estejam suficientemente separados, a luneta pode ser montada em qualquer altura que o atirador escolher, garantindo uma posição ideal para o máximo conforto. Muitos atiradores utilizam um “adaptador na ocular da luneta”, um anel de borracha que se encaixa no olho e que elimina a luz difusa e melhora a visualização de imagens. No entanto, é preciso ter cuidado para não usá-lo incorretamente. É apenas um dispositivo para reforçar a visualização da imagem e não deve ser usado para localizar a posição da cabeça. Esta é a função de um cheek piece corretamente ajustado.

 

1.2 Centralizando as torres de ajuste

 

No interior da luneta existe um tubo pequeno, que contem o retículo e a lente de inversão da imagem. Quando ajustamos as torres, movemos este tubo girante, e isso muda a relação entre o retículo e a imagem do alvo. A luneta é opticamente centrada se este tubo interior for completamente alinhado com o corpo da luneta. Isto significa que os eixos das estruturas mecânicas e ópticas coincidem e esta posição dá a menor quantidade de erros ópticos e distorção da imagem. Outra razão importante de porque é preciso centrar as lunetas com o eixo é o fato de que, se os tubo eretor (mounts) esta situado no extremo em qualquer direção, ele pode tocar o tubo principal e nós não podemos usar a faixa de ajuste completo ou pode até mesmo experimentar movimentos de desvios laterais do retículo ao ajustar a elevação.

 

Isso significar que sempre devemos centrar a luneta, em seguida alinhá-la aproximadamente com papeis brancos sobre as montagens e somente um ajuste fino (mediante poucos clicks) deve ser realizado com as torres.

 

Para centralizar a luneta, geralmente são utilizados os pontos médios dos intervalos das torres de ajuste, mas isto não é preciso e pode danificar o mecanismo da luneta.

 

Outro método é configurá-lo com um espelho, mas também não recomendado. Em essência consiste em segurar um espelho na extremidade da lente objetiva fortemente (por exemplo, com um elástico ou a luneta em pé no espelho), ajuste o paralax para o infinito e a ampliação para o mínimo, e então você verá uma cruz “fantasma” e deverá alinhar os dois retículos com as torres da luneta até um cobrir o outro. O problema com esse método é que você não consegue visualizar a mira “fantasma” em todas as lunetas, e quando sua luneta não pode focar no infinito o retículo “fantasma” se moverá amplamente quando se olhar através da luneta.

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VÍDEO EXPLICATIVO:

 

                                                  

 

 

A forma correta para centralizar a luneta é girá-la sobre si mesma (a fábrica Schmidt & Bender utiliza esse método para centralizar opticamente suas lunetas). Fixa-se a arma e se coloca a luneta sobre os mounts abertos, apontando para um alvo alto. Vale a pena colocar algumas tiras de papel entre os mounts e a luneta, para evitar danificar o acabamento do corpo da luneta.

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Depois gire suavemente a luneta enquanto pressiona contra os mounts, não deixando elevar-se acima deles, apenas girando sobre seu eixo. Gire quantas vezes desejar, mas metade ou um quarto de volta é suficiente. Ao girar, o centro do retículo deverá mover-se segundo um arco:

                           9gqk.jpg

 

Deve-se estimar onde esta o ponto central do arco e atuar sobre as torres para que o centro do retículo vá aproximadamente para esse ponto. Repita algumas vezes, até que o centro do retículo esteja constantemente apontando ao ponto central, sem mover-se quando se girar a luneta. Agora sua luneta esta opticamente centrada. Marque as posições das torres para uso posterior.

 

VÍDEO EXPLICATIVO:

 

                                                 

 

1.3. Instalando os mounts

 

Remova os parafusos da parte de cima dos mounts e coloque-os para um lado. Solte/folgue ligeiramente os parafusos laterais e deslize as mounts no trilho da arma (rabo de andorinha). Aperte levemente estes até ficar firme. Pegue a luneta e a coloque-a sobre os mounts. Coloque a parte superior dos mounts e aperte os parafusos com a mão. A luneta deve poder mover-se longitudinalmente e também girar, mesmo com alguma resistência. Em seguida, siga estes passos:

 

Assuma sua posição de tiro sentado normal, numa superfície plana, com a arma confortavelmente apoiada no ombro;

 

- Coloque a cabeça junto ao cheekpiece em uma posição cômoda e natural. Feche os olhos para que a posição provisória da luneta não afete a sua posição. Apoie a sua cabeça no cheekpiece em uma posição confortável e se você abrir seus olhos, deverá ver a imagem corretamente no primeiro olhar (ver fotos abaixo). A posição ideal é onde você coloca a cabeça com a menor tensão muscular, e você tem que alinha a luneta para essa posição. Observe a imagem vista. Incialmente você irá buscar uma boa imagem, e mova sua cabeça para frente ou para trás, afim de alcançar a correta distância de alívio do olho;

 

- Determine se a luneta terá que ser movida para frente ou para trás e deslize-a longitudinalmente até que uma imagem completa seja obtida. A imagem deve estar bem nítida nas bordas e ter um anel preto e grosso ao redor;

 

- Coloque os mounts de modo que eles estejam em espaçamento máximo entre si. Isso dá a base mais estável para a luneta. Em seguida, aperte-os firmemente;

 

- Alinhe a linha vertical do retículo aproximadamente perpendicular à cauda de andorinha, em seguida, aperte os parafusos superiores do mount. O retículo será alinhado com mais precisão mais tarde, mas por agora o acima será suficiente.

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1.4. Focando a Ocular e o Retículo

 

Sua mira telescópica terá uma ocular ajustável. Isso permite que as pessoas com visão diferente configurem a luneta ao seus próprios olhos. Se não for ajustado corretamente o retículo irá aparecer fora de foco e fadiga ocular ocorrerá a medida que o olho tenta compensar.

 

Existem geralmente dois tipos de mecanismo de ajuste. O mais comum é aquele em que todo a ocular gira e bloqueia com um anel roscado contra a ocular. A outra forma, conhecido como "abordagem rápida" é um anel estreito na extremidade da ocular da luneta. Este tipo de anel raramente se move acidentalmente, mas é aconselhável marcar sua posição uma vez ajustado.

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Com o arma apoiada no ombro e o paralaxe colocado no infinito, Olhe através do visor para uma área brilhante, céu claro (não o sol!). Gire a ocular de foco rápido até que se veja o retículo tão preto e bem definido como eles podem ser para a sua visão particular. Se não for o tipo de foco rápido, bloqueie a ocular no local usando o anel de travamento. Dê voltas maiores, cerca de 1/3-1/2 volta de cada vez e dê uma pequena pausa entre todas tentativas, desviando o olhar para relaxar os olhos. Se você olha com um olho no retículo e com o outro no horizonte, ambos devem focar nitidamente ao mesmo tempo.

 

1.5. Colocando o Centro Óptico a uma distância ótima (ideal)

 

Para Field Target, a distância mais crucial é de 50 metros (55 yards). Esta é a distância mais longa e, portanto, onde a luneta precisa executar o seu máximo. Portanto, a luneta precisa estar “opticamente centrada” quando a torre de elevação estiver colocada à 50m. Queremos dizer com isso que quando a torre esta regulada para 50m, deve estar localizada no meio da faixa de ajuste. Vale a pena considerar, portanto, definir o centro óptico de 50 metros para que o alcance seja muito próximo para a posição ideal em todas as faixas de "difícil" entre 40 e 50 m. Mas o mais importante é que você entenda o significado e a importância do centro óptico, e considerando as metas mais difíceis de elevação e estritamente na metade de correção lateral. Há outra razão por que isso deve ser feito. Algumas lunetas não tem uma grande variedade de ajustes e se não for montado usando o método a seguir irá simplesmente ficar sem ajuste para as faixas mais longas. Nós alcançamos o resultado desejado por 'calçar' o mount traseiro, ou com um trilho inclinado, veja o capítulo 1.5.1. Normalmente, se a sua luneta tem um diâmetro de lente frontal menor e é montado baixo, então calçar é suficiente. Mas para montagens mais altas você vai precisar de muito mais inclinação e é mais fácil de conseguir isso com o trilho próprio.

 

Agora é hora de ir para o campo de tiro. Você precisará ter acesso a 50 m de alcance de tiro. A partir da sua posição de tiro, medir exatamente 10 metros e colocar um alvo na distância de 10 m. (Por quê 10 metros? É porque a trajetória para a maioria das combinações ar / lunetas coincide que  o ponto de impacto (POI) para 10m e para 50 metros são os mesmos, dependendo da altura dos mounts da luneta). ?????

 
A alvo necessidade de ter uma simples cruz (+), grande o suficiente para ver o POI do chumbinho. Tendo deixado as torres centralizadas de acordo com o que foi explicado na seção anterior, ajustar o a cobertura da lente objetiva (paralax frontal) ou a roda do paralax (paralax lateral)  até que o alvo e retículo estejam nítidos e focados. Disparar um chumbinho no centro da cruz. Na maioria das vezes, o chumbinho desvia consideravelmente baixo ou para o lado. Atire pelo menos três chumbinhos usando o mesmo ponto de referência, para mostrar a consistência (agrupamento).
 
Ignorore a configuração de elevação inicialmente e corrija o desvio lateral.  Desenrosque as tampas de proteção da torre. Gire a torre lateral o número necessário de cliques. Você terá que fazer isso por tentativa e erro, atirando e ajustando, até que o ponto de impacto "migre” para a posição desejada. (Se você estiver apontando para o centro da +, então o ponto de impacto final deve cair sobre a linha vertical da +). Este ajuste lateral não é crucial nesta fase, porque ele vai ser bem afinado de uma forma mais precisa uma vez que a montagem da luneta estiver completa. Se o POI vertical, é maior do que 50 milímetros (2”) abaixo do centro da cruz, é necessário trazer o POI até que ela atinja o ponto alvo, elevando a parte de trás da luneta em relação à parte dianteira, colocando no mount trazeiro um material não compressível e flexível. A maioria das pessoas usam um velho filme negativo de fotos, mas você pode usar uma placa de cobre fino, folha de alumínio ou de plástico ou mesmo tiras cortadas de um copo de iogurte.
                                        
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Corte alguns pedaços de seu material de embalagem escolhida (cerca de 15 milímetros x 20 milímetros). Marque a posição dos suportes com uma caneta. Solte os parafusos de montagem inferiores (aqueles que prendem o mount traseiro no trilho de fixação). Deslize o mount sobre o trilho. Solte/folgue os parafusos superiores do mount traseiro até que haja uma abertura suficientemente grande para inserir duas das peças cortadas do material.
 
Uma vez inserido, volte a colocar o mount traseiro, utilizando as marcas feitas com a caneta para colocá-los em seu lugar correto, permitindo que o mount frontal guie o traseiro para o seu local de origem antes de apertar todos os parafusos. (Nota: não aperte excessivamente os parafusos superiores, uma vez que a luneta não esta exatamente apoiada sobre os mounts. Apertando excessivamente um mount elevado, pode levar a ondular e dobrar a luneta. Utilize apenas força razoável).
 
De volta ao campo de tiro, verifique novamente o POI a dez metros. Se o chumbinho agrupa constantemente dentro de uma polegada do objetivo, então é o momento de verificá-lo à 50 metros. Se não estiver dentro desse parâmetro, então você vai precisar continuar a adicionar (ou remover) Material de calço até que ele faça isso em dez metros.
 
Em seguida, corrija os desvios nos mounts (ainda não tocando nas torres). Os mounts elevados têm a possibilidade de ajuste lateral. Ajuste-os até que a diferença no POI seja inferior a 01 polegada (1”). Ajuste fino em desvio lateral ainda não é tão importante, você deve fazer isso mais tarde. Se você tiver mounts padrão, poderá ajustá-los ligeiramente  com uma técnica não tão conhecido como os calços. Isso significa que o problema não é entre a luneta e o mount, mas entre a cauda de andorinha (trilho) e o mount. Esta sempre no 'pé' fixo do mount, então você tem que calçar a frente ou o mount traseiro, dependendo da direção da correção necessária. Use apenas uma camada de calços, que deve ser de 1 mm de espessura, no máximo. Esta é apenas uma solução complementar, seria preferível obter um mount com ajuste lateral adequado.

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Aos 50 metros, coloque uma folha grande de papel comum ou papel cartão. Nesta folha desenhe uma linha horizontal, com caneta marcador preta, do lado esquerdo até o direito, exatamente no centro da folha. Sem alterar as configurações/posições das torres para 10 metros, foque a lente e dispare um grupo de 3 tiros na linha preta. Não importa se os tiros vão para esquerda ou para direita, você deve se concentrar se eles estão indo para cima ou para baixo.
 
Se o agrupamento é maior que 100mm acima ou abaixo da linha à 50m, é aconselhável adicionar/remover o material do calço. A razão para isto é que uma diferença de 4 polegadas a 50 metros corresponde a meia rotação da torre de ajuste, deixando fora da faixa de desempenho ótima do centro de ajuste da luneta.
 
Se acontecer de o POI estiver dentro de 50mm do objetivo à 50m, mediante o ajuste do mount traseiro e deixando a torre de elevação centrada, a luneta funcionará melhor nas distâncias maiores e a capacidade de mensuração da luneta será otimizada. 
 
1.5.1 Medindo a inclinação do trilho da luneta 
 
Calçar é fácil e eficaz, mas o corpo da luneta não vai se encaixar perfeitamente nos mounts, e pode ser facilmente danificado se você aperte demais os parafusos. A solução ideal é comprar / fabricar um trilho que tenha a inclinação adequada e que possa ser ajustada.  A inclinação será de cerca de 0,5-0,7%, mas depende da altura da luneta e do tipo de chumbo que é usado para calcular o valor exato para o seu equipamento (arma/luneta). Se você tem um trilho de luneta, coloque dois mounts baixos, de preferência com ajuste lateral. Isso permite que você instale a luneta sem tensões, calços ou distorções.
 
Se você for fabricar um trilho inclinado, deve medir a inclinação necessária da seguinte forma: coloque a luneta em sua arma com seu mount provisório (pode ser de qualquer tipo e altura) e siga os passos descritos acima até o capítulo 1.4 – Portanto sua luneta esta opticamente centrada, mas em vez dos passos do capítulo 1.5, você atira em um papel grande à 50 metros. A inclinação é calculada de acordo com a fórmula seguinte:
 
Inclinação em % = (POI + H2 - H1) / L * 100
 
Onde:
POI : é a diferença entre a altura do ponto de visada (o ponto a ser acertado) e o local de impacto do chumbinho em centímetros.
H1: é a distância centro-a-centro atual da luneta e do cano e H2 é a altura projetada.
L : é a distância do alvo, em yards.
A inclinação é calculada em % (por exemplo, 0,7% significa diferença de altura de 0,7 mm a 100 mm de comprimento).
 
1.5.2 Os desvios (deslocamentos) laterais da luneta
 
Isto pode ser visto a partir da vista superior da arma. A maioria dos atiradores dão muito mais importância a estes problemas do que eles realmente têm. Em suma, eu diria que eles não são realmente significantes na prática e são quase imperceptíveis, se a luneta está configurada/zerada corretamente. Aqui está o porquê:
 
1. A luneta esta desviada – Este é o caso quando a luneta não se encontra no plano de simetria da arma, por estar desviada em ambos os sentidos. Por exemplo, isto ocorre quando a largura do prisma do trilho da luneta e o anel do mount não estão no mesmo plano, mas você corrige com algum calço lateral. Se você tiver um trilho de 10mm e um mount de base de 12mm, o desalinhamento é (12-10) / 2 = 1mm. Esse desalinhamento pode ser evitado de duas maneiras (nos exemplos a seguir, assumimos que o eixo da luneta esta 1 mm para a direita do eixo do cano):
 
- Mantenha o paralelismo, por exemplo coloque a “zero” o desvio lateral, de modo que o retículo esteja a 1mm a direita do POI à distância zero também. Com esse ajuste, a arma irá disparar dispará 1mm para a esquerda do POI em todas as distâncias.
 
- Zerando o desvio lateral em 30m (cerca de metade das distâncias possíveis). Isso significa que a correção lateral seria absolutamente correta a essa distância, disparando 0,7mm à direita à 50m, e 0,75mm à esquerda à 7m.
 
Obviamente, estas imprecisões não devem ser seriamente considerada.
 
2. A luneta não esta paralela – O motivo pode ser deformações nos mounts, na luneta ou na arma. É importante mencionar que a trajetória do chumbo é determinada pela relação entre a boca do cano e a luneta. Por isso, mesmo uma luneta perfeitamente montada pode haver angulação (em relação ao cano) se o cano estiver curvo. Mas esse ângulo pode ser corrigido com a torre de desvio lateral da luneta, e não se extrapola com a distância. Portanto, se o trilho da luneta possui 1 mm de desvio em 12 centímetros de comprimento, isso não significa em absoluto que deveríamos atirar 42 centímetros para um dos lados à 50m, seria de 1-2mm unicamente (determinado pelo desvio da lente frontal em relação ao eixo do cano), e isso não é um grande problema (ver o parágrafo anterior acima).
 
Conclui-se que o desalinhamento lateral da luneta (a ser visto de cima – visão superior da luneta) não afeta a precisão. O verdadeiro problema ocorre somente quando a luneta é rotacionada em torno do seu eixo longitudinal, ou seja, o retículo não esta nivelado. Embora pareça menos prejudicial, é o verdadeiro perigo, por que neste caso o ajuste de elevação afeta também o desvio lateral e a possibilidade de erro é bem maior. E estes não são poucos milímetros, mas vários centímetros a grandes distâncias.
 
1.6 Nivelando o retículo
 
O objetivo da nivelação é ter certeza de que a linha vertical do retículo está perfeitamente alinhado verticalmente com a ação e cano da arma. Como o nome sugere, trata-se da utilização de um "fio de prumo", uma corda com um peso suspenso, proporcionando uma verdadeira linha de referência vertical.
 
Este procedimento só pode ser realizado com um nível bolha montado, ou seja: os pequenos tubos de vidro encontrados em um nivelador comum. Uma dessas "bolhas" deve ser fixado temporariamente para se encaixar plana dos mounts de tal forma que você possa vê-lo com seu olho não visando, enquanto o olho visando olha o fio de prumo. Cuidado, alguns níveis bolha baratos não estão realmente no nível, verifique antes de usar.
 
A corda/linha deve ser claramente visível, por exemplo linha cor laranja, e precisa ser colocado suficientemente longe do visor para evitar erros apreciáveis. Uma distância entre 8-10m é suficiente, dependendo do ajuste da distância mínima de paralaxe  da luneta.
 
1. Foque com o ajuste de paralaxe a corda do prumo.
2. Ajuste a posição da arma até que a bolha do nível esteja centrada.
3. Sem mover a arma observe a corda do prumo.
4. Alinhe a linha vertical do retículo com o fio de prumo e observe o quanto ele se move a bolha do nível.
 
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Se o desvio é importante, é necessário girar a luneta sobre os mounts. Folgue os parafusos superiores dos mounts o suficiente para que o corpo da luneta possa girar. Repita os passos 2-3 e quando não houver desvios no nível-bolha, então o retículo estará alinhado com a ação. Antes de reapertar os mounts verifique se a distância de alívio do olho não mudou. Uma vez verificado, aperte as montagens. Aperte os parafusos alternadamente, meia volta de cada vez, até que o anel do mount prenda a luneta. Vale a pena usar uma banco de apoio para este processo se tiver um disponível.
 
1.7. Ajuste lateral final
 
Antes de prosseguir para a definição da trajetória, você precisa zerar com precisão o ajuste lateral da luneta com relação ao cano.
 
Existem diferentes vertentes de pensamento sobre a melhor escala em que zerar lateralmente a luneta. Não há dúvida de que a melhor maneira é fazê-lo em 50 metros, em um ambiente fechado, a partir de um apoio acolchoado. No entanto, a maioria das pessoas não tem acesso a uma faixa de 50 metros coberta.
 
A alternativa é a de reduzir a distância, tanto quanto possível, de modo que o chumbo fique totalmente livre da interferência de qualquer vento. Esta distância é cerca de 10-15m. Zerar o desvio nesta estreita faixa permite atirar muito mais estável do que a longa distância e é suficiente para distâncias de Field Target.
 
Coloque aos 10-15m um alvo, que consiste em uma folha de papel/cartão, com uma linha preta vertical. Aponte para a linha e dispare. Agora atire na marca do primeiro disparo. Em seguida, atire em uma nova marca. Você deverá ver a tendência em formar uma linha, com a mesma distância entre as marcas dos chumbos. Faça uma correção com a torre de desvio lateral e começe de novo na linha vertical.
 
Quando você está razoavelmente seguro de que a linha formada pelo marca dos chumbos no alvo não está desviando para os lados, então atire em vários pontos da linha preta vertical. Se o desvio é correto, então você vai ser capaz de desenhar uma linha de chumbo ao longo da linha preta. Se não, começe de novo.
 
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2.0 O MOUNT MÁGICO
 
O processo de zerar uma luneta muitas vezes pode revelar problemas com equipamentos que nem sempre são fáceis de identificar. O cenário clássico é quando a luneta ficar sem ajuste nas torres, mas o ponto de impacto é ainda vários centímetros do objetivo.
 
Se o tiro permaneceu 5 "para a esquerda, por exemplo, poderia muito bem ser possível que o cano estava curvado, ou algo estava fora de alinhamento:. Uma situação preocupante, e que exigiria atenção especializada. No entanto, um perfeitamente normal e mais provável ocorrência é que o tiro seria surpreendente quase centralmente, ainda alto ou baixo. Isto pode ser causado por "inclinação no cano ', entre outras coisas, ou apenas o ajuste limitado inerente a uma luneta específica.
 
Uma correção bruta é de calçar um dos suportes para compensar, mas isso por si só pode causar problemas, como o tubo do corpo da luneta então corre o risco de distorção, uma vez que é efetivamente puxado em duas direções. Sportsmatch, uma autoridade de renome mundial neste campo, tem vindo a produzir montagens e acessórios de primeira classe para lunetas no Reino Unido nos últimos 30 e poucos anos. Chegou-se com uma solução totalmente ajustável para uma variedade de problemas - tudo em um formato de duas peças. O PONTO CHAVE AQUI É QUE A LUNETA PODE SER ZERADA USANDO APENAS AS MONTAGENS.
 
O ATP65 é um conjunto muito bem feito de montagens para montar uma luneta de tubo de 25mm (andei pesquisando e descobri que também existe para tubo de 30mm), e cada montagem tem uma metade superior móvel que pode ser ajustado (vertical e horizontal) dentro de sua base.
 
                          lq4f.jpg
 
Os parafusos de fixação deve ser afrouxados em ambos os mounts, a fim de permitir um ligeiro movimento de ambos quando se está ajustando. É importante tomar muito cuidado ao fazer isso, e quando prendê-los novamente, para garantir que o próprio tubo da luneta não está sendo colocado sob pressão exagerada. O que não pode ocorrer é introduzir inadvertidamente qualquer momento de flexão no processo.
 
A elevação pode ser ajustada por meio de um pequeno parafuso no pé do monte, usando uma chave Allen especial. Este ajuste de elevação no mounte é, aparentemente, uma característica única, juntamente com o fato de que a altura da linha de visão da luneta pode efetivamente ser definida quando duas montagens são levantadas simultaneamente. O ajuste lateral é feito através dos parafusos laterais.
 
Por fim, ao utilizar este sistema, as lentes podem ser igualmente centradas. Este é o estado mais desejável, onde as torres são fixadas em seu exato ponto médio de ajuste (NO SEU CENTRO ÓPTICO) depois de zerar a luneta através dos mounts. Isso mantém os componente internos da lunetade trabalhando no seu melhor, fornecendo toda a gama de ajuste que a luneta oferece, com o mínimo de stress.
                                                          
                                                           
 
Utilizando os procedimentos acima explicados para centralizar opticamente sua luneta e posteriormente utilizar esses mounts para zerar a luneta para a distância desejada, você estará trabalhando no CENTRO ÓPTICO DA SUA LUNETA, faixa de ajuste em que o desempenho da luneta é otimizado.

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#172510 Unboxing – BOITO 4,5mm

Postado por Aurélio em 19 setembro 2014 - 12:08

Fiquei sabendo desta carabina há uns dois anos quando um colega comentou sobre ela, tecendo muitos elogios. Deste então volta e meia assuntava e tive mais boas referências do modelo, dentre elas o Franco da Alterama que também a elogiou e acrescentou uma informação até então nova para mim: a Boito é toda em ferro! As referências e também porque é feita no Brasil por uma tradicional e conceituada fabricante de  armas de fogo contribuiram para a tomada da decisão: vou comprar uma!  Depois de alguns percalços, mas contando com a inestimável ajuda do Alexandre Guarda do Departamento de Vendas da Boito, finalmente consegui adquiri-la

A Boito é fabricada pela E.R Amantino & Cia Ltda.
http://www.eramantino.com.br/

Especificações Técnicas
Calibre: 4,5mm
Engatilhamento: Pelo basculamento do cano
Ação: Mola Helicoidal
Trava de Segurança: Automática
Gatilho: Um estágio, sem regulagem
Trilho para fixação de lunetas: 11mm, do tipo rabo de andorinha
Velocidade inicial = 230m/s
Alça de Mira: Em metal e com regulagem lateral e vertical
Massa de Mira: Em metal com fibra ótica e túnel de proteção
Coronha: Madeira de lei
Comprimento do Cano: 450mm
Comprimento Total: 1100mm
Peso: 3,00 Kg

Fotos

A carabina vem desmontada e me foi envioda por Sedex
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Era para ser minha mesmo...
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Muito bem acondicionada: sobrembalagem lacrada com grampos
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Caixa da carabina propriamente dita.
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Nota Fiscal
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Tudo muito bem acondicionado com papelão para a coronha e para a ferragem além de muito plástico bolha.
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A surpresa: brindes
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Manual
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Iniciando a retirada da caixa
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Chave Alen
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A coronha veio com cera
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Que depois de polida....
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Detalhe da borracha da soleira
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A “ferragem”
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Fabricada esses dias mesmo....
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Como sempre nas carabinas novas, bem “lubrificada"
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A primeira limpeza do cano.
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Raiamento bem pronunciado com passo de 1/16”
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Alça de mira
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Massa de mira
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Coroa do cano
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Detalhe do parafuso e do suporte de fixação do guarda mato
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Parafuso fixador da coronha já instalado – Detalhe da arruela cônica
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A carabina já montada
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Trava do gatilho automática – travado
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Destravado
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Fixação de lunetas por trilho do tipo rabo de andorinha
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Primeiras impressões

A primeira coisa que chama atenção é a coronha feita em Açoita Cavalo e tingida com anilina nogueira. É muito bonita.
Além disso, o desenho e o tipo da coronha proporcionam  uma “pegada” muito boa e uma empunhadura que faz com que a carabina “caia” sempre na mira; não precisa ajustar, virar o pescoço, nada. Achei legal.

Depois o fato de ser toda em metal ( exceto a fibra ótica da massa de mira e a borracha da soleira ). Isso passa a sensação de robustez e resistência. A oxidação é fosca ou jateada para simplificar a fabricação.

A fixação da ferragem feita por apenas dois parafusos é diferente da maioria das carabinas que vemos por aqui.

Segundo informações obtidas com a Boito, esse projeto foi comprado e adaptado, mas não há informações mais precisas sobre a origem da “inspiração”.

O gatilho é de um estágio puro e não é duro, A título de comparação é mais macio do que o da CBC B19-14 original e o tiro sai meio no susto.

A alça de mira é que demanda mais paciência para regular, pois necessita de chave de fenda. Ajustes micrométricos seriam mais interessantes.

Fiz poucos tiros sem muita responsabilidade com a precisão. O recuo é baixo mesmo com um efeito diesel pronunciado e vibração é quase nenhuma (não tem o “tueng” ou “toing”). Segundo a Boito, a fixação do retentor do êmbolo por um pino de nylon levemente mais alto age como batente contribuindo para menor vibração.

É isso, está apresentada.

 

Atualizando, seguem fotos dos agrupamentos com vários chumbos.

Arma apoiada em rice bag, luneta 3x9-40, 10 metros do alvo.

Quase todos os disparos ficaram “dentro” de uma moeda de 10 centavos, sendo que os melhores foram fotografados com os valores indicados no paquímetro.

Acredito que além do atirador ruim, o gatilho tenha influenciado negativamente nos resultados.

Próxima etapa, trabalhar o gatilho, brunir cilindro, encamisar da mola, relubrificar, e vamos ver como se comportará.


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Abs


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#226023 Teste de chumbos match parte 1 - os produtos

Postado por Rogério Saran em 18 novembro 2015 - 09:04

Este é o primeiro post de uma série avaliando os chumbos match (para papel) mais comuns no mercado.

 

Parte 1 (este post) - Os produtos

Relacionamos os produtos testados e comparamos os seus preços no mercado brasileiro e na Europa.

http://carabinasdear...-1-os-produtos/

 

Parte 2 - apresentação e pesagem

Informações sobre os produtos avaliados e uma análise das variações de peso.

http://carabinasdear...acao-e-pesagem/

 

Parte 3 - grupos
Fotos dos grupos obtidos com cada produto testado.
http://carabinasdear...parte-3-grupos/
 

 

Há coisa de 2 meses sugeri aqui no fórum um teste de chumbos match. Eu andava encafifado com o comportamento da arma em treinos e me prontifiquei a conferir a variação com diferentes munições.

 

http://carabinasdear...erios-de-teste/

 

Começou com o que eu já usava. Eu tinha dificuldade em conseguir bons grupos com o chumbo que usava corriqueiramente, o RWS Meisterkugeln. Mas é um chumbo bom! Sim, mas tenho algumas latas de um lote bem antigo e imagino que os padrões de fabricação de 20 anos atrás não fossem tão rigorosos quanto os atuais.

O fato é que eu sempre tinha algum problema para obter bons grupos, por mais que treinasse. A suspeita virou constatação quando troquei de munição. Um treino com JSB Match Medium foi o suficiente. Voltou a agrupar muito bem.

 

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grupo.jpg

 

 

http://carabinasdear...time-e-chumbos/

Fiz mais alguns testes e ouvi sugestões nos clubes de tiro e aqui no fórum. A velha recomendação: o chumbo escolhe a arma, é preciso testar para saber o que funciona bem.



A lista

O primeiro passo foi buscar a munição sugerida pelos colegas do fórum. Montei uma lista do que parecia valer a pena checar e completei com sugestões.

 

http://carabinasdear...bos-para-teste/

 

A minha lista original foi complementada com sugestões do Métil e ZZetto. Cresceu um pouco mais pesquisando os produtos nas lojas e com ofertas de atiradores que colocaram munição à venda. No final, ficou assim:

lista-teste.jpg

 

Demorou para conseguir tudo isso. O último deles comprei no dia 11/nov, 2 meses depois que iniciei o teste. Mas valeu a pena essa pesquisa grande, pelos resultados.

Observem na lista que dividi os chumbos em 4 categorias:

  • Premium.
  • Competição.
  • Treino.
  • Econômico.

Essa divisão não é arbitrária. Entre os fabricantes que pesquisei, quando qualificam seus produtos, o fazem segundo essa divisão. O que cada um entende de um termo como "competição" é questão individual, mas é fato que usam a expressão nos sites, anúncios ou nas embalagens dos produtos.

 

Como os produtos de mais qualidade oferecem variações de medidas, simplifiquei o teste usando sempre 4,50 mm. Sei que a arma que uso não gosta de medida menor que essa então adotei o que vou usar no futuro. A única exceção é o Finale Match Rifle, que só achei em 4,49. No teste de tiro isso vai afetar o resultado, aguardem.

 

Os chumbos que não têm opção de medidas:

  Gamo Pro Match

  Todos os da categoria "Treino"

  Todos os da categoria "Econômicos".

 

Algumas curiosidades sobre a lista dos chumbos não testados:

 

O RWS "R-10 Match Plus" é o mesmo chumbo R10, em embalagem de 100 peças com separador. Pelo fabricante não há diferença no controle da qualidade, apenas na embalagem, mais cômoda. Nunca vi o produto e mesmo nas lojas online de fora é mosca branca.

 

O Holme Premium conheci do site da Holme (https://holme-online...mium-1-500.html). Dizem ser melhor e fiquei curioso, pois o Home Match se mostra quase tão bom quanto o R-10.

 

O JSB Match Light "versão pesada" é algo que só vi no site da JSB também. Eles anunciam o chumbo da lata verde tanto com 0,475 g como em versão de 0,5 g. Alguém já viu? Não encontrei em loja alguma.

 

O H&N Match Green e o R-10 Hypermatch são produtos sem chumbo, feitos com liga de zinco e estanho. São bem mais leves por conta do peso específico menor da liga e se moldam um pouco pior no cano. Nascem de preocupações ambientais mas não são considerados seriamente para competições oficiais.

Teste de chumbos match parte 1 - os produtos

Nesse primeiro post falo da compra dos chumbos. Mas isso lá é assunto? Não seria se fosse fácil, mas no Brasil a coisa é diferente. Comecei com a munição que tinha, comprada de atiradores que colocam à venda, frequentemente com preço razoável.

Munição de ar comprimido não é a coisa mais fácil de se encontrar no Brasil...

Se você não fizer questão de um produto específico, fica fácil. Sempre se encontra os produtos nacionais nas lojas e alguns importados que têm melhor estrutura de distribuição. Se procura algo específico pode complicar bastante; os 3 mais famosos fabricantes mundiais de munição - H&N, RWS e JSB - não têm importação constante no Brasil e quem procura fica refém de uma oferta irregular.

Neste cenário, o teste colocou à prova também a oferta dos produtos no mercado e uma avaliação comparativa de preços.

Como é muito difícil encontrar alguns produtos no Brasil, boa parte foi adquirida de atiradores. Resolvi que vale o preço que encontrei; não adianta ter algo com outro preço nas lojas, se não têm estoque e não conseguem entregar.

Coincidentemente, a maioria dos produtos que comprei de atiradores não está disponível em lojas. Fiz uma planilha com o preço de compra, o valor do frete e se foi comprado de atirador ou loja. Ficou assim:

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As lojas

Na Alterama eu já havia comprado Gamo Match e também comprei o Chakal olímpico (Zaitzev, não é para rir... preciso da tua consultoria de cálculo de IVs).

Na Dispropil, o Technogun Vetor, Rossi Diabolo, Rossi Match e o JSB Schak Heavy. Os nacionais tinham bom preço, menor ou igual ao de outras lojas. Já o JSB Schak eu só encontrei lá e só nesse peso. Ou melhor, no peso que entregaram. Na página do site diz 0,52g mas entregaram o pesado, de 0,535.

 

Não reclamei pois esse é a versão "treino" da JSB. Como consegui os chumbos de competição com atiradores, não me preocupei em comprar as outras versões deste chumbo, pagando um preço maior que os outros produtos similares (R$ 67,50 - 25% mais que o JSB de competição que comprei em loja).

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A embalagem da Dispropil era boa e os chumbos chegaram sem amassados nas latas.

Só encontrei o JSB Match Light na Falcon Armas. Veio bem embalado, preço razoável, R$ 54,11. Mas Saran, é caro. Nem tanto. Esses produtos tem latas de 500 chumbos, então parece muito perto dos chumbos econômicos tradicionais.

 

Paguei R$ 20,00 pelo Gamo Match, mas como a lata é de 250, sairia por R$ 40,00 para ter a mesma quantidade. Agora, comparando o Gamo Match com o JSB... veremos mais adiante no teste.

O H&N Match Rifle encontrei na Impacto Airgun. Só lá. Eles também têm o H&N Match Pistol, com o mesmo preço, mas esse eu comprei de uma atiradora que treina no mesmo clube que eu.

Holme encontrei na Pavei Shop. Não é barato, R$ 79,11. E só enviam por SEDEX, acabou custando uma nota. Vale mencionar que o site é perfeito, o atendimento idem e a embalagem foi muito cuidadosa, a melhor entrega do teste. Algumas semanas depois descobri que mais uma loja vende chumbo Holme no Brasil: a Olimpik Sports vende em lotes de 10 latas por R$ 49,00 cada.

Todos os outros produtos comprei de atiradores, tanto em anúncios no fórum quanto nos clubes de tiro. A grande maioria não se encontra à venda no Brasil.

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No gráfico abaixo organizei os produtos pelo peso, que é um fator que afeta o tiro, comparado com o preço. Com isso dá para ver onde se situam os preços de produtos parecidos, mesmo que de padrões de qualidade distintos. Os marcadores vermelhos foram comprados em lojas, os outros de particulares.

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Os preços

Observem que a planilha de preços traz uma coluna com o preço por projétil individual, ajustando o valor da compra à quantidade de chumbos em cada embalagem. Nessa conta incluí o frete; ela traz o valor real que custou o teste.

Eu mesmo me perguntei: vale a pena? Depois de 2 meses em teste, digo que vale. Claro, parte da munição eu já tinha e parte pretendo usar de qualquer forma. Algumas latas não servem para treino, mas no sítio vão fazer a alegria da molecada.

O mais curioso é observar o efeito de impostos, fretes e câmbio em todos esses preços.

O JSB Schak, munição de treino declaradamente sujeita a um pior controle de qualidade, custou mais que o JSB Match Light de competição.

O Gamo Pro Match, comprado de atirador, sem impostos, custou mais caro que um H&N Match Rifle comprado na loja (R$ 0,152 contra 0,148).

O Rossi Match, um produto "econômico" (essa qualificação é minha pois não há informações no site do fabricante), ficou mais caro que o H&N Match Pistol que comprei de uma atiradora (R$ 0,105 contra 0,090).

O Rossi Diabolo, também um produto "econômico", custa quase o mesmo que o JSB Match Light, R$ 0,125 contra 0,127 por tiro.

Tem de tudo. O óbvio todos sabem. Achar quem queira vender com um preço camarada é o melhor negoócio, quase sempre. Mas com o teste do desempenho de cada um a avaliação muda bem. Só para dar um exemplo: na arma utilizada os JSB Premium, os mais caros do teste, não deram bom resultado. Vai entender. Em compensação o Rossi Diabolo fez a 3ª melhor média de tamanho de agrupamentos.

O que dá para comentar sobre os preços:

As munições de competição custaram entre R$ 0,090 (H&N Match Pistol) e R$ 0,148 (H&N Match Rifle), excetuando-se os casos "excepcionais" do Gamo Pro Match (0,152), encarecido pelo frete e do Holme Match (R$ 0,228), caro e com frete salgado. Dá para afirmar que munição de excelente qualidade se encontra nessa faixa de 9 a 15 centavos por tiro.

Por menos que isso, o que se encontra? Gamo Match, Technogun Vetor, Chakal Olímpico e os H&N Excite Econ e Sport, desde que comprados de atiradores. Ficam todos entre R$ 0,055 e 0,08.

Acima dos R$ 0,15, só excepcionalidades de preço (caso do Pro Match e do Holme) ou produtos mais raros, como os JSB Premium Match testados, cada qual por R$ 0,295. Digamos que seriam para aplicações especiais, quem sabe que dá resultado e quer o melhor possível para uma competição importante.

A conclusão é que faz mais diferença o vendedor que o produto para se chegar aos preços. Tem loja com preço baixo e particular com preço alto. O que funciona é pesquisar.

 

 

No exterior

E no exterior, como é? Aqui vemos a mesma tabela, ordenada pelo preço em Euros. Fiz uma pesquisa rápida em lojas como a Mundilar e converti os valores, novamente em R$/tiro.

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Não anotei as lojas em que pesquisei cada um. Mas nada difícil, é só procurar no Google da Espanha, França e Alemanha, se acha todos rapidamente.

 

Nessa ordenação a sequência parece mais coerente. Primeiro os econômicos, depois os de treino, em seguida produtos de competição e Premium. Mas ainda há algumas surpresas.

O H&N Excite Econ (R$ 0,025) custa menos que o Gamo Match (R$ 0,035). O Holme Match (R$ 0,055) pode ser encontrado por praticamente o mesmo preço do JSB Schak Heavy (R$ 0,053), um produto bem inferior.

No resto da lista não tem muitas surpresas. Só a contrariedade de constatar que o Holme Match, um dos melhores chumbos do teste, custa na Europa o mesmo preço que o Chakal Olímpico aqui na Terra de Santa Cruz. Não é à toa que o esporte por aqui só se desenvolve por conta de dedicação extraordinária dos atiradores brasileiros.

A mesma comparação, agora com preços em Euro convertidos para Reais. Mantive os produtos nacionais com o preço daqui para referência, estes estão indicados em verde.

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Na tabela também calculei a diferença de preço. Para os produtos adquiridos no comércio brasileiro, o preço oscila em torno de 100% acima do valor na Europa. Claro, tem frete, imposto, custos, lucro. Brasileiro está acostumado com isso.

 

Na próxima parte do teste vamos conferir a apresentação dos produtos e sua pesagem, para verificar a regularidade de cada um.

Um abraço,

*Saran

 


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#205401 CBC JADE mais 4,5mm - Parte I - Mini review e testes

Postado por Alberto José em 23 junho 2015 - 19:18

Pessoal segue um breve review da carabina CBC JADE mais 4,5mm recém lançada pela CBC
 
Registro aqui os meus agradecimentos aos membros do Fórum Carabinas de Ar, à Dispropil Extreme e em especial aos amigos que integraram a "vaquinha" para a compra da carabina  :cheers:
 
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Link do Tópico da Vaquinha - Mentor Antonio Claudemir
 
http://carabinasdear...e-mais/?hl=jade
 
Eduardo Macedo
Antonio Claudemir
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Raufemann
thtrassi
TFHG
Ricardo Köhler
Fininho1410
Aurélio
Alexandre9
ERICK VOLGARINI
AndréCarboni
MSadu
Bordoni
 

 

Unboxing

A Carabina CBC JADE mais foi enviada pela Dispropil Extreme no dia 19/06/2015 através da Jadlog e como de praxe, muito bem embalada

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Especificações Técnicas

 

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Fonte: http://www.cbc.com.b...as/modelos/jade

 

 

Peso da carabina 2184 gramas

 

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Vista Explodida

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Detalhes

Massa de mira integrada ao acabamento de polímero sobreinjetado ao cano,  em fibra ótica vermelha, protegida por túnel metálico

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"Janela" em ambos os lados do acabamento do cano

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Alça de mira integrada ao acabamento de polímero sobreinjetado ao bloco do cano, em fibra ótica verde 

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Logomarca

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Identificação do calibre e número de série

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Sobretrilho  Picatinny em Polímero 

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Guarda mato integrado a coronha e lâmina do gatilho e trava de segurança em polímero (posição Fire)

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Trava de segurança na posição Safe

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Vista inferior do guarda mato, observa-se a existência de janela de acesso ao parafuso de regulagem da lâmina do gatilho que pode ser visto ao fundo

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Olhais para fixação de zarelho para uso de bandoleira

Olhal no sobrecano

 

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Olhal na coronha

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Vista inferior da empunhadura da coronha ("pistol grip")

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Alavanca de armar (biela)

 

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Tampa do cilindro

 

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Soleira em polímero

 

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Coronha oca

 

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No fundo, lado direito da foto, podemos observar o parafuso que segura o acabamento da empunhadura mostrado na foto abaixo

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Hoje 24/06/2015 após cair uma chuva torrencial, felizmente a chuva parou. Embora nublado e úmido, conseguimos efetuar alguns testes.

 

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Jiga de teste

 

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Visada da mira com o trilho Picatinny

 

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Sistema de fechamento do cano por trinco e travessão

 

 

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Eixo da alavanca de armar (biela) contraventado através de dois anéis elásticos.

 

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Parafuso da coronha, situado na telha (um em cada lado)

 

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Parafuso da coronha, situado no guarda mato

 

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Bit PH3

 

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Visada da alça e massa de mira, sem influência do trilho

 

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Culatra do cano, sem anel vedante do cano

 

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Raiamento do cano

 

 

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"Lead out" do transfer port e o anel vedante do cano ao seu redor

 

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Nota-se a presença de uma rebarba de polímero, possivelmente oriunda da coronha.

 

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Chumbo Rifle

 

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Culatra do cano

 

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Cano basculado

 

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Trava do gatilho é acionada ao se armar a carabina

 

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Diâmetro externo do sobrecano - 17mm

 

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Espessura do sobrecano medida através da profundidade da "janela" - 2,24mm

 

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Cálculo do diâmetro externo do cano DE

 

DE = 17,01 - 2(2,24) = 17,01 - 4,48

 

DE = 12,53 mm  (1/2 polegada nominal)

 

Chrony Test, primeiros 11 tiros com chumbo Rifle - primeiro tiro com efeito diesel

 

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"Peso do gatilho" medido com balança digital Lymman Trigger Pull Gauge

 

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Limpeza do cano

 

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Raiamento após limpeza do cano - vista da culatra

 

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Raiamento após limpeza do cano - vista da boca do cano

 

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Infelizmente não consegui fotografar a coroa do cano pois além do sobrecano, existe um alargamento do cano, em sua boca, mas segue o desenho esquemático com as medidas. Bem diferente conforme pode ser visto no desenho esquemático abaixo:

 

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Chrony Test com chumbos Rifle, Snyper, H&N Exite ECON e JSB Diabolo

 

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Chumbo Rifle após ser inserido

 

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Chumbo Rifle após fechar o cano e reabertura para inspeção da saia, não se observa deformações

 

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Chumbo Snyper após ser inserido

 

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Chumbo Snypoer após fechar o cano e reabertura para inspeção da saia, não se observa deformações

 

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Chrony Test - Chumbo Rifle e Snyper

 

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Chumbo JSB Diabolo Exact 4,52mm (peso nominal 0,547 gramas)

 

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peso de 10 unidades 5,468 gramas :clap:

 

Chrony Test - Chumbo H&N Excite ECON e JSB Diabolo Exact 4,52mm

 

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Retirada do trilho - chave allen 3mm

 

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Instalação luneta Rossi Gold Crown 4 x 32

 

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O pessoal de papel 10m vai ter que me perdoar o uso de luneta ... Afinal motorzão Big block 6 litros, mas os faróis Cibié Cavalinho Super Bi-Iôdo já não dão conta do recado.

 

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Chumo H&N Excite ECON

 

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Chumbo Snyper

 

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Chumbo Rifle

 

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Chumbo JSB Diabolo Exact 4,52mm

 

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CBC B12-6 e CBC JADE mais  - uma em cima da outra.

 

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Primeiras impressões:

 

A CBC JADE mais, embora com bloco do cano em polímero, me surpreendeu pelo acabamento e precisão nos tiros a 12m. Creio que com algumas modificações básicas (aumento do peso da coronha e alívio do gatilho e redução do primeiro estágio muito longo) há espaço para ganhos nos agrupamentos (sem contar a troca deste atirador). Mesmo com a coronha de polímero e oca, não se sente  vibração da mola helicoidal no disparo. O acabamento da coronha propicia um contato agradável, até mesmo nas bordas com quinas vivas, ao contrário, por exemplo da coronha da B19S e outras similares chinesas tais como a Beeman 1074, AR+ B2 4P.

 


Comparativamente com todas as carabinas de entrada calibre 4,5mm que eu já testei, citadas abaixo, a impressão que tive que me leva a considerar como a JADE mais como a melhor entre as até então testadas.

 

- Rossi Dione Tradicional

- CBC B12-6

- AR+ B2 4P

- AR+ B3-3

 

Considerando-se o preço, é uma opção a ser considerada. Resta saber se o polímero utilizado no bloco do cano é tão resistente quanto ao material utilizado na indústria armamentista.

 

Cumpre o que promete ? :rtfm:   Sim ! :judge:

 

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Retirada da coronha

 

Use o bit PH3 para soltar os parafusos do guarda mato e da telha

 

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Peso da mecânica - 1542 gramas

 

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Parafuso eixo do bloco do cano e travessão do trinco

 

 

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Culatra do cilindro - há necessidade de "bolar" um dispositivo para uso do compressor de mola

 

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Medida do curso do êmbolo

 

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Curso do êmbolo 70 mm
 
Bloco do gatilho, trava e haste de segurança - funcionamento
 
Caixa de gatilho em polímero
Nota: praticamente todas as peças são em polímero, exceto: molas, pinos eixos, parafuso, desconector e conector. Vai ser difícil desenvolverem uma lâmina em outro material.
 
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Rosca fêmea do parafuso do guarda mato
 
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Da esquerda para a direita temos:  trava da lâmina do gatilho, lâmina do gatilho e parafuso de ajuste do curso do segundo estágio
 
Parafuso de ajuste do curso do segundo estágio
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Haste de segurança
 
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A haste de segurança do gatilho é acionada ao se "quebrar" o cano
 
Cano fechado - Lâmina liberada
 
 
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Cano "quebrado" - Lâmina bloqueada
 
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A trava de segurança da lâmina é acionada pela alavanca de armar, ao se engatilhar a carabina
 
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A alavanca de armar empurra a trava de segurança e impede o acionamento da lâmina
 
Comparativo entre boca do cano CBC JADE mais e CBC 345 Expresso
 
 
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Broca 6mm e 5,5mm
 
JADE mais
 
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CBC 345 Expresso
 
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Parte I concluída ! :sword: 
 
 
Link do Tópico - Dispositivos "Home Made" para manutenção de carabinas de pressão (incluindo CBC Jade)
 
http://carabinasdear...hl=dispositivos
 
Link da Parte II - CBC JADE mais 4,5mm - Parte II - "Barrigada" (dissecando a JADE)
 
http://carabinasdear...-jade/?p=205785
 
Link da Parte III - CBC JADE mais 4,5mm - Parte III - Epílogo
 
http://carabinasdear...ilogo/?p=205929
 
Link do Tópico - CBC JADE mais 4,5mm - Tuning - Variações sobre um mesmo tema !
 
http://carabinasdear...-um-mesmo-tema/
 
Link do Tópico - CBC JADE mais 4,5mm - Tuning e Chrony Test - Rolamento Axial de Esferas
  http://carabinasdear... +rolamento +ax
 
 
Link do Tópico - CBC JADE + 4,5mm - "Tuning" Kit Molas a Gás QUICKshot
 
 
http://carabinasdear...-gas-quickshot/
 
 
Link do Tópico - Tutorial - Lâmina de Gatilho Ajustável QUICKShot para CBC Jade
 
http://carabinasdear...-para-cbc-jade/
 
 
Link do Tópico - Tutorial Troca de Retentor da CBC Jade
 
http://carabinasdear...or-da-cbc-jade/
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